A Tábua de Esmeralda é o décimo primeiro álbum de estúdio do cantor brasileiro Jorge Ben. Foi lançado em LP em 1974 pela Phillips.

O álbum é notável como o último projeto de Jorge Ben no qual o uso do violão se faz intensivo. O violão seria abandonado em 1976 devido a aspectos técnicos que, nas palavras de Jorge Ben, dificultavam a reprodução da mesma qualidade sonora: "O sensor de violão que a gente usava não existe mais. Hoje, o som sai limpo, sem aquela respiração. Para gravar, é difícil. Vou tentar fazer, mas sei que naquele som do Tábua de Esmeraldas não dá mais para chegar".

Faixas Todas as canções escritas por Jorge Ben, exceto onde indicado.

Recepção da crítica

O álbum é considerado como o principal da carreira de Jorge Ben, abrindo a sua fase chamada de "alquimia musical"MILLARCH, Aramis. "Disco - Jorge Ben e a sua Tábua de Esmeralda". Publicado em O Estado do Paraná, coluna Jornal do Espetáculo, em 09 de junho de 1974, p. 74. Página visitada em 22 de agosto de 2012.FERREIRA, Tiago. "Grandes Álbuns #4: Jorge Ben – A Tábua de Esmeralda" . Publicado em 26 de novembro de 2010. Página visitada em 22 de agosto de 2012. e um dos principais discos da música popular brasileira, tendo sido eleito em lista divulgada pela revista Rolling Stone Brasil, o sexto melhor disco da música brasileira de todos os tempos."Os 100 maiores discos da Música Brasileira" - Rolling Stone Brasil, outubro de 2007, edição nº 13, página 109. O crítico Philip Jandovský, do Allmusic, elogiou especialmente as melodias do álbum que conseguem soar naturais ao mesmo tempo em que nunca são previsíveis ou banais.JANDOVSKÝ, Philip. "A Tábua de Esmeralda". Página visitada em 21 de agosto de 2012.

O álbum, que chegou a ganhar peça e show após 50 anos de lançamento, é considerado por muitos como uma obra única e mística, recheada de mistérios. O compositor demonstrou-se profundo conhecedor de mitologia medieval, incluindo nomes como São Tomás de Aquino, Paracelso e Nicolas Flamel - incorporando nas faixas suas percepções sobre alquimia, mundo egípcio e a própria teoria Hermética referenciada na capa e no título.

Ficha técnica Ficha dada pelo Allmusic: Direção de produção: Paulinho Tapajós Técnico de gravação: Luigi Hoffer e João Moreira Arranjos: Osmar Milito, Darcy de Paulo e Hugo Bellard Capa: Aldo Luiz Figuras da capa: Nicolas Flamel

Bibliografia

Categoria:Álbuns de 1974 Categoria:Álbuns de Jorge Ben Jor Categoria:Álbuns em língua portuguesa Categoria:Álbuns em língua inglesa