Bring Me the Horizon é uma banda britânica de rock, formada em 2004 em Sheffield, South Yorkshire. O grupo é composto atualmente pelo vocalista Oliver Sykes, o guitarrista Lee Malia, o baixista Matt Kean e o baterista Matt Nicholls. Eles assinaram contrato com a RCA Records globalmente e com a Columbia Records exclusivamente nos Estados Unidos.
O primeiro lançamento oficial do Bring Me the Horizon foi o EP de 4 faixas intitulado This Is What the Edge of Your Seat Was Made For, lançado no final de 2004. A banda veio a lançar seu álbum de estreia, Count Your Blessings em 2006. Após o lançamento, o som deathcore do álbum gerou divisões entre ouvintes e foi recebido com desdém pela crítica. O Bring Me the Horizon veio a romper com seu polêmico som com Suicide Season (2008), o qual foi uma virada criativa, crítica e comercial para a banda, já que o som pesado do deathcore rapidamente perdeu o espaço em consequência de uma sonoridade mais eclética. A banda lançou seu terceiro disco, There Is A Hell, Believe Me I've Seen It. There Is A Heaven, Let's Keep It A Secret (2010), levando-os a uma maior fama internacional, ao mesmo tempo que incorporou influências da música clássica, eletrônica e pop. Seu quarto álbum de estúdio, Sempiternal (2013) alcançou a certificação Gold na Austrália, vendendo 35.000 cópias e Silver no Reino Unido, vendendo 60.000 cópias. Já o quinto álbum, That's the Spirit (2015) estreou em segundo lugar nas mais importantes paradas de música do Reino Unido e Estados Unidos, sendo elas, respectivamente, UK Albums Chart e US Billboard 200. Seu sexto álbum de estúdio, Amo (2019), tornou-se o primeiro a ficar no topo das paradas do Reino Unido. Além desses seis álbuns de estúdio, eles também lançaram dois EPs e dois álbuns ao vivo. Eles receberam quatro Kerrang! Awards, incluindo dois de Melhor Banda Britânica e um de Melhor Banda ao Vivo e também receberam duas indicações ao Grammy. A banda vendeu mais de 5 milhões de discos em todo o mundo e conquistou o topo da parada de singles de Rock & Metal do Reino Unido com músicas como "Throne", "Drown", "Mantra" e "Parasite Eve".
Inicialmente, as músicas do Bring Me the Horizon eram classificadas como deathcore. Bateria rápida, guitarras altamente distorcidas, vocais guturais e outros elementos do metal extremo eram notáveis em seu álbum de estreia Count Your Blessings. No entanto, a banda transitou para um estilo mais eclético e menos exagerado ao longo dos álbuns seguintes. That's the Spirit marcou uma mudança significativa, abandonando abordagens agressivas, técnicas de screaming, bateria em metranca e riffs de guitarra pesados foram praticamente abolidos em favor de elementos de rock mais melódicos. O álbum subsequente, Amo, consolidou essa transformação ao incorporar uma ampla gama de gêneros, incluindo elementos de música eletrônica, pop e hip hop.
Carreira Formação, assinatura e primeiro EP (2004-2005)
esquerda|miniaturadaimagem|268x268px|Oliver Sykes cantando as músicas do álbum de estreia da banda Count Your Blessings, em 2006, quando tinha 20 anos. Os membros fundadores do Bring Me the Horizon vieram de diversas origens musicais dentro do metal e do rock. Matt Nicholls e Oliver Sykes tinham um interesse comum no metalcore americano, bandas como Norma Jean e Skycamefalling, e costumavam assistir a shows locais de hardcore punk. Mais tarde, eles conheceram Lee Malia, que falou com eles sobre bandas de thrash metal e death metal melódico como Metallica e At the Gates; Malia também fez parte de uma banda de tributo ao Metallica antes de conhecer a dupla. Bring Me the Horizon foi oficialmente formada em março de 2004, quando os membros tinham entre 15 e 17 anos. Curtis Ward, que também morava na área de Rotherham, se juntou a Sykes, Malia e Nicholls na bateria. O baixista Matt Kean, que estava em outras bandas locais, completou a formação. O nome da banda foi tirado da frase do filme Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003) onde na versão original o capitão Jack Sparrow diz "Now, bring me that horizon.", a banda fez apenas uma ligeira alteração na frase, dando origem ao nome oficial do grupo. A banda fez seu primeiro show ao vivo em 15 de abril de 2004, no The Charter Arms em Rotherham, Inglaterra.
