A cetoacidose é um tipo de acidose metabólica causada por altas concentrações de cetoácidos, uma consequência do metabolismo de lipídeos. É mais comum em portadores de diabetes mellitus tipo 1, quando o fígado quebra a gordura em resposta a uma necessidade percebida pela dificuldade da quebra de glicose. Ela também pode ocorrer após um jejum prolongado.

Causas A quantidade de cetoácidos aumenta quando o corpo é forçado a consumir ácidos graxos para se manter, devido à falta de glicose dentro da célula. Pode ser causada por desnutrição ou jejum prolongado, porém geralmente é uma decorrência de uma falta de insulina grave e de um estado de resistência a insulina, e tem como critérios clínicos:

Glicemia maior que 250 mg/dl Cetonemia Acidose metabólica = pH < 7,3 e BIC < 15 mEq/l.

Os fatores desencadeantes mais comuns variam com a idade: Crianças Primodescompensação diabética; Stress; Infecção; Erro de dose de insulina.

Adolescentes e adultos Erro de dose de insulina; Bulimia ou anorexia; Álcool; Desnutrição.

Quadro clínico Desidratação que pode ser em todos os níveis; Diurese normal ou aumentada; Náuseas e vômitos; Hálito cetônico; Dor abdominal; Respiração acidótica; Letargia.

Tratamento

Deve-se iniciar pelo tratamento do desequilíbrio hidroeletrolítico com soro fisiológico endovenoso para reposição contínua das perdas hídricas, correção dos déficits de eletrólitos e da hiperglicemia. Também pode ser necessário corrigir um desequilíbrio ácido-base, como uma acidose metabólica. O uso correto da insulina intravenosa pode eventualmente corrigir o problema. Diálise pode ser feita em casos de azotemia. Assistência respiratória pode ajudar a equilibrar o dióxido de carbono plasmático a níveis adequados. e Após esse tratamento é importante prescrever uma dieta adequada em proteínas e sais minerais para compensar a degradação de proteínas (catabolismo) e evitar futuros episódios.http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v40n4/v40n4a18.pdf

Complicações Possíveis complicações incluem: Hipoglicemia; Hipocalemia (falta de potássio); Arritmias cardíacas; Edema cerebral, associado a altos índices de mortalidade, geralmente de 4 a 12 horas após o ínicio do tratamento. Tem como fatores de risco: Nível de consciência alterado; Mais de 48 horas de duração; Acidemia grave pH<7; glicemia > 1000; sódio corrigido > 155; hiperosmolaridade > 375mOsm/Kg ***( Osmolaridade sérica= 2 x ( sódio + potássio) + glicose /18 + ureia/6 idade menor que 3 anos.

Bibliografia GRISI, Sandra; ESCOBAR, Ana Maria Ulhoa. Prática Pediátrica (2a. ed.). 2006. OLIVEIRA, Reynaldo Gomes de. Blackbook. 2000.

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