Imbaú é um município brasileiro localizado na região dos Campos Gerais do estado do Paraná, a 217 km da capital paranaense, Curitiba. Pertence à Mesorregião do Centro Oriental Paranaense, ocupando uma área de 331,2 km², o que representando 0,1662% do território paranaense, 0,0588% da Região Sul e 0,0039% do Brasil, sendo que 0,9 km² estão em perímetro urbano e os 330,3 km² restantes constituem a zona rural.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) correspondia em 2010 a 0,622 e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de habitantes.

Etimologia O nome Imbaú tem raiz na língua tupi, e significa "beber [água] da bica". Na região do município existem dois cursos d'água que fazem referência a este vocábulo: o Rio Imbaú e o Rio Imbauzinho. Segundo os moradores mais antigos, a denominação é devida a uma bica d'água localizada próxima a estrada onde hoje fica a BR-376, e que era procurada pelos viajantes para matar a sede.

História Antecedentes e origens Imbaú localiza-se na região dos Campos Gerais do Paraná. Esta região foi um importante corredor do tropeirismo, movimento que perdurou do início do século XVIII até por volta da década de 1930, quando o ciclo econômico terminou. Os campos e campinas do Imbaú foram transformados em pastagens, formando fazendas compreendidas na época no município de Tibagi. A paisagem era essencialmente rural e a pecuária movia a economia local. 200px|thumb|esquerda|Pioneiros com um trator em Imbaú. Com o povoamento da área em torno da futura cidade, a localidade passou a ser denominada "Cirol", que era a sigla de uma empresa de pavimentação asfáltica que se instalou na região em meados da década de 1960. A companhia Construtora Hidrelétrica e Rodoviária Ltda. - CIROL aproveitou uma importante jazida de diabásio, instalando uma pedreira e um acampamento para os operários, junto à estrada que ligava Cidade Nova (Telêmaco Borba) a Reserva. Em 1963 iniciou-se a pavimentação da BR-376 (conhecida como Rodovia do Café) e com ela, a povoação da localidade pelas famílias dos empregados na construção da rodovia federal. Nessa época não havia quase nada no local onde hoje se encontra a sede, apenas campos destinados à pecuária e à agricultura em pequena escala.

A rodovia foi inaugurada em 25 de julho de 1965, juntamente com o "Posto, Churrascaria e Lanchonete Imbaú", e em comemoração houve uma corrida automobilística de Curitiba a Apucarana. O complexo empresarial recebeu o nome de um rio que corre nas redondezas.

Os primeiros moradores da então localidade foram ocupando terrenos nas proximidades da BR-376 e da PR-160, formando pequenas vilas, como Bela Vista e Oliveira. A principal avenida da cidade é a Ivo Jangada, nome dado em homenagem a um dos pioneiros do bairro.

Evolução e emancipação Pela lei municipal nº 58, de 16 de agosto de 1966, foi criado o distrito de Imbaú, cuja localidade antes era denominada Cirol, no município de Telêmaco Borba.

Na década de 1990 intensificou o desejo da maioria da população local para formar um município independente. O município de Imbaú foi criado através da Lei Estadual nº 11.220, de 8 de dezembro de 1995, sancionada pelo então governador do Paraná, Jaime Lerner, com sede do antigo distrito de Imbaú, e território desmembrado do município de Telêmaco Borba e um pequeno território (81,2 km²) do município de Reserva. A instalação deu-se em 1 de janeiro de 1997, tendo com primeiro prefeito Sidnei da Silva Mendes.

Geografia A sede municipal está em média a 940 metros acima do nível do mar e localizada a 217 km da capital paranaense, Curitiba. O município localizado na região dos Campos Gerais, no segundo planalto paranaense, ocupa uma área de 331,2 km², representando 0,1662 % do território paranaense, 0,0588 % da Região Sul e 0,0039 % do Brasil.

