Coluna é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce, estando situado a cerca de a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente , sendo que está em área urbana, e sua população foi estimada em habitantes em 2025. Seu nome deriva de uma serra existente na região, a "Serra da Coluninha".
Etimologia e símbolos A palavra Coluna vem do latim columna, estando relacionada também ao termo columen, que significa "o ponto mais alto, cume". A nomenclatura foi dada a uma serra situada na região e posteriormente usada para definir o povoado estabelecido nas proximidades do local.
Os símbolos municipais indicados na Lei Orgânica, datada de 29 de novembro de 2004, são o brasão, a bandeira e o hino.
O brasão, inspirado nos moldes da heráldica brasileira, apresenta um escudo com uma cruz de tau em cor vermelha na parte superior; duas ferramentas de arado ao centro e na parte inferior, um berrante, além de cinco triângulos sequenciais verdes, representando o relevo e vegetação do território. Acima da insígnia temos uma coroa mural, nos lados esquerdo e direito estão presentes ramos de milho, café e trigo. Na parte inferior, há um listel de cor vermelha, com o nome de Coluna ao centro e inscrição dos anos de 1890 e 1954 nas bordas esquerda e direita, períodos em que o município foi elevado à condição de distrito e cidade, respectivamente.
A bandeira municipal é retangular e com fundo verde, dividida por duas faixas concorrentes e congruentes, sendo estas da cor vermelha e fimbriadas de branco. O centro da flâmula é preenchido pelo brasão.
Já o hino municipal, composto por Pedro Lopes de Oliveira, exalta as belezas naturais e o potencial agrícola de Coluna. A letra também homenageia a trajetória e a coragem do povo colunense, expressando uma perspectiva otimista quanto ao desenvolvimento e à prosperidade futura do município.
História As terras que viriam a ser Coluna permaneceram inexploradas e vinculadas ao município de Serro (fazendo parte por sua vez, da extensa Comarca do Serro Frio) até meados do século XIX. Com o desenvolvimento de novos povoados aos arredores, ocasionando na criação de novos municípios e distritos, a região começa a ser citada em diversas marcações de limites entre as localidades de Rio Vermelho, São João Batista (atual Itamarandiba), São José do Jacuri e Peçanha, através de pontos de referência como o ribeirão Matinada e os córregos do São Pedro e Japão.
Os primeiros moradores da região, o senhor de engenho Manoel Gonçalves Prudente (também conhecido como Manoel Pena), oriundo do distrito de São José do Jacuri e sua esposa Delfina Maria da Conceição, doaram parte de suas terras para a formação de um povoado, no ano de 1885. Este recebeu o nome de Santo Antônio da Coluna.
No mesmo ano de 1885, no dia 15 de agosto, foi erguido um cruzeiro no centro do povoado, pelo bispo Dom João Antônio dos Santos. No local foi construída uma capela que hoje constitui a Igreja Matriz Santo Antônio de Coluna, um dos principais pontos turísticos da cidade.
Em meados de 1889, várias famílias se mudaram para a área, desenvolvendo a região. Os responsáveis por este crescimento foram Francisco Gomes Lisboa, Joaquim Marques da Fonseca, Herculano da Silva Torres, Teófilo Pereira de Oliveira, Joaquim Gomes de Oliveira e o já citado Manoel Pena.
No ano seguinte, o povoado foi elevado a condição de distrito, pelo decreto estadual nº 192, de 20 de setembro de 1890 e pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891.
No ano de 1923, o nome do distrito foi reduzido para Coluna, por meio da lei estadual nº 843, de 7 de setembro daquele ano. Além disso, o distrito, então pertencente ao município de Peçanha, foi transferido para o município de São João Evangelista.
Através do decreto-lei estadual nº 1058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Coluna adquiriu parte do distrito de São José do Jacuri (até então pertencente ao município de Peçanha).
Com o desenvolvimento da região, foi criado o município de Coluna pela Lei Estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953. A divisão territorial atual data de 1960.
Geografia thumb|esquerda|Paisagem com a serra da Coluninha ao fundo O bioma original predominante é a Mata Atlântica e o relevo é predominantemente acidentado. O município está situado na bacia do rio Doce e o principal curso hídrico que banha Coluna é o rio Suaçuí Grande. Entretanto, o território municipal é banhado por diversos mananciais de pequeno porte, sendo alguns dos mais expressivos o ribeirão Matinada e os córregos Jacome, Japão, São Pedro e São Joaquim.
O clima, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, é o tropical (Aw), possuindo basicamente duas estações do ano bem definidas: o inverno seco e o verão chuvoso.
Demografia Em 2022, a população foi estimada em habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o censo de 2022, habitantes viviam na zona urbana (49,33% do total) e na zona rural (50,67%). Com relação aos credos religiosos, a população municipal com dez anos de idade ou mais está composta por católicos (77,14% do total), evangélicos (17,87%), pessoas sem religião (3,22%), 41 espíritas (0,57%) e 1,19% está dividido entre outras religiões.
Política e administração A divisão administrativa colunense ocorre pelos Poderes Executivo e Legislativo. O chefe do Executivo é o prefeito, eleito para um mandato de quatro anos, que possui auxílio de seu gabinete e dos secretários municipais. Já o Legislativo é constituído pela Câmara Municipal, composta por 9 vereadores (quantidade máxima definida pela Emenda Constitucional nº 58/2009), também eleitos para atuarem por quatro anos.
O atual prefeito é Nilson Rocha dos Anjos, do MDB, eleito através das eleições de 2024 com 2.887 votos, correspondente a 56,92% do total de eleitores daquele ano. O vice-prefeito é Edson Gonçalves Silva. Cultura e turismo
Todas os anos, no município, acontece um evento chamado Encontro de Colunenses Ausentes e Amigos de Coluna. Tal acontecimento atrai a atenção da maior parte dos moradores da região e de municípios vizinhos. O evento tem duração de quatro dias, sendo realizado em julho, geralmente na penúltima semana do mês. Na festa, os visitantes e cidadãos colunenses podem contar com shows, barracas diversas, torneios de sinuca, peteca etc. Também na quarta-feira que antecede o início da festa acontece uma admirada cavalgada.
Alguns pontos turísticos são a Igreja Matriz, a Casa de Cultura Mata Virgem, no Córrego do Japão e o cruzeiro, erguido em um morro próximo à praça central de Coluna. O município oferece atrativos naturais como a Serra da Coluninha, com aproximadamente 700 metros de altitude, sendo local de uma incrível vista panorâmica da região. Podemos citar também as cachoeiras da Fumaça e Pitangueiras, situadas no rio Suaçuí Grande. Nas proximidades da cidade, um local bastante visitado é a cachoeira Santa Joana, já no município de Itamarandiba.
Filhos ilustres Carlos Herculano Lopes, escritor e jornalista.
Economia Na agricultura, destaca-se principalmente o alho, fonte de renda para o município. O café, o feijão, a cana-de-açúcar e o milho também são produzidos. São famosos também os produtos cárneos (linguiça, torresmo), queijos e doces fabricados em Coluna. Recentemente, tem sido desenvolvida a fabricação de tapetes arraiolos na região.
O principal acesso à cidade se dá pela rodovia MG-117.
Ver também Lista de municípios de Minas Gerais Lista de municípios do Brasil
Ligações externas
Categoria:Fundações em Minas Gerais em 1953