Sumaré é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população, de acordo com o censo de 2022 do IBGE, era de habitantes. A cidade é a segunda maior da Região Metropolitana de Campinas, atrás apenas de Campinas. O município é formado pela sede e pelo distrito de Nova Veneza.
Tem suas origens nas antigas sesmarias do século XVIII, com referências ao Ribeirão Quilombo desde 1799. Inicialmente parte da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, a região se desenvolveu com a chegada de imigrantes portugueses e italianos no século XIX, impulsionada pela expansão da cultura cafeeira. O povoado, então chamado Rebouças, foi elevado a distrito de Campinas em 1909 e, em 1945, adotou o nome Sumaré, inspirado na orquídea Cyrtopodium punctatum, para evitar duplicidade com outra cidade homônima no Paraná.
A emancipação político-administrativa de Sumaré ocorreu em 1º de janeiro de 1953, desmembrando-se de Campinas. O município experimentou um crescimento populacional significativo a partir da década de 1960, especialmente nos anos 1970, devido à industrialização e à oferta de terrenos a preços acessíveis. Empresas como a 3M do Brasil se instalaram na região, atraindo migrantes de diversas partes do país e transformando Sumaré em um polo industrial.
Além da indústria, Sumaré possui uma economia diversificada, com setores de comércio e serviços em expansão. Sua localização estratégica, próxima a importantes rodovias como Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro I, facilita o acesso a cidades vizinhas como Campinas e Americana, bem como à capital paulista. O município também abriga empresas multinacionais, contribuindo para seu desenvolvimento econômico e geração de empregos.
História
Sumaré tem a sua origem a partir de uma sesmaria. As mais antigas referências à região do Quilombo, há mais de 200 anos, são encontrados em documentos de doação das sesmarias. A mais antiga informação que se tem sobre Sumaré refere-se ao Ribeirão Quilombo. Um documento datado de 1799 cita esse curso d´agua, fazendo referência geográfica. Surge no planalto paulista a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, em meados do século XVIII, posteriormente Vila de São Carlos.
Com o desmembramento das sesmarias, a região passa a ser formada por fazendas. O desenvolvimento da cultura cafeeira impulsionou o crescimento da região. Em Sumaré os imigrantes vieram quando o café chegou a Campinas na segunda metade do século XIX. A produção cafeeira avançava para o oeste paulista, agora ocupado pelos imigrantes. Os imigrantes compravam terras, praticavam a agricultura nas imediações de Sumaré ou abriram comércio na zona urbana.
Os primeiros imigrantes de Rebouças eram portugueses e italianos, os portugueses pertenciam às famílias Valle Mello, Raposeiro, Pereira, Aranha, Miranda, Teixeira, Leite, Duarte e Camargo; os de origem italiana eram das famílias Noveletto, Guidotti, Biancalana, Franceschini, Foffano, Fabbri, Bosco, Basso, Breda, Marangoni, Montanher, Menuzzo, Ravagnani e outros. Vieram também alguns imigrantes russos, alemães, austríacos, espanhóis e norte-americanos.
O território de Rebouças era todo formado por fazendas e abrangia todas as terras que hoje formam Hortolândia, Nova Veneza e Nova Odessa. Em Hortolândia havia a grande fazenda Terra Camarguense, que hoje são os bairros Jardim Amanda I e II.
Constituída por fazendas cafeeiras, no dia 26 de julho de 1868 foi construída uma capela dedicada a Nossa Senhora de Sant’Ana, marco da fundação de Sumaré, uma pequena vila pertencente a Campinas. No ano de 1875, com a inauguração da estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o povoado progrediu rapidamente. A Estação recebeu o nome de um dos maiores engenheiros brasileiros, Antônio Pereira Rebouças Filho, que projetou muito da malha ferroviária paulista e paranaense.
O vilarejo crescia ao redor da Estação de Rebouças, impulsionado pelo comércio, pela incipiente indústria de sabão, de tijolos, de bebidas e pela atividade extrativa da madeira. Com a passagem da estrada de ferro, Quilombo passou a se chamar Rebouças e em 1909 tornou-se Distrito de Paz de Campinas. Até o ano de 1914 a Igreja de Sant’Ana era pertencente a paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Campinas, a partir desse ano a Igreja do povoado de Rebouças é elevada a condição de Paróquia.
Em meados de 1920, o povoado já contava com energia elétrica, subprefeitura, iluminação pública, posto policial, cartório, serviço telefônico, escola, igreja matriz, pronto socorro, e banda de música. Em 1934, o serviço de abastecimento de água foi inaugurado. Na vila havia armazéns, padaria, açougue, oficina de ferrar cavalo, máquina de beneficiar arroz e café, fábrica de bebidas, loja de armarinhos e farmácia; na zona rural havia engenhos de pinga e açúcar, serrarias, monjolos, moinhos de fubá, olarias, também havia fazendas que produziam café, algodão e gado.
No ano de 1907 o povoado tinha por volta de 300 habitantes, em 1912 pouco mais de 400, e em 1940 o distrito tinha perto de 5.000 habitantes.
A escolha do nome Sumaré ocorreu por meio de um plebiscito em 1945 se deu em face que a legislação brasileira impedia que dois povoados tivessem o mesmo nome no país, e já havia uma cidade, com nome de Rebouças, no Paraná. O nome da orquídea Sumaré foi escolhido dez anos antes da emancipação politico administrativa do município, que conquistaria a sua emancipação de Campinas no 1° de janeiro de 1953. Sumaré é elevada à condição de Comarca no ano de 1964.
