A borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon) é uma espécie de Lepdóptero da família Papilionidae. Também conhecida como borboleta-rabo-de-andorinha, ocorre na Europa, Ásia e América do Norte.
Descrição É uma espécie de notável beleza, sendo amarela com ranhuras pretas e manchas coloridas nas asas, as quais apresentam envergadura de 8 a 10 cm. A “cauda” ocorre em ambos os sexos, o que dá a essa espécie sua denominação singular.
Ecologia
A borboleta possui um voo forte e rápido, mas faz pausas frequentes para pairar sobre plantas herbáceas em flor e alimentar-se de néctar. Frequenta prados alpinos e encostas montanhosas, sendo os machos particularmente atraídos pelo hilltopping, comportamento em que se concentram junto aos cumes para competir pelas fêmeas que passam. E pode encontrar-se em habitats floridos com as plantas que servem de alimento à larva, como prados, encostas floridas, margens de campos de cultivo, bermas de caminhos, terrenos incultos, baldios, parques e jardins, até aos 1200 m de altitude (em Portugal).
É uma espécie que se distribui por toda a Região Holoárctica, incluindo norte da América do Norte, Europa, Ásia e norte de África. Em Portugal pode ser avistada por todo o território continental Português.
Na Europa Central, a espécie coloniza frequentemente paisagens humanizadas e jardins domésticos onde existam plantas hospedeiras. As fêmeas são frequentemente observadas a depositar os ovos em rebentos jovens de umbelíferas cultivadas, como o endro (Anethum graveolens) e a salsa (Petroselinum crispum), mesmo no início da primavera (abril). Estas plantas constituem uma fonte alimentar de elevada qualidade para a primeira geração de lagartas.
Ao contrário de outras espécies de cauda-de-andorinha, que se especializam em plantas da família Rutaceae, esta espécie alimenta-se principalmente de plantas da família Apiaceae, nas quais as fêmeas depositam os ovos isoladamente. A Peucedanum palustre é normalmente a única planta alimentar utilizada pelas lagartas da subespécie britânica. Nas populações da Europa, Ásia e América do Norte, a gama de plantas hospedeiras é mais diversificada do que no Reino Unido. Entre as espécies utilizadas incluem-se a cenoura-brava (Daucus carota), a angélica-silvestre (Angelica sylvestris), o funcho (Foeniculum vulgare) e espécies do género Heracleum.
Em altitudes mais baixas, os adultos voam entre março e setembro; em altitudes elevadas, o seu período de atividade é limitado pela curta duração do verão.
A subespécie britânica P. m. brittanicus é menos móvel do que as populações da Europa continental, permanecendo no interior ou nas proximidades das zonas pantanosas que constituem o seu habitat característico.
Ciclo biológico
Geralmente, existem duas a três gerações por ano, embora, nas regiões mais setentrionais, a espécie possa ser univoltina. Em alguns locais, como o Reino Unido, alguns indivíduos empupam e emergem no mesmo ano, enquanto outros passam o inverno na fase de pupa, emergindo apenas no ano seguinte, um fenómeno conhecido como bivoltinismo parcial.
De acordo com as regiões, os ovos são postos separadamente (maio-junho — fim do verão) sobre as folhas da planta que servirá de alimento das larvas. Estas alimentam-se exclusivamente de folhas de plantas da família das rutáceas (como a arruda) e das apiáceas (como a cenoura, salsa e funcho).
A eclosão dos ovos se dá cerca de uma semana após sua postura. O desenvolvimento da lagarta dura em média um mês e permanece em forma de crisálida cerca de três semanas. Têm atividade diurna
A lagarta passa a primeira fase da sua vida com a aparência de um excremento de ave, uma defesa eficaz contra os predadores. À medida que cresce, torna-se verde, com marcas pretas e alaranjadas. Possui ainda uma defesa contra os predadores sob a forma de um osmétério, um órgão retrátil e carnudo situado atrás da cabeça, capaz de libertar um odor desagradável quando o animal é perturbado, o que afasta os insetos, mas não as aves.
Categoria:Lepidópteros descritos em 1758 Categoria:Papilionídeos de Portugal Categoria:Papilio