Nos meses seguintes à sua formação, Bring Me the Horizon criou um álbum demo intitulado The Bedroom Sessions. Em seguida, eles lançaram seu primeiro EP, This Is What the Edge of Your Seat Was Made For, em setembro de 2004, através do selo local do Reino Unido, Thirty Days of Night Records. Bring Me the Horizon foi a primeira assinatura da gravadora. Foi gravado no Pristine Studios em Nottingham ao longo de dois fins de semana, com bateria e baixo colocados na primeira sessão, e guitarras e vocais concluídos uma semana depois. miniaturadaimagem|278x278px|Baixista Matt Kean com Bring Me the Horizon A gravadora britânica Visible Noise notou a banda após o lançamento de seu EP, e os assinou para um contrato de quatro álbuns, além de relançar o EP em janeiro de 2005. O relançamento ganhou atenção significativa da banda, eventualmente chegando ao número 41 nas paradas de álbuns do Reino Unido. A banda foi posteriormente premiada como Melhor Revelação Britânica na cerimônia de premiação do Kerrang! Awards.
A primeira turnê da banda foi abrindo para o grupo americano The Red Chord em todo o Reino Unido. Como em outras turnês anteriores, eles conseguiram essa vaga enganando os promotores do local. A mãe de Matt Kean e Oliver Sykes, Carol Sykes, eram os empresários de fato da banda nessa época, um papel que elas continuaram a ocupar até 2008. Para o apoio do The Red Chord, o baixista Kean mandou um e-mail para os promotores e fingiu que eles iriam estrear em todas as datas, quando deveriam tocar apenas no show local. Isso os levou a serem, por engano, reservados para toda a turnê. Em outro caso, Sykes criou uma conta de e-mail em nome do vocalista da banda de metalcore Johnny Truant, Oliver Mitchell, que ele usou para entrar em contato com um promotor solicitando o Bring Me the Horizon em sua turnê. O consumo de álcool afetou suas apresentações ao vivo no início de sua história, quando a banda ficava tão bêbada que vomitava no palco e danificava seu equipamento.
Álbum de estreia: Count Your Blessings (2006-2007)
esquerda|miniaturadaimagem|232x232px|Lee Malia se apresentando com o Bring Me the Horizon A banda lançou seu álbum de estreia, Count Your Blessings em outubro de 2006 no Reino Unido e em agosto de 2007 nos Estados Unidos. Eles alugaram uma casa no interior para escrever canções, mas facilmente se distraíram. Em seguida, eles gravaram o álbum no centro de Birmingham, um processo que foi acompanhado pelo consumo excessivo e perigoso de álcool. Durante este período, o baterista Nicholls resumiu dizendo "nós saíamos todas as noites, apenas sendo garotos normais de 18 anos". A maioria dos membros gravaram suas partes individualmente, invés de toda a banda junta, já que o estúdio no centro da cidade fez que os então garotos do Bring Me the Horizon se distraíssem facilmente. Os críticos foram negativos a respeito do álbum, adicionando às respostas fortemente polarizadas que a banda já estava recebendo do público.
Eles fizeram uma longa turnê para promover o Count Your Blessings pelo Reino Unido em novembro, e imediatamente após isso seguiram se juntando a Lostprophets e The Blackout em uma turnê também Reino Unido até o final de novembro e dezembro de 2006.
Em janeiro de 2007, Bring Me the Horizon foi capaz de ir além do Reino Unido, quando substituiu Bury Your Dead na turnê europeia do Killswitch Engage. A vaga foi disponibilizada depois que o grupo foi forçado a se retirar pela saída da banda de seu vocalista, Mat Bruso. A presença de Bring Me the Horizon na turnê foi mal recebida pelos fãs de Killswitch Engage, com os participantes do show regularmente jogando garrafas na banda antes mesmo de eles começarem a tocar seu set.
