miniaturadaimagem|300x300px|Oficiais de Intendência no Centro de Instrução e Adestramento Almirante Newton Braga (CIANB) O Corpo de Intendentes da Marinha (CIM) é o corpo de oficiais da Marinha do Brasil que atendem às atividades logísticas e relacionadas com a economia, as finanças, o patrimônio, a administração e o controle interno relativos à aplicação e preparo do poder naval.
História A história do Corpo de Intendentes da Marinha tem seu início em Portugal em 3 de março de 1770, ocasião na qual o rei D. José I e o Marquês de Pombal editaram o alvará que instituía o cargo de Intendente da Marinha e Armazéns Reais, além de estabelecer demais disposições para a gestão fazendária da Capitania da Bahia.
Dando continuidade à estruturação do Serviço de Intendência na Marinha, foi criada, em 7 de janeiro de 1797, a função de comissário em cada um dos navios de guerra. Essa medida é um marco fundamental para a criação do órgão, pois estabelece o embarque plenamente efetivo dos intendentes nos meios navais da Armada. Nessa nova organização, o intendente seria subordinado tão somente à Real Junta de Fazenda da Marinha, responsável pela gestão dos recursos necessários para a modernização e fortalecimento da Esquadra. Abaixo dele, vinham as Juntas Especiais das Esquadras, com seu Comissário-Geral e os navios com seus comissários. O sucesso dessas medidas acarretou em sua extensão para todas as demais capitanias portuguesas na América.
Por fim, em 13 de maio de 1808, ocorre o marco final do estabelecimento do Corpo de Intendentes da Marinha. Nessa data, foi criada a Contadoria da Marinha no Arsenal Real da Marinha, instituicionalizando as funções de Contador, Escriturário, Comissário, Escrivão, Almoxarife, Fiel, Pagador e Tesoureiro Geral das Tropas.
A partir de então, a Intendência da Marinha passou a assumir papel fundamental nos bastidores dos eventos históricos do Brasil. Um de seus primeiros testes foi ocasionado pela Independência do Brasil. Nesse momento, a cadeia logística e administrativa das forças navais brasileiras se encontrava em completa instabilidade. As ações do órgão nesse cenário se mostraram de grande importância, pois permitiram o controle das finanças e demais ativos navais e sua rápida alocação para o controle de focos de resitência contra o movimento de independência.
Atualmente, o Corpo de Intendentes da Marinha continua a desempenhar funções estratégicas no mecanismo náutico brasileiro. A gestão de conhecimento, ou seja, a transformação do conhecimento tácito, acumulado pela experiência dos oficiais, em conhecimento de amplo acesso e compreensão e o fortalecimento das organizações sob sua tutela (notadamente o Centro de Instrução e Adestramento Almirante Newton Braga [CIANB]) tem sido um dos focos atuais de esforço da instituição. Por ocasião de seus 250 anos de história, o órgão também destacou sua dedicação na implementação do PROSUB, especialmente na elaboração do projeto do SN Álvaro Alberto.
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