Paudalho é um município brasileiro do estado de Pernambuco.

História

esquerda|miniaturadaimagem|240px A cidade de Paudalho é bem marcada pela história, e suas terras começaram a ser exploradas em fins do século XVI, com o corte do pau-brasil em suas florestas. O nome da cidade de Paudalho surge da derivação de uma grande árvore secular que exalava cheiro completamente semelhante ao do alho que existia na margem direita do Rio Capibaribe, extremo oeste da Cidade, num lugar antes chamado de Itaíba, atualmente onde fica localizada a Ponte de Itaíba, centro da cidade.

A ocupação organizada das terras iniciou com um aldeamento indígena promovido pelos padres franciscanos:História de Paudalho aldeia de Miritiba (corruptela do tupi mbiri-tyba, que, no dizer de Teodoro Sampaio, significa juncal). Esta aldeia localizava-se nos extremos de Goiana, Igarassu e Tracunhaém, do lado esquerdo do Rio Capibaribe. Posteriormente a região cresceu sob o impulso do cultivo da cana-de-açúcar e diversos engenhos estabeleceram-se na região. O primeiro registro é do Engenho Mussurepe, instalado por volta de 1630. Na primitiva aldeia indígena estabeleceu-se o Engenho Aldeia, de propriedade de Bartolomeu de Holanda Cavalcânti em 1660.

O povoado de Paudalho surgiu no entorno do engenho Paudalho, de propriedade do português Joaquim Domingos Teles.

Cronologia O Alvará Régio de 18 de agosto de 1811 cria a vila de Pao de Alho.*CEHM-FIAM. Calendário Oficial de Datas Históricas dos Municípios do Interior de Pernambuco. Recife: Centro de Estudos de História Municipal,1994. A Lei Provincial 86, de 8 de maio de 1840, cria a comarca de Paudalho, denominando-a município. A Lei Provincial 1318, de 4 de fevereiro de 1879, eleva a vila à condição de cidade, com a denominação de Cidade do Espírito Santo. Lei 52, de 3 de agosto de 1892, dispõe sobre a criação do município de Paudalho. O município foi constituído em 3 de abril de 1893, conforme ofício do seu prefeito ao governador do estado, informando o ato.

Geografia Localiza-se a uma latitude 07º53'48" sul e a uma longitude 35º10'47" oeste, estando a uma altitude de 69 metros.

A maior parte do relevo do município insere-se nos Tabuleiros Costeiros, que apresentam altitude média de 50 a 100 metros. São compostos por platôs de origem sedimentar, com grau de entalhamento variável, ora com vales estreitos e encostas abruptas, ora abertos com encostas suaves e fundos com amplas várzeas. A leste, parte da área está inserida na unidade geoambiental das Supefícies Retrabalhadas.

Os solos constituem-se de Latossolos e Podzólicos nos topos de chapadas e topos residuais; pelos Podzólicos com Fregipan, Podzólicos Plínticos e Podzóis nas pequenas depressões nos tabuleiros; pelos Podzólicos Concrecionários em áreas dissecadas e encostas e Gleissolos e Solos Aluviais nas áreas de várzeas.

Predominam na vegetação a Floresta subperenifólia, com partes de Floresta subcaducifólia, e cerrado/floresta. O município de Paudalho encontra-se inserido nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe.

Economia A economia do município baseia-se na monocultura de cana-de-açúcar para produção de açúcar e etanol, na fabricação de artigos cerâmicos para a construção civil, no turismo com o Pólo de Romaria São Severino dos Ramos e nas granjas de ovos, espalhadas pelas zonas rurais.

Turismo Paudalho é um grande centro de romaria em Pernambuco, cujo acesso é facilitado por situar-se à margem da rodovia BR-408, que liga o município à cidade do Recife, capital do Estado.

Os romeiros vêm entre setembro e janeiro ao Engenho Ramos, onde está a capela de Nossa Senhora da Luz, cumprir promessas a São Severino dos Ramos. Anexa à capela está a sala dos ex-votos, onde os fiéis depositam peças diversas, em agradecimento a graças alcançadas.

