Espaço São José Liberto, ou Polo Joalheiro (inicialmente Convento de São José), é um espaço multi-ambiente brasileiro, construído em 1749 no município paraense de Belém no contexto da capitania do Grão-Pará (1621–1820), remodelado em 2002 para abrigar setores criativos e culturais, como patrimônio, expressões culturais, artes de espetáculo, dança. O espaço abriga diversas organizações e outros espaços, como a Capela São José, que deu origem ao espaço como um todo; uma ourivesaria, que compõe o polo joalheiro; a "Casa do Artesão", o Museu de Gemas do Pará; o Anfiteatro Coliseu das Artes; o Memorial da Cela; e o Jardim da Liberdade.
Origens O edifício foi originalmente construído em 1749 como Convento de São José, servindo de convento nos arredores de Belém para os missionários capuchinhos do Comissariado da Província da Piedade (do Convento de Nossa Senhora da Piedade de Vila Viçosa). No local existia uma pequena capela que foi demolida para a construção do convento.
Em 1757, sob a política do Marquês de Pombal, as missões na Amazônia foram extintas e o Governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado expulsou os frades da Piedade. O governo tomou posse do Convento de São José e o redirecionou para servir primeiro como depósito de pólvora, depois como base para um batalhão de pedestres, como base para esquadrão de cavalaria e, durante o governo de Marcos de Noronha, como base para o corpo de artilharia. O edifício também serviu como uma olaria onde oleiros pobres produziam materiais de alta qualidade, valorizados pelas elites para projetos de construção na cidade.
Em 1835, o antigo Convento de São José foi usado como hospital para tratar os feridos nas batalhas da Cabanagem e os doentes de epidemias de varíola. O prédio transformou-se em cadeia pública Presídio São José em 1843, devido muitos pacientes estarem sob a tutela da justiça.
Em 1943, foram implantadas regras institucionais e prisionais mais rígidas, porém mais humanas, além de novas instalações, e a cadeia se tornar um presídio de segurança máxima. Durante o governo de Magalhães Barata, o presídio passou por reformas tanto no âmbito físico, ganhando mais um prédio (anexo ao primeiro prédio, feito com pedra, grude de peixe e areia de praia), quanto na manutenção das normas prisionais, sob direção de Anastácio das Neves, direção esta que sofreu críticas severas por implantar uma espécie de polícia interna, formada por próprios detentos, com objetivo de coibir os excessos e disciplinar.
miniaturadaimagem|Jardim da Liberdade Foram 150 anos como cadeia pública, desativado em 1998 após diversas revoltas. Em 2002, após restauração, deu lugar ao Espaço São José Liberto, que abriga a Capela São José (onde ocorre concertos de música sacra); uma ourivesaria; um polo joalheiro; a Casa do Artesão; o Museu de Gemas do Pará; o anfiteatro Coliseu das Artes (onde ocorrem eventos culturais); o Memorial da Cela; e o Jardim da Liberdade.
Museu de Gemas do Pará
O Museu de Gemas é um espaço com exposição permanente de minerais extraídos no estado do Pará, projeto inicial de autoria do Almirante Nabor da Gama Junior. Fazem parte de seu acervo: diamantes, ametistas e turmalinas. Contando a história da ocupação da mineradoras das riquezas do solo amazônico, encontram-se peças de até 500 milhões de anos.
No saguão de entrada, observa-se uma drusa de quartzo hialino, pesando 2,5 toneladas, encontrada no Vale do Rio Araguaia. O museu também contém artesanato tapajônico e marajoara, como estatuetas, urnas funerárias, machadinhas, cunhas e pontas de flechas em quartzo e uma coleção de muiraquitãs.
Duas salas exibem gemas do Pará (algumas só encontradas no Estado), como um quartzo tricolor, encontrado nas proximidades da Serra dos Martírios, no sudeste paraense. Além das exposições, localizam-se no espaço o Laboratório Gemológico e uma ourivesaria com oficina de jóias.
Ver também
Turismo no Pará
Ligações externas
Gemas do Pará Gemas do Pará Categoria:Construções de Belém (Pará) Categoria:Fundações no Brasil em 1749 Categoria:História de Belém (Pará) Categoria:Artesanato do Brasil