Capivari é um município brasileiro do interior do estado de São Paulo, pertencente à Região Imediata de Piracicaba, que por sua vez pertence à Região Intermediária de Campinas. A população aferida pelo IBGE no Censo de 2022 era de , distribuídos em uma área de 322,88 km², o que resultava em uma densidade populacional de 155,07 habitantes por km². Na estimativa populacional calculada pelo IBGE para 2025, a população de Capivari era de , resultando em uma densidade estimada de 159,09 habitantes por km². Em número de habitantes, está na 781.ª posição no país e na 117.ª no estado.

História Surgimento do povoado No início do século XVIII, Capivari recebeu os primeiros visitantes. Alguns deles encontraram um lugar com bom terreno, clima, água e peixes. Montaram acampamentos e decidiram começar uma nova vida. Em 1718, com a descoberta de ricas jazidas de ouro, nas cercanias de Cuiabá – período este em que um grande número de aventureiros passou por ela para abreviar o caminho até Mato Grosso –, em busca do metal precioso. Essas viagens aconteceram por via fluvial, pois a mata não oferecia condições favoráveis. Os aventureiros enfrentavam grandes perigos, fome e lutas ao longo do caminho. Uma dessas monções saiu de Porto Feliz, por ordem do marquês de Pombal e sob o comando do capitão general Morgado de Mateus, mas foi dizimada em grande parte por indígenas.

Por ser de difícil acesso, o lugar também foi escolhido pelos governadores das capitanias hereditárias para isolarem seus inimigos políticos. Longe dos centros urbanos, essas pessoas sentiram a necessidade de procurar uma maneira de se proteger das perseguições. E para isso, passaram a montar acampamentos às margens do rio, buscando assim, locais com bom clima, topografia e águas favoráveis à sobrevivência. No final do século XVIII, um grupo de ituanos encontrou um local com essas características e decidiu se estabelecer ali.

Assim, em 30 de abril de 1783, Antônio Pires de Almeida Moura e Joaquim da Costa Garcia, fundaram o “Arraial de São João de Capivary de Baixo”. Muitas famílias vieram de Itu e Porto Feliz e, dessa forma, o povoado começou a crescer, em 1785, Francisco Idorgo pede à Câmara de Itu e consegue fazer com que se instale a primeira venda: a “Venda do Chico”, este fato também atrai mais moradores ao longo dos tempos com a vontade de crescimento em novas terras.

No ano de 1790, o povoado aparece nos censos realizados por Itu com uma população flutuante. Na maioria, trabalhadores de empreiteiras que executavam serviços e se mudavam no final das obras. Já em 1800, às margens do lendário “Rio das Capivaras” floresce uma pequena população que mais tarde passa a se chamar Capivari, (da linguá Tupi, "Kapibara" = Capivara e "y"= rio).

A partir de 1800, a pequena povoação foi ganhando novos moradores atraídos pelos comentários e deslumbramentos com o local. Às margens de um rio cristalino em que predominavam, em abundância, Capivari, teve origem, por iniciativa do cônego João Ferreira de Oliveira Bueno, em 1813. Ele encaminhou um requerimento para criação de um povoado, nos sertões de Itu, distante das igrejas de Itu, Porto Feliz e Piracicaba. A Freguesia deveria ser criada sob a invocação de São João Batista.

Em junho de 1820, o pequeno povoado formado por um bom número de casinhas e uma pequena capela esperava ansiosa pelo seu primeiro sacerdote, o padre João Jacinto dos Serafins (nomeado capelão pelo bispo de São Paulo). Ele chegou no final de julho após longa viagem a cavalo, vindo pelo caminho de Itu. Jacinto encontrou algumas casas espalhadas onde hoje são as ruas Antônio Pires e XV de Novembro. A capela estava ainda por terminar e no início o padre utilizou provisoriamente a casa de Joaquim da Costa Garcia.

Na missa de inauguração do dia 11 de agosto de 1820, estavam presentes os primeiros povoadores de Capivari: Antônio Pires de Almeida Moura, Joaquim da Costa Garcia, Manoel José de Almeida Leme, José Machado, Antônio José Fiúza, Manoel José do Amaral, Manoela José Vaz Botelho, entre outros. No pátio da capela, algumas cruzes indicavam que ali havia sido sepultados escravos e moradores do povoado. Ainda durou por muito tempo o hábito de se enterrar os escravos no pátio da capela e os demais paroquianos no seu interior. Somente os grandes fazendeiros eram levados para Itu e Porto Feliz para serem enterrados como de costume. Nessa época, o prédio não possuía torre e o sino, para a convocação dos fiéis, ficava em uma grande figueira ao lado. O santo padroeiro escolhido para a bênção da Vila, foi São João Batista.

