A Arquidiocese de Toledo (em latim: Archidiœcesis Toletana) é uma arquidiocese da Igreja Católica localizada na Espanha. Foi, segundo a tradição estabelecida no século I por Tiago Magno e foi elevada a arquidiocese em 313 após o Édito de Milão. O Arcebispo Metropolitano em exercício também carrega o título de Primaz da Espanha e desde 1937 o título de Vigário Geral dos Exércitos (mas o cuidado pastoral das forças armadas espanholas é agora fornecido, desde 1986, pelo Arcebispado Militar da Espanha)."Archdiocese of Toledo" Catholic-Hierarchy.org. David M. Cheney. Retrieved September 15, 2016"Metropolitan Archdiocese of Toledo" GCatholic.org. Gabriel Chow. Retrieved September 15, 2016

Sua sé é a Catedral de Toledo, possui um total de 268 paróquias, assistidas por 476 padres.

Território A arquidiocese compreende a cidade e grande parte da província de Toledo. Seu território é dividido em 268 paróquias.

História A Diocese de Toledo foi eregida no século I. No século IV, foi elevado à categoria de arquidiocese metropolitana. Tradicionalmente, a diocese mais importante da Espanha, Toledo é a sede do primaz da Espanha.

Com a invasão dos visigodos, e sobretudo após a nomeação de Toledo como a capital do reino, a diocese estende o seu domínio na província cartaginese com capital em Carthago Spartaria (Cartagena atual). Desde Cartagena, sede metropolitana e capital da província, permaneceu no território dominado pelos bizantinos, o rei visigodo Gundemaro promovia a celebração de um sínodo realizado em Toledo, que concedeu o título de arquidiocese metropolitana, transferindo o título desde Cartagena, com posterior aprovação do rei, pelo Decreto de 23 de outubro de 610.

Entre 400 e 702, ocorreram dezoito Concílios de Toledo, entre os quais o mais importante é o III Concílio de Toledo, no qual Recaredo I e sua corte se convertem ao cristianismo (589).

Durante a dominação árabe, a cidade de Toledo se tornou um baluarte do cristianismo e ali permaneceu a arquidiocese com sua sucessão episcopal. No século VIII, teve lugar a uma perseguição dos cristãos pelos muçulmanos remanescentes nos territórios ocupados, o que resultou em uma migração para os reinos cristãos no norte da Península.

O rei Afonso VI e os cristãos reconquistaram a cidade de Toledo em 1085 restaurando o poder da arquidiocese. O primeiro arcebispo desta fase foi Bernardo de Cluny, um membro da Ordem de Cluny, que na época se espalhou por toda a Espanha. A sé episcopal era ativa na Reconquista, controlando o território conquistado e ajudando a expansão das ordens militares de Santiago, de Calatrava e Alcântara.

Durante este período, iniciou a construção da Catedral de Santa Maria, cuja obra terá a duração de dois séculos.

Após a conquista, durante o reinado dos Reis Católicos, o cardeal arcebispo Francisco Jiménez de Cisneros, inaugura a Universidade de Alcalá, cujo território pertencia à Arquidiocese, que terá um papel importante no campo político. Durante o reinado de Filipe II, a corte mudou-se para Madri, embora a cidade continue a depender eclesiásticamente de Toledo. Até 1885, seu território inclui também toda a cidade e da província de Madri, apesar de esta já há mais de dois séculos ser a nova capital do reino da Espanha. Isso ocorreu devido à forte oposição à construção de um bispado em Madrid realizadas pelos arcebispos, com medo de perder influência sobre o Rei e a Corte.

Durante o resto da Era Moderna, a cidade sofre um declínio lento. Apesar de a arquidiocese manter a posição de primazia, gradualmente perde importância em favor dos territórios e das dioceses vizinhas.

Nos últimos dois séculos, a arquidiocese ficou em situações graves. Durante a invasão napoleônica, foi demitido da arquidiocese o arcebispo e foi forçado a buscar refúgio em Sevilha. Com a Desamortização na Espanha, abre-se um conflito entre o governo e a Santa Sé, assim, a sede em Toledo permaneceu vaga por um tempo. Finalmente, a Guerra Civil Espanhola resultou na destruição de grande parte do patrimônio artístico da diocese e no assassinato de 281 sacerdotes. Após a guerra, procedeu-se à reconstrução material e espiritual.

Prelados

Arcebispos nos séculos XX e XXI thumb|200px|Palácio arquiepiscopal Nome Período Notas Arcebispos 120º Francisco Cerro Chaves 2019-atual 119º Braulio Rodríguez Plaza 2009-2019 118º Antonio Cardeal Cañizares Llovera 2002- 2009 Nomeado Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos 117º Francisco Cardeal Álvarez Martínez 1995-2002 116º Marcelo Cardeal González Martín 1972-1995 115º Vicente Enrique Cardeal y Tarancón 1969-1972 Nomeado Arcebispo de Madri 114º Enrique Cardeal Pla y Deniel 1941-1968 113º Isidro Cardeal Gomá y Tomás 1933-1940 112º Pedro Cardeal Segura y Sáenz 1927-1931 111º Enrique Cardeal Reig y Casanova 1922-1927 110º Enrique Cardeal Almaraz y Santos 1920-1921 110º Victoriano Cardeal Guisasola y Menéndez 1913-1920 109º Gregorio María Cardeal Aguirre y García, O.F.M. 1909-1913 108º Ciriaco María Cardeal Sancha y Hervas 1898-1909 Bispos Auxiliares Francisco César García Magán 2021- Atual Ángel Fernández Collado 2013-2018 Nomeado Bispo de Albacete Joaquín Carmelo Borobia Isasa 2004-2010 Ángel Rubio Castro 2004-2007 Nomeado Bispo de Segovia Juan José Asenjo Pelegrina 1997-2003 Nomeado Bispo de Córdoba Rafael Palmero Ramos 1987-1996 Nomeado Bispo de Palencia Anastasio Granados García 1960-1970 Nomeado Bispo de Palencia Francisco Miranda Vicente 1951-1960 Eduardo Martinez González 1942-1950 Nomeado Bispo de Zamora Gregorio Modrego y Casaus 1936-1942 Nomeado Bispo de Barcelona Feliciano Rocha Pizarro 1928-1935 Nomeado Bispo de Zamora Rafael Balanzá y Navarro 1923-1928 Nomeado Bispo de Lugo Mateo Colom y Canals, O.S.A. 1921-1922 Nomeado Bispo de Huesca Juan Bautista Luis y Pérez 1915-1921 Nomeado Bispo de Oviedo Antonio Álvaro y Ballano 1913-1914 Nomeado Bispo de Zamora Isidoro Badía y Sarradell 1903-1917 Nomeado Bispo de Tarazona Juan José Laguarda y Fenollera 1899-1902 Nomeado Bispo de Urgell

Ligações externas

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