Hipertrigliceridemia é um tipo de hiperlipidemia causada por níveis séricos (sanguíneos) dos triglicerídeos (triacilgliceróis) acima de 150mg/dL em adultos. Atinge cerca de 29% dos homens e 13% das mulheres adultas, sendo mais comum entre latinos e brancos.

Classificação Quando ocorre isoladamente e, chama-se hipertrigliceridemia pura. Em conjunto com a hipercolesterolemia (elevação anormal dos níveis séricos de colesterol), chama-se hiperlipidemia conjugada ou hiperlipidemia mista.

Possui 3 níveis: 150 to 199 mg/dL: Limítrofe; 200 to 499 mg/dL: Alto; Mais de 500 mg/dL: Muito alto.

Quanto maior o nível, maior o risco de mortalidade por doenças cardiovasculares.

Causas Possui muitas causas e fatores de risco: Dieta alta em carboidratos; Hipotireoidismo; Predisposição genética (1-2% da população); Certos medicamentos (como Isotretinoína, estrógenos, antirretroviral, beta bloqueadores, tamoxifeno, inibidores de protease e antipsicóticos atípicos) Resistência a insulina; Lúpus eritematoso sistêmico; Síndrome nefrótica; Deficiência de ácido lisossomial lipase.

Está frequentemente associado a: Alcoolismo; Tabagismo; Sedentarismo; Obesidade; Diabetes mellitus; Doença renal crônica; Síndrome metabólica; Hipertensão.

Sinais e sintomas É geralmente assintomática até os triglicerídeos atinjam um nível maior que 1000-2000 mg/dL. Os sinais e sintomas podem incluir:

Dor no peito, barriga e/ou costas; Náuseas e vômitos; Dispneia (respiração irregular); Xantomas (bolhas de colesterol na pele); Arco corneal; Aterosclerose; Xantelasmas.

Complicações Diabetes mellitus tipo 2; Doenças cardiovasculares (30% desenvolvem a perigosíssima doença arterial coronariana); Quilomicronemia; Pancreatite aguda.

A hipertrigliceridemia, isolada ou conjunta com hipercolesterolemia, aumenta o risco de doenças cardiovasculares em 32 a 78%, especialmente em mulheres. Aumenta o risco de morte por infarto do miocárdio em 30%, de doença cardiovascular em 80% e por pancreatite em 296%.

Diagnóstico É feito através da análise clínica de amostras de sangue do paciente, para determinação dos níveis séricos de triglicerídeos, quase sempre acompanhada da determinação dos níveis séricos de colesterol. Considera-se clinicamente normal a concentração de triglicerídeos que se encontre na faixa entre 80 e 150 mg/dl (miligramas por decilitro).

Outros exames importantes incluem: Análise de lipídeos (especialmente VLDL); Determinação de quilomícrons; Nível de glucose em jejum; Nível de TSH; Análise da urina; Análise da função hepática.

Tratamento

O médico, na constatação de hipertrigliceridemia, bem como qualquer dislipidemia, deve prescrever as seguintes orientações, geralmente de forma conjunta: Ampla mudança na dieta a longo prazo; Redução ou suspensão de ingestão de bebidas alcoólicas e derivados de tabaco; Adesão a programa assistido de exercícios físicos; Utilização, quando necessário, de fármacos para reduzir intensa e rapidamente os níveis séricos. Ácido nicotínico, estatinas, niacina e fibratos são os medicamentos mais indicados para tratar a hipertrigliceridemia isolada. Evitar contraceptivos orais que causem hipertrigliceridemia. Consumo de ômega 3, ácido docosaexaenoico (DHA) e ácido eicosapentaenoico (EPA).

Categoria:Sistema circulatório Categoria:Doenças metabólicas

ja:脂質異常症#高トリグリセリド血症