Nos vales dos rios Imbaú e Imbauzinho estão os pontos mais baixos do município, na porção de sudoeste para nordeste. O ponto mais baixo fica na divisa com Telêmaco Borba, com 659 metros de altitude em relação ao nível do mar. Já os pontos mais elevados correspondem aos topos dos diques de diabásio, na serra do Facão, de sudeste para noroeste, com aproximadamente  metros de altitude. O ponto culminante do município fica na divisa com Reserva, na localidade de Bela Vista da Corrente, com cerca de  metros de altitude em relação ao nível do mar.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município pertence à Região Intermediária de Ponta Grossa e à Imediata de Telêmaco Borba. Até então, com a vigência das divisões em micro e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Telêmaco Borba, que, por sua vez, estava incluída na mesorregião Centro Oriental Paranaense.

Hidrografia O município de Imbaú está inserido na bacia hidrográfica do rio Tibagi (tributário do rio Paranapanema), para o qual drenam os seus rios, através do rio Imbaú (a sudeste) e do rio Imbauzinho (a noroeste), as duas sub-bacias de maior importância local. A bacia do rio Imbaú corresponde a pouco mais que a metade do município, apresentando como principal afluente o rio Charqueada. Os principais cursos de água do município são: rio Imbaú; rio Imbauzinho; rio Charqueada; rio Jacutinga; rio do Sapateiro; arroio Areia Preta; arroio Bonito; arroio da Anta; arroio do Antunes; arroio do Caçador; arroio Furneiro; arroio Grande; arroio Irati; arroio Jacutinga; arroio Pururuca.

Vegetação Originalmente o município está incluído predominantemente na região fitogeográfica da Floresta Ombrófila Mista (Mata com Araucárias). Parte do município, principalmente na porção nordeste, era formado pelos campos limpos, que deram feição e nome à região dos Campos Gerais. A flora arbórea da Floresta Ombrófila Mista é superior a 200 espécies no Paraná. Ocorrem na região de Imbaú cerca de 241 espécies arbóreas nativas, pertencentes a 57 Famílias, das quais as mais representativas são Myrtaceae (24), Fabaceae (21), Mimosaceae (16), Lauraceae (16), Euphorbiaceae (15), Meliaceae (9) e Caesalpiniaceae (8).

O mapa fitogeográfico do Paraná inclui a região de Imbaú como sendo de mata degradada com araucária, com sua supressão acelerada a partir de 1935. Estas áreas de floresta, hoje bastante fragmentadas, são compostas de muitas espécies arbóreas nativas de valor comercial. A vegetação florestal em estágio avançado de regeneração ocorre principalmente no enxame de diques de diabásio na Serra do Facão, ou em matas ripárias bastante entalhadas. Muitas áreas no município foram inicialmente substituídas por pastagens e lavouras. Verifica-se também a presença de vegetação exótica, sobretudo o cultivo florestal de pinus e eucalipto para obtenção de madeira.

No município está localizado a Parque Estadual Floresta do Saltinho, uma unidade de conservação criada em 1983, primeiramente como Reserva Florestal do Saltinho. Embora a unidade seja relativamente pequena em área, tem como objetivo proteger a vegetação, que é composta de capoeira remanescente da floresta com araucária, e servir como um corredor ecológico, além de poder ser usava para fins educacionais, recreativos e científicos. Também está localizado no município, próximo ao rio Imbaú, a Reserva Particular do Patrimônio Natural Samuel Klabin, com uma área de 168,87 hectares. A RPPN foi homologada em 2025, a partir de um projeto de iniciativa de Roberto Klabin, empresário e ambientalista, que transformou o espaço em um local para ser restaurado e preservado, onde a vegetação de Mata Atlântica, encontrava degradada e com a presença de espécies exóticas. A Reserva abriga um centro de visitantes, trilhas e uma torre de observação para promover a educação, conscientização ambiental e ecoturismo. Outras unidades de conservação estão localizadas na região e dessas as que mais são importantes para o município de Imbaú, influenciando indiretamente na manutenção da fauna e da flora, merecem destaque a Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Monte Alegre.

