Seropédica é um dos 13 municípios da Baixada Fluminense,https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RJ/Anexos/Sebrae_INFREG_2014_BaixadaFlum.pdfhttps://journals.openedition.org/espacoeconomia/5980?lang=fr no estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 75 quilômetros da capital do estado. Ocupa uma área de 283,634 km², e sua população foi estimada no ano de 2020 em 80.596 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo, então, o 32º mais populoso do estado. Faz limites com os municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Japeri, Queimados, Itaguaí (município do qual se desmembrou em 1995)http://educacao.globo.com/artigo/municipios-do-rio-de-janeiro.html e Paracambi. História Ocupação indígena O atual território brasileiro já era habitado desde pelo menos 10000 a.C..BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 12. Por volta do ano 1000, a maior parte do litoral brasileiro, inclusive a região do atual município de Seropédica, foi ocupada por povos tupis procedentes da Amazônia que expulsaram os povos locais tapuias para o interior do continente.BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.

Século XVI: a chegada dos europeus No século XVI, a região de Seropédica era dominada pelos tamoios, também chamados tupinambás. Em 1536, com o crescente tráfico de peles e madeiras (principalmente pau-brasil) praticado, em sua maioria, por franceses, desde o litoral do atual estado de Pernambuco, onde montaram um fortim, até Cabo Frio, a coroa portuguesa instituiu uma forma de ocupar e defender as terras já há algum tempo descobertas. Para isso, criou as capitanias hereditárias, modelo já utilizado nas ilhas de Cabo Verde, e as distribuiu entre fidalgos, para que estes ocupassem os lotes cedidos, promovendo sua colonização e defendendo-os. O atual município de Seropédica está na área que pertencia à capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa.

Cristóvão Monteiro, ouvidor do Rio de Janeiro, enviou, em 1567, requerimento a Martim Afonso de Sousa, donatário da capitania, solicitando uma gleba de terras na margem direita do rio Guandu. A posse foi efetivada em 30 de dezembro daquele ano.

Em 7 de dezembro de 1589, a marquesa Ferreira, viúva de Cristóvão Monteiro, atendendo à vontade do finado marido, doou parte das terras aos jesuítas. A outra parte coube, por herança, a sua filha Catarina Monteiro. Então a região foi efetivamente explorada por, entre outros, Garcia Aires e pelo filho do bandeirante Fernão Dias Pais Leme, Garcia Paes Leme. A busca visava, principalmente, à descoberta de esmeraldas. Os dois exploradores ocuparam terras na margem esquerda do rio Guandu. Foram responsáveis, por exemplo, pela fundação do atual município de Nova Iguaçu.

Século XVII Em 30 de maio de 1612, Catarina Monteiro e seu marido José Adorno transferiram, aos jesuítas, as terras herdadas em troca de terras na Capitania de Santo Amaro (em Bertioga, em São Paulo). Por essa ocasião, a região era conhecida por "Brejaes de São João Grande" (grafia da época), devido ao fato de, ali, se encontrarem grandes alagadiços, principalmente no período das fortes chuvas, responsáveis pelas cheias periódicas no rio Guandu.

Os jesuítas adquiriram, por doação, compra ou permuta, imensa quantidade de terras. Esta área compreende hoje aos seguintes municípios: parte do Rio de Janeiro (Santa Cruz e Campo Grande), Seropédica, Itaguaí, Mendes, Nova Iguaçu, Paracambi, Japeri, Engenheiro Paulo de Frontin, Piraí, Rio Claro, Vassouras e Volta Redonda.

