Branca de Namur (em sueco e norueguês: Blanka; Namur, 1320 — Copenhague, 1363), foi rainha consorte da Suécia e Noruega como esposa de Magno IV da Suécia. Branca era a filha mais velha do marquês João I de Namur e de sua segunda esposa Maria de Artois, senhora de Merode.

Casamento Não são conhecidas as circunstâncias pelas quais o rei da Suécia veio a se casar com uma mulher do Condado de Namur, parte dos Países Baixos, porém, se sabe que Magno viajou a Namur em junho de 1334 para propor casamento a Branca. Com a resposta afirmativa, ele retornou a Noruega no inverno do mesmo ano. Uma escritura datada em 24 de agosto de 1335 declara que o Rei de Inglaterra Eduardo III ordenava que navios levassem Branca até a Noruega, para o seu casamento com o rei norueguês.Medieval Lands - Terras Medievais Durante o inverno de 1335, Branca partiu para a Noruega. A cerimônia ocorreu em 5 de novembro de 1335, provavelmente na Fortaleza de Bohus.Nordberg (2001), p. 69-72

Branca foi coroada foi coroada rainha da Suécia provavelmente em 22 de julho de 1336, na Catedral de São Nicolau de Estocolmo, em Estocolmo.

thumb|left|Branca e seu filho Haakon VI, por Albert Edelfelt.

O casal teve três filhos: Haakon VI (1340 - 1380) - Sucessor de seu pai como rei da Suécia; Érico XII (1339 – 21 de junho de 1359) - Devido a escolha de seu irmão como rei em 1355, Érico se rebelou contra seu pai em 1357, conseguindo dessa forma se tornar co-rei com Magno; Florença Magnusdottir (1348 - 1359) - Esposa de Henrique I Sinclair, Conde das Órcades;

Seu marido foi acusado de ser homossexual devido a seu relacionamento de favoritismo para com Benedito da Finlândia, Duque de Halland e Finlândia, algo que nunca foi provado.

Influências Políticas thumb|Em seu selo, Branca é chamada de Rainha da Suécia, Noruega e Escânia. Além disso, na imagem a rainha não está usando nenhum véu para cobrir o seu rosto, uma característica normalmente encontrada nas mulheres casadas do período.

Aparentemente, Branca e seu marido cultivavam um bom relacionamento, tendo a própria influência política sobre o rei, pois em 1345, seus irmãos Roberto e Luís se tornaram vassalos de seu marido. Roberto era próximo do rei Eduardo III de Inglaterra , tendo sido investido como Cavaleiro da Ordem da Jarreteira, além de ser marido de Isabel de Hainault, irmã mais nova de Filipa de Hainault, a rainha consorte de Eduardo. Além disso, ela foi escolhida como regente de algumas partes da Noruega pelo seu marido.

Sua influência política a tornou alvo de intrigas e críticas. Em 1359, a rainha foi acusada por Brígida da Suécia de ter envenenado o próprio filho Érico XII e sua esposa Beatriz da BavieraMedieval Lands - Terras Medievais, sendo que o primeiro teria dito em seu leito de morte que a mesma pessoa que lhe deu a vida, agora a tirava. Brígida também a teria acusado de ser infiel a seu marido, sendo considerado o duque Benedito amante do casal real.

Últimos anos A partir de 1358, Branca passou a viver na Fortaleza de Tønsberg, de onde administrava os feudos de Vestfold e SkienssyslaMedieval Lands - Terras Medievais. Seus últimos anos foram passados em dificuldade econômica.

Logo após o casamento de seu filho Haakon com Margarida I da Dinamarca, filha de Valdemar IV da Dinamarca, em 9 de abril de 1363, Branca adoeceu e morreu de causas desconhecidas. O local de sua tumba também não é conhecido.Nordberg (2001), p. 303

Na cultura popular Branca é uma das mais lembradas rainhas medievais da Suécia e Noruega, o que inspirou histórias e canções sobre ela.

Uma delas chamada de Rida rida ranka, hästen heter Blanka (Cavalgue, cavalgue nos meus joelhos, o cavalo é chamado de Branca),Canção de ninar que serviu de inspiração para a pintura do finlandês Albert Edelfelt.

Ancestrais

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