Gondiães é uma povoação portuguesa do Município de Vila Verde que foi sede da extinta Freguesia de Gondiães, freguesia que tinha 3,27 km² de área e 347 habitantes (2011), e, por isso, uma densidade populacional de 106,1 hab/km².

A Freguesia de Gondiães foi extinta (agregada) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo o seu território sido agregado ao das Freguesias de Pico de Regalados e de Mós, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós.

População População da freguesia de Gondiães Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 291 269 241 242 248 253 312 302 328 338 313 423 377 418 347 História O primeiro documento escrito que se conhece sobre esta paróquia data do ano de 1050, muito anterior portanto à formação da nacionalidade portuguesa, altura em que era denominada de "Villa Guandilanes". Este documento remete-nos para uma doação que foi feita ao Mosteiro de Santo Antonino, de Moure, "de parte de meis parentibus in villa Guandilanes sub monte Barriaelio discurrentibus aquis de Rivulo Malo."

A presença humana na freguesia de Gondiães é muito antiga, remontando o V milénio a. C. Essa ancestralidade é testemunhada pela Necrópole Megalítica do Bustelo, distribuída pelos montes do Borrelho e do Moinho Velho. Na freguesia de Gondiães, existem 8 mamoas (2 no monte do Borrelho (Lameiro da Vaca)) e 6 no monte da St.ª Engrácia (Lugar de Portelinhas).

Nas memórias paroquiais de 1758, o abade da freguesia referia que os frutos que os seus moradores colhiam, em maior quantidade, era o milho grosso ou maíz, centeio, feijão e milho branco, embora o mais abundante fosse o milho grosso. Apesar de a agricultura já não ter a mesma importância económica de outrora (é apenas para consumo familiar) as suas águas ainda hoje são habilmente conduzidas para represas e outros sistemas e canais de rega, especialmente na primavera e verão. Estes cursos de água foram também de grande importância para a moagem de cereais, especialmente de milho. Em meados do séc. XVIII, o abade da freguesia referia que ao longo dos ribeiros havia nove moinhos e um lagar de azeite. Hoje, ainda os podemos encontrar, uns em melhor estado de conservação que outros, mas apenas um a laborar. Também existe um engenho de linho, um alambique e mais um lagar de azeite, todos em estado de degradação. Referia ainda o mesmo abade que nos montes da freguesia não havia criação de gado nem de animais de caça. O Monte da St.ª Engrácia dava cada ano uma dúzia de perdizes e o Monte do Borrelho dava algumas manadas de perdizes e alguns coelhos. Hoje, faz-se o repovoamente destes montes com coelhos e perdizes, mas também se caçam javalis e raposas.

Durante a década de sessenta do século passado foi encontrado, na Leira da Cachada, um pote de barro com 2000 moedas de bronze do período dos imperadores romanos Constantino e Petrónio Máximo. Também no lugar da Costa, fragmentos cerâmicos indicam estar perante um povoado da Idade do Bronze. Amorim, Maria João, Levantamento arqueológico do concelho de Vila Verde, Câmara Municipal de Vila Verde, 2007

Pertenceu ao concelho de Pico de Regalados, e quando este foi extinto, por decreto de 24 de Outubro de 1855, passou para o concelho (atual município) de Vila Verde.Paróquia de Gondiães, ADMINISTRATIVA, ARCHEEVO, 03 de Maio de 2015 Património Igreja de Gondiães (São Mamede) Capela e Casa de Serrazim Mamoas (8) - Monte da St.ª Engrácia e Monte do Borrelho (Necrópole Megalítica do Bustelo) Moinhos de água, lagares de azeite, alambique e engenho de linho

Lugares Além da sede, a Freguesia de Gondiães tinha os seguintes lugares: Agrela, Airó, Barroco, Bouça da Devesa, Bouça do Mato, Boucinhas, Brufe, Costa, Devesa, Igreja, Pomar de Lado, Portela, Portelinhas, Quintarelhas, Serrazim, Tarrio, Ventosa

Categoria:Antigas freguesias de Vila Verde Categoria:Antigas freguesias de Pico de Regalados