thumb|300px|Império Aquemênida em e a rota dos Dez Mil Os Dez MilPlutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau, 9.2Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Antônio, 45.6 são um grupo de mercenários gregos contratados por Ciro, o Jovem para destituir seu irmão, Artaxerxes II do trono da Pérsia. Sua história é descrita nos livros Anábase e Helênicas por Xenofonte, desde a organização do exército do príncipe persa até a batalha de Cunaxa e o posterior retorno dos mesmos para a Grécia.

Ciro aproveitou-se de um momento conturbado da Grécia Antiga para contratar esses guerreiros. A Guerra do Peloponeso acabara e muitos soldados estavam desempregados. O ouro persa os atraiu para uma suposta missão de derrotar alguns inimigos asiáticos de Ciro.

Composição do exército

Vários generais comandaram as tropas que formariam os Dez Mil: Xênias, o Árcade com hoplitas. Desertou do exército na Síria; Próxeno, o Beócio com hoplitas e 500 peltastas; Sofeneto de Estinfália com hoplitas; Clearco de Esparta com hoplitas, 800 peltastas trácios, 200 arqueiros cretenses. Posteriormente, receberia uma parcela dos homens de Xênias; Sosis de Siracusa com 300 hoplitas; Querísofo de Esparta com 700 hoplitas; 400 gregos desertores do exército de Artaxerxes.

Eventos

O Exército se direcionou para a Babilônia, onde enfrentaria o império persa em Cunaxa. Os gregos venceram a batalha aliados à infantaria e cavalaria de Ciro, porém o mesmo faleceu durante a batalha. Mesmo com a vitória no campo de batalha, sofreram uma derrota estratégica.

Xenofonte assumiria o comando dos Dez Mil juntamente com outros generais eleitos pelos soldados quando os persas enganaram parte dos líderes e os assassinaram. Após isso, os Dez Mil precisaram percorrer 1600 quilômetros de volta para casa, lutando por todo o caminho de volta.

Desavenças, intrigas e traições internas desestabilizaram o exército grego que viria a se dividir antes de chegar à Trácia. Dos Dez Mil, apenas sobreviveram à empreitada.

Curiosidades

Xenofonte viveria em Esparta boa parte de sua vida e lutaria ao lado do rei Agesilau II em suas campanhas asiáticas; Alexandre o Grande usou a Anábase como referência para sua campanha contra a Pérsia; Xenofonte recebe vários comentários em alguns romances históricos como The Virtues of War de Steven Pressfield. Em 1977, o filme Warriors foi lançado, fazendo uma transposição da Anábase para o tempo real, em que um grupo tem que atravessar uma cidade enfrentando gangues com nomes cobertos de referências;

O livro "O Falcão de Esparta", do escritor inglês Conn Iggulden, publicado no Brasil pela Editora Record em 2021, descreve de forma romanceada os esforços do príncipe persa Ciro para tomar o trono do irmão. O romance também narra a Batalha de Cunaxa e a retirada dos gregos após a morte de Ciro durante o combate.

Ligações externas The Project Gutenberg EText Anábase na Universidade de Adelaide

Categoria:Unidades militares aquemênidas Categoria:História militar da Grécia Antiga Categoria:Guerras Médicas