Central de Minas é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce, estando situado a cerca de a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente , sendo que estão em área urbana, e sua população foi estimada em habitantes em 2025.
História Um dos primeiros moradores da atual cidade foi Manoel Martins, que se instalou com sua família por volta de 1940, tendo exercido a extração de madeira das matas locais. Com a expansão das operações de extração, chegaram mais forasteiros, o que atraiu ainda comerciantes. Com isso, formou-se um povoado, que ficou conhecido como "Central de Mantena", no qual foi construída uma capela dedicada a São Geraldo Magela (que se tornou padroeiro da cidade).
No início da década de 1950, foi construída a primeira estrada, ligando a localidade a Galileia. Pela lei estadual nº 1.039 de 12 de dezembro de 1953, o povoado foi reconhecido como um distrito pertencente a Mendes Pimentel e teve seu nome alterado para "Central de Minas". A emancipação ocorreu mediante a lei nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962. O desenvolvimento do município esteve associado à extração madeireira, agricultura e a criação de gado nas décadas seguintes.
Geografia De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Governador Valadares e Imediata de Mantena. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Mantena, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce. Central de Minas é cortada pela BR-381. O bioma original predominante é a Mata Atlântica.
O município está situado na bacia do rio São Mateus e o relevo é predominantemente ondulado e acidentado. O braço sul do rio São Mateus banha Central de Minas na divisa com Mantena, a nordeste do município. Entretanto, o território municipal é banhado por diversos mananciais de pequeno porte, sendo alguns dos mais expressivos os córregos Central, Centralzinho, Floresta, Guarani, Palmeiras e Pampulha, que vertem para o São Mateus.
Demografia Em 2022, a população foi estimada em habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o censo de 2022, habitantes viviam na zona urbana (85,09% do total) e na zona rural (14,91%). A sede municipal possuía habitantes e domicílios particulares, enquanto que o distrito de Floresta contava com habitantes e 728 domicílios.
Com relação aos credos religiosos, a população municipal com dez anos de idade ou mais está composta por evangélicos (45,68%), católicos (43,43% do total), pessoas sem religião (7,67%), quatro da umbanda e candomblé (0,07%) e 3,13% estão divididos entre outras religiões.
Política A administração do município é feita a partir dos poderes Executivo, representado pelo prefeito e seus secretários, e Legislativo, constituído pela câmara de vereadores, composta por nove vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Central de Minas é termo da Comarca de Mantena, comarca de segunda entrância do Poder Judiciário estadual. O município possuía, em junho de 2026, eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Economia O Produto Interno Bruto (PIB) de Central de Minas tem seu rendimento concentrado no setor terciário da macroeconomia. Em 2025, de acordo com o SEBRAE, havia empresas ativas, a maior parte das quais representada pelo comércio varejista (32,3%), seguido pelo setor de serviços especializados para construção (8,44%) e por atividades de organizações associativas (7,57%). No mesmo ano, pessoas estavam empregadas, sendo que os setores que mais empregavam eram a administração pública (47,7%), comércio varejista (26,9%) e captação, tratamento e distribuição de água (2,8%).
Dentro da agricultura, o milho representou a maior área ocupada pela lavoura temporária municipal em hectares (ha) em 2024, com um total de cultivados, seguido pelo feijão () e pela mandioca (). Enquanto isso, os cultivos permanentes mais representativos foram a banana (), coco-da-baía (), café () e pimenta-do-reino (). Com relação à pecuária, o município possuía um rebanho de bovinos, galináceos, suínos e equinos. Central de Minas produziu litros de leite de vacas, dúzias de ovos de galinha de galinhas e quilos de mel de abelha. Ademais, foram pescados quilos de tilápia e quilos de tambaqui.
Infraestrutura Em 2022, foram registrados 81 óbitos por morbidades, dentre os quais as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (26%), seguida pelas doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (15%). Já em 2023, foram registrados 69 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil no mesmo ano foi de 14,49 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidos vivos, com uma ocorrência. Em 2022, segundo o IBGE, 85,68% dos domicílios ocupados possuíam a rede geral de água como principal forma de abastecimento e 99,84% possuíam banheiro de uso exclusivo da moradia. Com relação ao esgotamento sanitário, 77,18% das habitações eram atendidas pela rede geral ou pluvial.
Na área da educação, dentre os habitantes de 18 anos ou mais em 2022, 53,37% não completaram o ensino fundamental, 12,53% tinham somente o fundamental completo, 24,58% tinham o ensino médio completo e 9,52% o ensino superior completo, sendo que a população com onze anos ou mais de idade tinha em média 7,2 anos de estudo. O percentual de alfabetização dos moradores de 15 anos ou mais, por sua vez, era de 84,23%, resultando em 15,77% de pessoas não alfabetizadas nesse grupo de idade.
Ligações externas
Categoria:Fundações em Minas Gerais em 1963