Aniceto (em grego: Ανίκητος, Aníketos; em latim: Anicetus); (Emesa, c. 110 – Roma, c. 20 de abril de 166) foi o Papa da Igreja Católica de c. 155 até a data de sua morte. Pensa-se que tenha nascido em Emesa (atual Homs) na Síria. Como Pontífice, Aniceto destaca-se por ter sido o primeiro Papa a condenar oficialmente uma doutrina como heresia, em concreto o montanismo.

Deparou-se com a heresia do Gnosticismo, o racionalismo cristão, uma supervalorização do conhecimento, onde bastava isso para a Salvação. Contou muito com a ajuda do filósofo cristão São Justino e do Bispo Policarpo. Auxiliado por esses doutores, combateram esse racionalismo.

Aniceto proibiu ainda os padres de deixar crescer o cabelo, para este não ser um motivo de vaidade. Foi durante o seu Pontificado que São Policarpo visitou Roma e juntos discutiram a Controvérsia da Páscoa, que atormentava a unidade da Igreja na época.

Pensa-se que Aniceto tenha sido martirizado durante o Império de Lúcio Vero,Calendarium Romanum (Libreria Editrice Vaticana 1969), p. 120 mas não há provas históricas do evento. A data de sua morte é incerta, mas pensa-se que seja c. dia 16, 17 ou 20 de abril,Martyrologium Romanum (Libreria Editrice Vaticana 2001 ISBN 88-209-7210-7) embora o último tenha sido escolhido como dia de sua festa litúrgica até os anos 1970, quando foi substituído pelo dia 17 de abril. O Liber Pontificalis afirma que Aniceto está enterrado no Cemitério de Calisto.

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