Outro ponto de interesse são as ruínas do Mosteiro de São Francisco, onde vários religiosos se refugiaram quando da ocupação holandesa em Pernambuco. Diversos prédios de interesse histórico são abertos à visitação, como: antigos engenhos; a Ponte de Itaíba, do século XIX, inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II; o Bosque de Pau-Brasil; a fábrica de beneficiamento do sal, instalada em prédio do século XVIII; a estação ferroviária (1891); os antigos casarões do início deste século, com detalhes ou fachada em azulejos portugueses; a casa de farinha do Engenho Açougue Velho; o açude Zumbi.

A festa de São Sebastião é a mais movimentada festa popular religiosa, porém o padroeiro da Cidade é o Divino Espírito Santo, com sua matriz localizada próxima à Prefeitura Municipal. Durante o Carnaval, a cidade conta com grupos de maracatu rural, bumba-meu-boi, urso e caboclinhos.

Nele também está localizada a região de Aldeia.

Prefeitos da cidade OrdemNomeInícioTérmino1°José Francisco Pinheiro Ramos189318962°Sotero Marques de Araujo Pinheiro189618993°José Francisco Pinheiro Ramos190019034°Antônio Severino Montenegro15 de novembro de 190319075°Abílio Cesar Pessoa de Melo15 de novembro de 190719106°Raul Bandeira de Melo15 de novembro de 191019127°João Leôncio Alves Cavalcante15 de fevereiro de 191219138°Pedro de Alcântara da Silva Coutinho15 de novembro de 191319169°João Cavalcanti de Petribu15 de novembro de 1916191910°Francisco de Melo Cavalcanti15 de novembro de 1919192111°Antônio de Barros Pimentel15 de novembro de 1921192212°Raul Bandeira de Melo15 de novembro de 1922192513°Antônio de Barros Pimentel15 de novembro de 1925192814°José Pacheco Leite Filho15 de novembro de 1928193015°Martiniano de Barros Correia 18 de outubro de 1930193116°Severino Maurício Carneiro2 de maio de 1931193517°Joaquim Corrêa de Oliveira Andrade10 de julho de 1935193618°José Montenegro1936193819°Marcelo Gonçalves Peres193811 de dezembro de 194020°João Alves da Luz12 de dezembro de 1940194321°Olimpio Marques de Oliveira26 de setembro de 1943194522°Jader de Alemão Cisneiros9 de janeiro de 1945194623°Rubens Antunes da Silva20 de agosto de 1947194724°Manoel Francisco da Rosa15 de novembro de 1947195125°Almani de Sá Barreto Sampaio15 de novembro de 1951195926°Mário do Amaral Montenegro15 de novembro de 1959196327°José Dantas de Oliveira15 de novembro de 1963196428°Nivaldo Natalício de Oliveira22 de junho de 1964196429°José Dantas de Oliveira22 de outubro de 1964196630°Eufrásio Campos Gouveia22 de outubro de 1966196931°Herculano Bandeira de Melo Filho31 de janeiro de 1969197332°Bartolomeu do Rego Cavalcanti31 de janeiro de 1973197733°José Fidelis da Silva31 de janeiro de 1977198334°Ulisses Roque da Silva31 de janeiro de 1983198835ºJosé Pereira de Araújo1 de janeiro de 1989199236°Eufrásio Campos Gouveia Filho1 de fevereiro de 1993199737°Ricardo Luis Pessoa Resende1 de fevereiro de 1997200138°39°José Pereira de Araújo1 de fevereiro de 20011 de fevereiro de 20052005200940°José Fernando Moreira da Silva1 de fevereiro de 2009201241°José Pereira de Araújo1 de fevereiro de 2013201642° 43°Marcello Fuchs Campos Gouveia1 de janeiro de 2017 1 de janeiro de 20212020 202443ºPaula Frassinette Wanderley Marinho1 de janeiro de 20252028

Bibliografia CEHM-FIAM. Calendário Oficial de Datas Históricas dos Municípios do Interior de Pernambuco. Recife: Centro de Estudos de História Municipal,1994. SOARES,Severino. Paudalho Terra dos Engenhos. Recife: Avellar, 1990.

Ligações externas

Categoria:Fundações em Pernambuco em 1892