Joaquim Ribeiro de Carvalho, mais conhecido por Ribeiro de Carvalho (Arnal, freguesia de Maceira, distrito de Leiria, 6 de Abril de 1880 — Lisboa, 10 de Outubro de 1942), foi um político da Primeira República Portuguesa, jornalista, escritor, poeta e tradutor.

Biografia Joaquim Ribeiro de Carvalho nasceu em Arnal (Leiria), em 1880. Frequentou o Colégio Militar. Na cidade de Leiria frequentou o seminário, que abandonou. Edita os seus primeiros versos.

Torna-se militante da Carbonária. Republicano, participa na implantação da República, sendo um dos homens que em 1910, da varanda da Câmara de Lisboa, proclamaram a República. No novo regime ocupou vários cargos, entre os quais, o de deputado do Partido Liberal (entre 1911 e 1925).

Liga-se à Maçonaria. Continua a escrever e a publicar livros. Como jornalista, fundou e dirigiu o jornal A republica portugueza (1910-1911) e colaborou no jornal humorístico O Xuão (1908-1910) bem como na revista literária Ave Azul (1899-1900), na revista luso-brasileira Brasil-Portugal (1899-1914), e ainda na Semana Portuguesa (1933-1936).

Em 1926, após o pronunciamento militar e com a instauração da Ditadura, vai para a ilha da Madeira, de onde regressa em 1930 para voltar a ocupar direcção do jornal República.

Adquiriu a Quinta da Bela Vista, no Cacém, em Sintra, onde mandou construir uma casa. Inicialmente era utilizada aos fins-de-semana, depois, já no final da sua vida, passou a utilizá-la em permanência. Na Quinta existiu uma vinha e durante vários anos Ribeiro de Carvalho produziu o seu próprio vinho.

Ribeiro de Carvalho morreu em 10 de Outubro de 1942 em Lisboa, na sequência de ferimentos causados por um atropelamento involuntário pelo seu próprio motorista. Foi sepultado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa mas transladado para o cemitério municipal de Leiria em 2 de Junho de 1943.

O nome de Ribeiro de Carvalho está ainda ligado à fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém e a uma escola básica no Cacém.

Obras Livro d'um Sonhador (1897) Margaritas (1898) Dolores (1899) Terra de Portugal (1900) Maria Salomé O Mar de Náufragos

Honras e cargos 1906 - Ordem Militar de Sant'Iago da Espada 1923 - Sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. Presidente do Senado de Sintra.

Bibliografia

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