Século XVIII Em 25 de outubro de 1729, os jesuítas encarregaram uma equipe, liderada por Manuel Maia da Hora, de medir tão extensa propriedade. Tais medições só podiam ser realizadas entre junho e novembro, fora do período das chuvas. Em meados de novembro, subindo a margem direita do rio Guandu, a equipe encontra um vilarejo conhecido como Bananal. A ocupação do local se deu numa dessas explorações realizada no final do século XVI. Era comum que, para evitar serem acometidos pela fome em seus deslocamentos, os exploradores plantassem roças ao longo do caminho e deixassem alguém de vigília no local. Com o fim da expedição, muitos retornavam para os locais de roça e ali se estabeleciam. A palavra Bananal não se refere a uma plantação de bananas, como seria lógico deduzir, mas a um termo indígena, Mb’-a-nâ-n-á, que significa torcido, fazer voltas e é alusivo à correnteza do rio Guandu.

Por volta de 1758, o povoado do Bananal ganha em importância com a descoberta de ouro na região de Vila Rica, atual Ouro Preto. Por ali, passava uma pequena estrada que ligava o caminho velho de São Paulo (que deu origem à atual rodovia Rio-São Paulo) ao caminho das Minas ou estrada real (saindo da Baía da Guanabara, na altura de Duque de Caxias até Ouro Preto). Esta pequena estrada, após passar pelo povoado de Bananal, cruzava o rio Guandu e continuava por uma trilha árdua até atingir a Estrada Real. Ela ficou conhecida como "caminho das minas do Guandu", pois se acreditava que, nas serras próximas, havia ouro. Isto fazia, do lugar, uma importante rota de aventureiros em direção às Minas Gerais. Mais tarde, a estrada funcionou como uma alternativa para se retirar o ouro sem passar pelos postos de controle da Coroa portuguesa e, com isso, fugir dos pesados tributos, o que levou a coroa a instalar o registro do rio Itaguaí. Já nessa época, funcionavam, nas áreas do povoado do Bananal, duas feitorias da Fazenda de Santa Cruz. A feitoria do Peripery destinava-se à produção de arroz, feijão, milho, anil e aguardente. A feitoria do Bom Jardim, localizada nas margens do Ribeirão da Lages, destinava-se, principalmente, à extração de madeira para diversas finalidades. Século XIX Em 1817, foi erguida, no povoado de Bananal, uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. A doação do terreno para a construção partiu de Francisco do Amor Divino e Maria Rosa do Nascimento Pereira de Sousa. Também foram doados terrenos para a construção de um cemitério e de um logradouro público.

Século XX Em 1938, foi aberta a estrada Rio-São Paulo. Em 1938, começou a ser construída a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro utilizando-se um dos prédios da antiga fábrica de seda. Em 1948, a universidade transferiu seu campus para as margens da antiga Rodovia Rio-São Paulo, hoje BR-465, iniciando-se, então, o desenvolvimento urbano de Seropédica. Na mesma época a Companhia de Expansão Territorial lançou o loteamento Parque Campo Lindo, processo que iniciou a ocupação urbana na porção sudeste do atual municípioJornal O Globo, 19 de maio de 1949. Página 2. A região permaneceu inexpressiva por muito tempo em vista das dificuldades de acesso, pois só era servido por uma linha férrea, com pouca movimentação de trens, sendo ligado ao município do Rio de Janeiro por uma estrada não pavimentada. A abertura da Rodovia Rio-Santos, em 1985, no entanto, mudou esse cenário, facilitando o deslocamento para diversos municípios vizinhos.

Emancipação do município Em 1995, face à edição da Lei n.º 2 446 de 12 de outubro, Seropédica tornou-se município independente de Itaguaí, sendo inaugurado em 1º de janeiro de 1997. Com a emancipação, Seropédica teve sua economia movimentada e ganhou grandes obras de infraestrutura, assim como incremento do comércio local.

Geografia

Localiza-se a 22° 44′ 38″ de latitude sul, 43° 42′ 28″ de longitude oeste, na região oeste da Baixada Fluminense a uma elevação de 26 metros do nível do mar. Está a uma distância de 75 quilômetros da capital do estado. Limita-se a oeste com os municípios de Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, ao sul com o município do Rio de Janeiro, ao norte faz divisa com Paracambi e a leste com o município de Itaguaí. De acordo com a contagem da população de 2010, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade possui 78 183 habitantes. O território municipal estende-se por 283,634 km². Seropédica é privilegiada pela sua localização, por ser plana e ser cortada por diversas rodovias importantes facilitando assim a locomoção para outros municípios. Os principais rios de Seropédica são o rio Guandu e o rio das Lajes.