Demografia

Na década de 1970 a população de Imbaú era basicamente formada pela população rural. Entre 1980 e 1991 a população urbana superou pela primeira vez a população rural do então distrito. Já na década de 2000 Imbaú contava com pessoas vivendo na área urbana e pessoas vivendo na área rural. Em 2010, sua população foi contada no censo demográfico do IBGE em habitantes, sendo habitantes na área urbana e habitantes na área rural. Segundo o censo daquele ano, habitantes eram homens e mulheres. Apresentou 58% de taxa de urbanização. e a densidade demográfica municipal, em 2010, atingiu um valor médio de 34,09 habitantes por quilômetro quadrado. Sua população, conforme estimativas do IBGE, em 2025, era de habitantes, estando entre os 150 municípios mais populosos do Paraná, dos 399.

Imbaú apresenta muitas localidades rurais, distribuídas por todo o território. São bairros, vilas e povoados que formam diversas comunidades, como, por exemplo, Charqueada de Baixo, Charqueada de Cima, Charqueada de Entrada, Charqueada dos Betim, Charqueadinha, Imbauzinho, Areia Preta, km 222, Campina do Juca Pedro, Caçador, Bela Vista da Corrente, Faxinal de São Pedro, Serra do Facão, Serrinha, Jacutinga e Assentamento Guanabara.

Composição étnica EtniasBranca69,42%Parda25,62%Preta4,04%Amarela0,63%Indígena0,29%FonteIBGE - Censo Demográfico (2010) Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população residente no município era composta por brancos (69,42%); pardos (25,62%); pretos (4,04%); amarelos (0,63%); indígenas (0,29%) declarados. Ainda em 2010, habitantes eram brasileiros natos (100%) e nenhum era estrangeiro.

Os pioneiros que chegaram em Imbaú eram de famílias descendentes de tropeiros da região. Essas famílias receberam influências de índios e também de africanos e seus respectivos descendentes que vieram habitar os Campos Gerais, bem como de seus mestiços, como caboclos e mulatos. O tropeirismo, que foi a base da sociedade dos Campos Gerais, ainda pode ser visto na tradição popular, como nos costumes, na religiosidade, no folclore, na gastronomia, no artesanato e na música. A partir da década de 1960 Imbaú recebeu outras etnias, com a chegada de descendentes de imigrantes que colonizaram a região, como poloneses, ucranianos e alemães, que vieram de Reserva, Ortigueira e Ponta Grossa, entre outros municípios. Em seu território Imbaú conta também com algumas comunidades de populações consideradas tradicionais, os faxinalenses, além de indígenas que circulam na região, principalmente pela proximidade com as aldeias de Ortigueira.

Religião

De acordo com o Censo 2010 do IBGE existe diversas comunidades religiosas no município, predominantemente cristãs. Entre a população residente em 2010 o censo mostrou pessoas que declararam-se católicas apostólica romana, pessoas que declararam-se católicas ortodoxa e pessoas que declararam-se evangélicas. Ainda mostrou pessoas com religião não determinada e múltiplo pertencimento e de outras religiosidades. Além de pessoas que declararam não ter religião e nenhuma pessoa declarou ter religião de tradições indígenas. Já no Censo de 2022 o IBGE divulgou informações dos percentuais, sendo que no município haviam 61,06% de católicos apostólicos romanos; 31,41% de evangélicos; 0,16% de espíritas; 0,89% de umbandistas/candomblecistas; 0,1% de tradições indígenas declarados; 2,88% de outras religiosidades; 3,41% sem religião; 0% não sabiam e 0,08% não declararam.

Dentre as instituições religiosas destacam-se a Igreja Católica Apostólica Romana, Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja Universal do Reino de Deus, entre outras instituições menores.

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