borda|miniaturadaimagem|Barão de Jaraguá alt=|thumb|Brasão de armas do barão de Jaraguá José Antônio de Mendonça, primeiro e único barão de Jaraguá (Algarve, – Portugal, ) foi um político e industrial luso-brasileiro.
Biografia Primeiros anos Filho de José Antônio de Mendonça e de Bárbara Francisca Xavier de Matos Moreira, era irmão do barão de Alcantarilha e casado com Francisca Eugênia Benedita de Bomfim Alves. Veio ao Brasil em 1819, aos 19 anos de idade, a pedido de seu avô, José de Mendonça de Matos Moreira, estabelecendo-se em Alagoas.
Carreira Foi deputado provincial e responsável pela transferência da capital de Alagoas da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) para Maceió. Deu as boas-vindas ao imperador D. Pedro II quando o mesmo visitou a província.
Foi comandante da Guarda Nacional de Maceió em 1849. Em 1827, foi designado capitão da cavalaria auxiliar, tendo recebido em 22 de outubro de 1839 a patente de tenente da 3.ª Companhia do Regimento de Cavalaria Ligeira da 2.ª linha do Exército. Em 14 de março de 1842, ascende ao posto de coronel e chefe da legião da Guarda Nacional de Alagoas. Foi proprietário dos engenhos Três Bocas e Oriente.
Foi um dos responsáveis pela fundação, no ano de 1857, da Companhia União Mercantil, em Fernão Velho, Maceió, a primeira indústria têxtil de Alagoas, que começou a funcionar em 1863. Anos mais tarde ela pertenceria ao comendador Jacintho Nunes Leite.
Últimos anos e morte A conselho médico decidiu viajar para a Europa em 14 de março de 1869, acompanhado de sua família.
Chegaram a Portugal em 15 de julho de 1869, mais precisamente em Alcantarilha. No dia 31 de agosto, o barão sofreu uma congestão cerebral, vindo a falecer em 14 de agosto do ano seguinte, aos 70 anos de idade incompletos. Sua esposa, a baronesa de Jaraguá, viria a falecer em seu Engenho do Oriente sete anos depois, em 20 de dezembro de 1877.
Palacete
O palacete do barão, localizado no centro de Maceió, mais precisamente na praça D. Pedro II, foi construído em estilo neoclássico. Era considerado o melhor exemplar dessa arquitetura em Maceió e levou seis anos para ser construído. O palacete tem 106 palmos de frente 1 197 de fundo sobre o alicerce de pedra e granito, argamassa e cal.
No imponente prédio foram acomodados os imperador D. Pedro II e a imperatriz D. Teresa Cristina, que estavam em visita à província de Alagoas e que no dia 31 de dezembro de 1859 foram à inauguração da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres.
Após a visita imperial o prédio foi pedido à venda pelo presidente da província Sousa Dantas, que queria ali instalar o Palácio da Presidência e outras repartições públicas. Porém o barão acabou por não aceitar a proposta, pois, considerou o valor 130:000$000 (cento e trinta contos de réis), inferior ao valor real do palacete.
Títulos e honrarias
Foi feito barão por decreto de 4 de março de 1860. Era comendador da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo.
Ligações externas Página de A Nobreza Brasileira de A a Z LIMA, Araken Alves de, 2006, Alagoas e o complexo agroindustrial canavieiro no progresso de integração nacional, Unicamp.
http://www.cultura.al.gov.br/institucional/espaco-da-secult/biblioteca-publica
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