As festas – principalmente as religiosas – atraem inúmeras pessoas ao longo dos anos. Próximo à capela de São João Baptista de Capivary (construção de taipa socada, constituída por um cômodo retangular, com um altar de madeira ao fundo), ficava a "Venda do Chico", a única em Capivari. Ela se torna um centro irradiador de construções e edificações no povoado. Cada vez mais pessoas – atraídas pelas vantagens da terra – chegam ao lugar.

Em 11 de outubro de 1826, a Capela é elevada a freguesia de São João Baptista de Capivary, com um decreto promulgado pelo imperador D. Pedro I. Nesse período, o vigário era Inácio Francisco de Morais.

Primeiros povoadores Antônio Pires de Almeida Moura: nascido em Sorocaba, mas criado em Itu, foi responsável por mais de 40 anos de intenso trabalho pelo município. Ele era primo-irmão do venerável padre Bento Dias, o santo protetor dos leprosos. Transferindo-se de Itu para Capivari, quando nascia o povoado, construiu na primitiva rua que se esboçava a sua casa, colaborou na construção da primeira igreja, conseguiu da Câmara de Itu, em 1825, o Alto de Arruamento da Vila, participou da instalação da Freguesia, em 1827, foi figura de grande importância na campanha de criação do Município, foi eleito em setembro de 1832, para a primeira Câmara Municipal, cuja presidência exerceu por falecimento de Martim Taques, e construiu a igreja matriz em 1851 e iniciou a construção do seu solar, na esquina das ruas Fernando de Barros e Tiradentes (terminada pelo Barão de Almeida Lima), quando morreu em 1852, vítima de uma infecção tetânica numa das mãos. De seu casamento com Gertrudes de Araújo Campos deixou: Joaquim Pires de Arruda Gavião, Antônio Pires de Araújo, Francisco Xavier de Almeida Pires (foi político em Botucatu), Ana Pires (que foi casada com José Francisco Vaz do Amaral), Raimundo Pires de Almeida Moura e Escolástica Maria de Almeida Pires (casada com João de Campos Camargo). João Dias de Aguiar: de Porto Feliz, filho do capitão André de Aguiar e Dona Genoveva Luz Cardoso. Neto paterno de João Rodrigues de Aguiar e Maria Teresa de Almeida; neto materno de José de Toledo Piza e Izabel da Luz Cardoso. Foi casado com Gertrudes de Almeida Lima. Capitão Manoel José Vaz Botelho: de Porto Feliz, filho de José de Arruda Penteado e Isabel Maria Paes. Casado com Maria Amaral Gurgel, deixou desse matrimônio Manoel, Antônio e Maria. Em segundas núpcias, com Maria do Amaral (irmã da primeira esposa), teve Gertrudes casada com Manoel de Campos Camargo; Isabel, casada com José de Arruda; Maria, casada com João Vaz de Arruda Amaral; Maria, casada com Luciano Francisco Pacheco; Francisco Vaz de Arruda Amaral, José Manoel e Joaquim Vaz de Arruda Amaral. Deixou um filho natural – Constantino de Arruda Campos. João da Cruz Leite: de Porto Feliz, filho do sargento-mor Antônio José de Almeida Leite e Teodora Leite Martins. Foi casado com Teodora Leite de Almeida Camargo e deixou: Ana, casada com Salvador Martins Bonilha; Teodora, casada com Antônio Martins Bonilha; Gertrudes, casada com o major Inácio de Camargo Penteado; Maria, casada com Teodoro Leite de Almeida; José da Cruz Leite; Francisco Antônio Martins e Antônio José de Almeida Leite. Martim de Melo Taques: de Itu, filho do capitão-mor, Vicente da Costa Taques Góes e Aranha. Casado com Ana Francisca de Araújo, deixou: Martim de Melo Taques, que abandonou o lar paterno para se alistar na Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul; João Miguel de Melo Taques, José, Elias, Manoel e Ana de Melo Taques. Faleceu repentinamente, em 11 de setembro de 1834, quando era presidente da primeira Câmara