Clima A temperatura média anual compensada da região é de 24 °C e a precipitação média de . O clima é tropical subúmido com pouco ou nenhum déficit hídrico e mesotérmico com calor bem distribuído o ano todo. É classificado como Aw segundo o modelo de Köppen. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), considerando-se o período de 1961 a 1983 e a partir de 1986, a menor temperatura registrada em Seropédica, no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), foi de em 1º de junho de 1979 e a maior atingiu nos dias 9 de setembro de 1997 e 18 de novembro de 2023. O recorde de precipitação em 24 horas é de milímetros (mm) em 12 de fevereiro de 2007. Desde maio de 2000, quando o INMET instalou uma estação meteorológica automática no mesmo lugar, a maior rajada de vento alcançou () em 6 de dezembro de 2009 e o menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 10%, nas tardes de 16 de outubro de 2002 e 18 de setembro de 2023.

Demografia De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, Seropédica era o 31º município mais populoso do Estado do Rio de Janeiro, com habitantes, dos quais eram homens e eram mulheres. Ainda de acordo o mesmo censo, habitantes (82%) viviam na zona urbana, e (18%) na zona rural. A densidade demográfica era de 275,53 habitantes por quilômetro quadrado. A população estimada pelo IBGE para 2018 era de habitantes. Religião Os dados do Censo 2010 do IBGE mostraram que, em Seropédica, os evangélicos eram o maior grupo religioso (47,35% da população), seguidos pelos católicos romanos (28,23%). As pessoas sem religião representavam 24,42%.

Política O poder executivo do município de Seropédica é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. O primeiro prefeito eleito municipal foi Anabal Barbosa de Souza (PCdoB), que esteve no cargo entre 1997 e 2004 por duas gestões. Em 2004 foi eleito Gedeon Antunes (PSC) - cassado em 2006 por decisão do Tribunal Regional Eleitoral. Darci dos Anjos (PSDB), o segundo mais votado nas eleições de 2004, quando foi apoiado por Anabal, assumiu o cargo com a cassação de Gedeon. Nas eleições municipais de 2008, Darci foi o mais votado, permanecendo no poder. No entanto, assim como Gedeon, Darci também foi cassado sendo sucedido por Alcir Fernando Martinazzo (PSB), o segundo mais votado. Martinazzo foi reeleito e governou a cidade até 31 de dezembro de 2016 sendo que em seu segundo mandato Martinazzo foi fortemente criticado e sofreu 2 tentativas de cassação. Nas eleições municipais de 2016, o ex-prefeito Anabal Barbosa de Souza foi eleito com 84,53% dos votos válidos. Seu único concorrente foi Fábio Silva, pois as demais candidaturas foram indeferidas.

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por dez vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição). Nas eleições de 2016, foram eleitos dois candidatos do PRB, dois candidatos do PRP, dois candidatos da REDE, um candidato do SD, um candidato do DEM, um candidato do PDT e um candidato do PTB.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Seropédica possuía, em outubro de 2018, 52 873 eleitores, o que representa % dos eleitores do estado do Rio de Janeiro. Esse número, por ser inferior a duzentos mil, faz com que não haja segundo turno no município.

Em 2020 foi eleito Professor Lucas (PSC), com 66,01% dos votos válidos, vencendo o prefeito Anabal Barbosa de Souza (PDT), que teve 27,37% dos votos válidos.

Foram eleitos 10 vereadores em 2020, sendo eles dois do PSC, dois do PATRIOTA, um do PDT, um do AVANTE, um do PTB, um do REPUBLICANOS, um do DEM e um do SD.

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