thumb|Casa de Carcavelos|295x295px miniaturadaimagem|294x294px|Citânia São Julião, 1930. miniaturadaimagem|322x322px|Fachada da Igreja Paroquial de Coucieiro em 1926. Coucieiro é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Coucieiro do Município de Vila Verde, freguesia com 4,21 km² de área e 526 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de .

Demografia A população registada nos censos foi:

Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos2001 78 76 246 1112011 69 64 293 1052021 62 54 285 125

História Pertencia ao concelho de Pico de Regalados. Após a extinção deste concelho, por decreto de 24 de outubro de 1855, passou para o concelho (atual município) de Vila Verde.Paróquia de Coucieiro, ADMINISTRATIVA, ARCHEEVO, 27 de Abril de 2015

Descrição de Coucieiro no Dicionário geográfico de 1751 "Freguesia na Provincia de Entre Douro e Minho, Arcebispado de Braga, Comarca de Viana Foz do Lima, Concelho de Regalados: tem cento e sete visinhos, Está situada parte em planicie, e parte em valles. A Igreja Paroquial, dedicada a S. João Bautista, tem tres Altares, o mayor com o Sacrario, o do Rosario, e o de S. Sebastião. Foy dos Templarios, e he sagrada. Pegada a esta Igreja ha huma Capellinha do Senhor com a Cruz às costas. O Paroco he Reytor, apresentação do Ordinario: e tem de congrua quarenta mil reis. Na quinta do Paço, desta Freguesia, ha huma Ermida de N.S. do Rosario, e outra no Paço e Casa de Linhares, de N.S. da Luz. Os frutos de mayor abundancia são, milho grosso, centeyo, e milho alvo: tem vinho verde, pouco, e de má qualidade, logo ferve nas vazilhas, e depois de fervido, nem para vinagre presta. Passa por aqui o rio Homem".Dicionário Géografico, Padre Luis Cardoso, Lisboa, 1751 tome 2 p.681 http://purl.pt/13938/4/98719/98719_item4/98719_PDF/98719_PDF_24-C-R0090/98719_0000_capa-capa_t24-C-R0090.pdf

Lugares Além da sede, a Freguesia de Coucieiro engloba os seguintes lugares: Barreiros, Cachadas, Carcavelos, Carvalhal, Carvalho, Igreja, Feira, Figueirinha, Fundego, Fundo de Vila, Linhares, Mascate, Passos, Ponte, Quintas, Quintela, Seara, Souto, Tojal, Toural, Varges, Veiga e Vilar.

Lenda Na freguesia de Couciero existe a lenda de D. Sapo, (há outra lenda de D. Sapo parecida na freguesia de Cardielos, Viana do Castelo), alcunha dada a Gonçalo d’Evreux ou Gonçalo Martins de AbreuA quinta do Paço ou de D. Sapo, pertenceu até 1640 aos herdeiros de Gonçalo Martins de Abreu, o último proprietário descendente em linha direta foi Pedro Gomes de Abreu "que passou a Castella no tempo do Rey D. João IV onde o fizerão Conde de Regalados", Abreus: Nobiliário de Famílias de Portugal, Felgueiras Gayo, Braga p.45 site: http://purl.pt/12151. Ver também: A Torre do Paço, no site da junta de Freguesia em https://coucieiro.com/freguesia/patrimonio/ , cavaleiro normando, que terá introduzido na suas terras o direito da primeira noite, ou da pernada muito praticado em França.“Conta a lenda que há muitos anos viveu na freguesia de Coucieiro um fidalgo dominador das suas terras e daqueles que as trabalhavam. Representava o Rei. Encontrando-se o Rei tão afastado da povoação, o tal fidalgo (Dom Sapo) mandou anunciar que iria dormir com todas as noivas que fossem do seu domínio, depois dos respetivos casamentos. Se a noiva se recusasse a dormir com ele apanhava uma multa que durante a vida toda não a conseguiria pagar; era uma multa muito pesada!

Certo dia, um alfaiate encantou-se por uma dessas noivas … Quando foi avisado da ordem de Dom Sapo, pensou numa maneira de a evitar: apresentar-se ao fidalgo, vestido de noiva e liquidá-lo. Se bem o pensou, melhor o fez e com a sua arma – a tesoura – matou o Dom Sapo. Temendo a sua morte, como represália, foi à procura do Rei para lhe confessar o seu crime. Chegado ao Rei, o alfaiate disse:

– Venho pedir a Vossa Majestade que me absolva, pois lá para a região de Regalados... matei um sapo. O Rei pensou e olhando para tão modesta confissão, disse:

– Se mataste um sapo é menos um, estás perdoado … O alfaiate ganhou novo fôlego e continuou:

– Pois, mas esse sapo era o Fidalgo lá da nossa terra, que talvez abusando dos privilégios, queria dormir com a minha noiva … O Rei olhou para ele, e disse:

– Estás perdoado! Palavra de Rei não volta atrás".

Património Casa de Carcavelos nasceu e morreu nessa casa Francisco de Campos de Azevedo Soares, 1.º Conde de Carcavelos. Capela do Senhor do Calvário Igreja Paroquial de Coucieiro (de origem românica foi reedificada em 1888). Mamoa de Linhares. Paço de Linhares que pertenceu a Gonçalo de Barros, Comendador do Mosteiro de Santo André de Rendufe e do Mosteiro de São Salvador de Bravães, durante o século XV, e os seus descendentesManuel José da Costa Felgueiras Gaio, Nobiliário de famílias de Portugal, Tomo V-VI, p. 135. Citânia de São Julião.

Personalidades Gonçalo Martins de Abreu, natural de Evreux (França), viveu em Coucieiro, foi o fundador da casa dos Abreus, e general na batalha dos Arcos de Valdevez em 1140. Francisco de Campos de Azevedo Soares, (Coucieiro, Casa de Carcavelos, 22 de Abril de 1818 - Coucieiro, 14 de Outubro de 1901), filho de João Manuel de Azevedo Soares, Capitão de Auxiliares na Guerra Peninsular e Magistrado e de sua mulher Antónia Luísa da Silva e Campos. Foi um político e juiz português. Presidente da Câmara Municipal do Pico de Regalados, Presidente da Câmara Municipal de Braga (1856-1857), Governador Civil do Distrito em 1862, Conselheiro de Sua Majestade foi elevado à Grandeza, como 1.º Conde de Carcavelos em 1889.

Categoria:Freguesias de Vila Verde