Municipal de Capivari. Saturnino de Brito Paes Leite: de Porto Feliz, filho de Saturnino Paes de Almeida Leite e Francisca de Arruda. Casou-se com Ana Euquéria de Campos. Filhos: Tibúrcio, Delfino e Evaristo. Antônio José de Sousa: Casado com Genoveva Dias de Aguiar Sousa. Filhos: Rita de Sousa Nogueira, casada com Fernando Augusto Nogueira; Gertrudes de Sousa Melo, casada com Antônio Aristides do Amaral Melo; Maria de Sousa Pacheco, casada com José Correa Pacheco e Silva; Elisa de Aguiar Sousa, casada com Carlos Augusto de Sousa; Antônio José de Sousa, Osório de Sousa; Otília, Lívia, Adelaide, Genoveva, Angelina, Alice e Sílvia de Sousa. Luiz Teixeira de Assumpção: Casado com Maria Ursolina Dias de Assumpção. Filhos: Maria Cecília Ursolina (Sinhazinha), Otávio, Alarico e Dr. André de Toledo Assumpção. Luciano Dias Pacheco: Filho de Bento Dias Pacheco e Maria Euqueria de Campos Pacheco. De seu primeiro casamento com Maria Lavínia de Assumpção deixou: Bento, Luciano e Isabel. Do segundo casamento com Maria Carolina do Amaral, os filhos: Bento, Maria, José e Isabel. Fernando Paes de Barros: de Itu, filho de José de Barros Penteado e Maria Dias Leite, foi casado com Maria Jorge de Barros e deixou Maria, Ana, José, Gertrudes, Fernando, Francisco, Alexandre, Isabel, Bento, Antônio e Joaquim Paes de Barros. Seus filhos juntaram o Fernando aos seus nomes – Francisco Fernando, Antônio Fernando, e assim por diante. Foi o primeiro prefeito de Capivari, quando este cargo provisoriamente existiu, em 1835. Homem enérgico e esclarecido, foi um dos mais ilustres capivarianos da primeira fase da vida municipal. Gertrudes de Araújo Campos: de Itu, viúva de Antônio Pires de Almeida Moura, era filha do capitão Vicente do Amaral Campos e sua primeira esposa Helena Maria de Sousa. Dona Gertrudes faleceu em 9 de junho de 1861. Era irmã de Vicente de Campos Gurgel, casado com Maria Gertrudes Ferraz pais de Ana, Vicente, Francisco, João, José, Helena, Cândido, Maria, Manoel, Benjamin e Gertrudes Joanico. José Manoel Fiúza (Jeca Fiúza): casado com Umbelina de Arruda deixou: Manoel de Pádua Melo, José Fiúza de Melo, Gabrielina de Arruda Melo, casada com Francisco Boaventura do Amaral; Antônio José de Melo a esse tempo – 1869 – integrou as forças brasileiras no Paraguai; e Ana Fiúza de Melo. Felipe de Campos e Almeida: casado com Andreza Pacheco de Arruda filha de Guilherme Vaz Pinto e Bárbara Dias Leite. Filhos: Bárbara Dias Leite, casada com Joaquim Pires, Camilo de Campos e Almeida, Estanislau de Campos e Arruda, Joaquim Pinto de Almeida, José Vaz Pinto, João Pinto Ribeiro, Ana Pacheco de Arruda, casada com Estanislau de Campos Pacheco, Antônia Pacheco de Arruda e Mariana Leme da Silva. Daniel de Campos Camargo: de Itu, casado com Isabel de Arruda Campos, filha do sargento-mor, Felipe de Campos Bicudo e Gertrudes Leite de Sampaio. Filhos: José de Campos Camargo, Ana, casada com Antônio do Amaral; Gertrudes casada com José Ferraz de Camargo, Maria, casada com José do Amaral Gurgel; Francisca, casada com Antônio Pires de Araújo; Eufrozina, casada com Josué de Pádua Castanho; Antônio Daniel de Campos, Estanislau de Campos Camargo e João de Campos Camargo, casado com Escolástica Marisa de Almeida Pires, última filha de Antônio Pires de Almeida Moura. Estanislau de Campos Pacheco: de Itu, filho do Alferes Luciano Francisco Pacheco e Ana Gertrudes de Campos Pacheco. Filhos: Luciano Francisco Pacheco, Francisco de Almeida Pacheco, Ana Gertrudes de Arruda, casada com Elias Antônio Pacheco; Maria, casada com Antônio de Campos Pacheco; e Antônia de Arruda Pacheco, casada com Luciano de Moura Pacheco.