Suicide Season e partida de Curtis Ward (2008-2009)
miniaturadaimagem|Bring Me The Horizon se apresentando em Baltimore, fevereiro de 2009 Bring Me the Horizon gravou seu segundo álbum de estúdio, Suicide Season, na Suécia com o produtor Fredrik Nordström. Ele não ficou impressionado com o primeiro álbum e inicialmente não comparecia às sessões de gravação, a menos que precisasse estar lá. Nordström mais tarde ouviu o novo som que eles estavam experimentando durante uma sessão de gravação e se envolveu muito no álbum. Foi promovido viralmente nas semanas antes de seu lançamento com o slogan promocional "Setembro é Temporada de Suicídio." Para promover o Suicide Season, a banda embarcou em sua primeira turnê nos Estados Unidos, assim como apareceu na Warped Tour 2008. Em maio de 2008, Bring Me the Horizon foi a principal banda de apoio na turnê australiana de despedida de I Killed the Prom Queen com The Ghost Inside e The Red Shore.
Suicide Season foi lançado em 18 de setembro de 2008 nos Estados Unidos pela Epitaph e em 29 de setembro na Europa pela Visible Noise. Em 2009, Bring Me the Horizon participou da Kerrang! Tour ao lado de Black Tide, Dir en grey, In Case of Fire e Mindless Self Indulgence. Eles também se juntaram a Thursday, Cancer Bats, Four Year Strong e Pierce the Veil na parte norte-americana da turnê Taste of Chaos de 2009 entre fevereiro a abril depois que o organizador da turnê Kevin Lyman lhes ofereceu a vaga. Inicialmente, a banda hesitou em participar desta turnê, mas foi convencida por Lyman assim que ele ofereceu um ônibus e 500 dólares em combustível.
O guitarrista australiano Jona Weinhofen se juntou à banda em 2009 após deixar o Bleeding Through. esquerda|miniaturadaimagem|225x225px|Guitarrista Curtis Ward se apresentando com o Bring Me the Horizon em 2009 Durante a turnê Taste of Chaos em março daquele ano, o guitarrista Curtis Ward deixou a banda. Seu relacionamento com a banda havia se deteriorado, pois suas performances no palco eram ruins. Ele abusou do público durante a turnê Taste of Chaos, e contribuiu muito pouco para a composição de Suicide Season. Outra razão para sua saída foi a piora do zumbido em seu único ouvido funcional. Ward nasceu surdo de um ouvido e admitiu que tocar na banda piorou seu problema de acufeno no outro ouvido a tal ponto que ele não conseguia dormir à noite. Ward se ofereceu para realizar o resto das datas da turnê, que a banda rejeitou e, em vez disso, pediu a seu técnico de guitarra, Dean Rowbotham, para substituí-lo pelas apresentações restantes. Lee Malia observou que a saída de Ward ajudou a melhorar o humor de todos, já que ele tinha sido muito negativo. Sykes escreveu uma música em que metaforicamente fala sobre a relação do Bring Me the Horizon e Curtis e como o próprio Sykes ficou desapontado com o ex-guitarrista que teria aturado sua expulsão da banda "como se não fosse nada", Blacklist é a nona faixa do terceiro álbum de estúdio da banda, There Is A Hell, Believe Me I've Seen It. There Is A Heaven, Let's Keep It A Secret sairia um ano após a deixa de Ward ao grupo. Uma semana após o término da turnê, Sykes começou a conversar com Jona Weinhofen, na época o guitarrista do Bleeding Through. A banda o conhecia por meio de seu trabalho com sua banda anterior, I Killed the Prom Queen, e ele foi convidado a se juntar a eles. Desde então, Ward trabalhou no programa de TV Top Gear, e ocasionalmente se apresentou no palco com Bring Me The Horizon, tocando "Pray For Plagues", mais notavelmente na Wembley Arena em 2015. Em 2016, foi anunciado que Ward havia se juntado à banda Counting Days.