A partir da década de 60, a população sumareense passou a registrar um crescimento vertiginoso. Na década de 70, o crescimento demográfico chegou a quase 400%. O então boom populacional ocorreu, basicamente, pelo desenvolvimento industrial e pela grande oferta de terrenos, a preços acessíveis.
Sumaré passou a ser visto como uma terra de oportunidades, atraindo migrantes de todas as regiões do Brasil. Com a industrialização do Sudeste, as indústrias chegaram à Sumaré nos anos 50 e a partir de então o município vivenciou um crescimento vertiginoso a cada década. Em 1943, a 3M do Brasil se instalou e dezenas de outras indústrias seguiram o mesmo caminho, impulsionando o desenvolvimento do município.
Portanto, a história de Sumaré se divide nitidamente em duas partes: uma até 1950 com população basicamente formada por imigrantes italianos e portugueses; depois de 1950, com presença de migrantes de todos os estados do Brasil. Em 1991, o distrito de Hortolândia conquistou a emancipação político-administrativa de Sumaré.
Geografia Localiza-se a 22º49'19" de latitude sul e 47º16'01" de longitude oeste, a uma altitude de 583 metros. Possui uma área de 153,465 km².
Hidrografia Ribeirão Quilombo (afluente do rio Piracicaba) Ribeirão Jacuba (afluente do Ribeirão Quilombo)
Rodovias Os principais acessos à cidade são: SP-330 - Rodovia Anhanguera SP-348 - Rodovia dos Bandeirantes
Ferrovias A Estação Ferroviária de Sumaré faz parte Linha-Tronco da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Demografia
População
Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 146.872 brancos (52,54%), 108.383 pardos (38,77%), 22.720 pretos (8,13%), 1.367 amarelos (0,49%) e 188 indígenas (0,07%).
Religião De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 78,58% da população do município é cristã, sendo 44,39% católicos e 34,19% evangélicos. Outras religiões representam 9,21% da população total.
O cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
Igreja Católica A Igreja Católica é representada pela Arquidiocese de Campinas.
Igrejas Evangélicas Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade: Assembleia de Deus Ministério do Belém. Congregação Cristã no Brasil. Igreja Batista. Igreja do Evangelho Quadrangular. Além destas, há outras igrejas evangélicas presentes no munícipio, como: Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça, Igreja O Brasil para Cristo, dentre outras.
Política e administração Governo Ver também:Lista de prefeitos de Sumaré
Prefeito:Henrique do Paraíso (REP) - (2025-2028) Vice-prefeito:André Da Farmácia (MDB) - (2025-2028)
Subdivisões Atualmente o município de Sumaré possui 7 (sete) divisões regionais: Centro Nova Veneza Picerno Maria Antônia Área Cura Matão Área Rural
Economia miniaturadaimagem|Foto aérea da Honda Automóveis. Em 2022, o PIB de Sumaré foi de 16,2 bilhões de reais. Em 2021, o PIB per capita era de 55.816,79 reais. O setor industrial tem sido o maior contribuinte para o PIB de Sumaré. Em 2010, por exemplo, a indústria representava 60,45% do PIB do município.
Sumaré é a sede da Honda Automóveis na América do Sul e o local de sua primeira fábrica de automóveis no país, inaugurada em 1997.
A unidade de Sumaré se consolida como centro estratégico para o negócio de automóveis e permanece com a produção do conjunto motor, que incluiu Fundição, Usinagem e Montagem de Motores, além dos processos de Injeção e Pintura Plástica, Ferramentaria, Engenharia de Qualidade, Planejamento Industrial, P&D, áreas administrativas da Honda, Centro de Treinamento Técnico e Divisão de Peças.
Infraestrutura Sistema viário A cidade tem várias avenidas importantes que ligam as regiões ao centro. Entre elas se destacam a Avenida Rebouças na região central, que liga Sumaré aos municípios de Nova Odessa e Americana. No distrito de Nova Veneza a Avenida da Amizade possui um forte centro comercial e onde se localizam indústrias como a Amanco Tubulações, o Hospital Estadual e o Condomínio Vila Flora, sendo o mais populoso condomínio da cidade. Também se localiza na Avenida da Amizade a garagem da empresa de ônibus Ouro Verde. Os principais bancos estão instalados na avenida: Bradesco, Itaú, Santander. A bela avenida é muito utilizada pelos moradores da região para lazer e caminhadas. Duas das principais rodovias do país cortam a cidade: Anhanguera e Bandeirantes, além de uma importante ferrovia: a Linha Tronco da CPEF (concedida à Rumo Logística), o que faz do município um importante centro logístico.
Comunicações
A cidade era atendida pela Empresa Telefônica Sumaré, que inaugurou o sistema de telefones automáticos na cidade em 1968. Em 1973 passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que inaugurou em 1976 a central telefônica utilizada até os dias atuais e implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1978, com o código de área (0192). Posteriormente inaugurou as outras centrais telefônicas da cidade, todas elas utilizadas até os dias atuais.
Em 1995 o código DDD da cidade foi alterado para (019), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.
Energia A responsável pelo abastecimento de energia elétrica é a CPFL Paulista, distribuidora do Grupo CPFL Energia. Esta empresa garante o fornecimento de energia para residências, comércios e indústrias na região, implementando soluções para manter a eficiência e a sustentabilidade. Com investimentos contínuos em infraestrutura e inovação, a CPFL Paulista busca atender a crescente demanda energética da cidade, mantendo um compromisso com o desenvolvimento econômico e ambiental de Sumaré.
Saneamento O serviço de abastecimento de água é feito pela BRK Ambiental - Sumaré S.A. (BRK) e tem Departamento de Água e Esgotos de Sumaré (DAE).
Educação