O Typhis Pernambucano foi um periódico brasileiro fundado e editado por Frei CanecaBiblioteca Nacional no contexto da Confederação do Equador.Fundaj - Typhis PernambucanoMultirio - Frei Caneca e o Typhis Pernambucano
Em formato 21 x 30 centímetros, a sua periodicidade era semanal, às quintas-feiras. O seu primeiro número circulou em 25 de dezembro de 1823, encerrando-se a sua publicação em 12 de agosto de 1824.
Linha editorial Tendo por inspiração e referência na mitologia grega, o discípulo da deusa Atena na arte da navegação, Tífis - piloto do Argo, embarcação construída para a busca do Velocino de ouro -, Frei Caneca buscava a liberdade constitucional, usando a linguagem de um argonauta (tripulante do Argo).
Respeitando a liberdade de imprensa, sancionada em 22 de novembro de 1823, o periódico era utilizado para fazer crítica política e defender a liberdade constitucional.
Trazia, como epígrafe, em todos os números, versos de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões:
"Uma nuvem que os ares escurece sobre nossas cabeças aparece."
Fonte histórica Os vinte e nove exemplares do Typhis Pernambucano foram preservados em reedições e cópias posteriores.
Em 1972 a Assembléia Legislativa de Pernambuco publicou Obras políticas e literárias, uma edição facsimilar de Frei Caneca.
Em 1984 o Senado Federal reeditou o Typhis Pernambucano, em obra organizada por Vamireh Chacon e Leonardo Leite Melo.
Como fonte histórica, o Typhis pode ser utilizado como um artefato para mapear a "rede social" construída que culminou na criação da Confederaão do Equador.
Disseminção de uma nova cultura-política O Typhis Pernambucano foi um veículo de disseminação de novas ideas políticas provenientes de acontecimentos tais como a Independência da Colômbia e a Independência dos Estados Unidos.
Nesse contexto, o Typhis foi importante na propagação de conceitos tais como federalismo e republicanismo no Brasil Império. A articulação e a socialização desses conceitos foram essenciais para a formação de identidades regionais assim como para redefinir as relações entre as elites regionais e a corte no Rio de Janeiro.
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