The Amazing Race é um reality show exibido pela rede de televisão norte-americana CBS desde 2001. Um dos mais longevos realities da televisão dos Estados Unidos, ele foi criado e produzido por Elise Doganieri e Bertram van Munster e é apresentado desde a primeira edição pelo neozelandês Phil Keoghan. Um dos programas de maior sucesso de público e crítica no país de origem, o reality já recebeu quinze Primetime Emmy Awards incluindo todos os prêmios entre 2003 e 2009 como "Outstanding Reality-Competition Program"; ao longo de sua existência o programa tem um recorde de 103 indicações para o Emmy. Sua fórmula bem-sucedida – que fez com que duas edições já tenham sido produzidas num mesmo ano, ao contrário de todos os outros programas do gênero que são anuais – fez com que várias versões fossem produzidas internacionalmente seguindo o mesmo formato.

No Brasil, houve uma única versão entre 2007 e 2008, produzida pela Hispaniola Produções e Buena Vista International Television, uma empresa do grupo Disney, exibida pela RedeTV! e chamou-se The Amazing Race: A Corrida Milionária, disputada apenas no Brasil e no Chile. Uma segunda versão foi ao ar pelo canal a cabo Space em 2012 mas esta edição foi produzida pela Discovery Channel Latin America associada com a Disney apenas como a quarta temporada de uma série chamada The Amazing Race Latinoamérica, voltada para o mercado hispano-americano, que teve as três primeiras edições apresentadas pelo guatemalteco Harris Whitbeck, com competidores de toda América Latina. Nesta edição, em português, com times apenas brasileiros e disputada só dentro do Brasil, Whitbeck foi substituído pelo modelo Paulo Zulu.

Conceito A ideia do reality show veio da dupla Elise Doganieri e Bertram van Munster, um casal de produtores e executivos de publicidade. No ano 2000, Munster estava envolvido com a produção de seus documentários sobre a natureza, Wild Things, e procurava por outro conceito de programa. Donagieri, então trabalhando em publicidade, tinha participado aquele ano do MIPCOM, em Cannes, e criticava a falta de boas ideias dos profissionais de televisão. Brincando, Munster a desafiou a dar uma grande ideia de um programa inovador ali mesmo.. Elise lembrou-se de suas experiências como mochileira através da Europa, conhecendo e interagindo com pessoas de todas as culturas e levantou a ideia de um reality show onde equipes cruzassem o mundo intercalando com desafios locais que testariam a resolução, as habilidades e os relacionamentos destas equipes, que iriam sendo eliminadas uma a uma durante a jornada.

Van Munster ficou bastante intrigado com a ideia e, tendo alguma experiência anterior com realities como produtor de COPS, considerado o precursor dos anos 90 desse tipo de programas que tomariam a televisão na década seguinte, procurou o produtor Jerry Bruckheimer e os três juntos refinaram a ideia de Donagieri criando assim The Amazing Race. Van Munster levou o projeto pronto a Leslie Moonves, presidente da rede de televisão CBS, que, em junho de 2000, aceitou produzir o programa.

Na noite de 5 de setembro de 2001, seis dias antes dos ataques de 11 de setembro, o apresentador Phil Keoghan abria a apresentação do primeiro episódio da primeira edição com as palavras que anunciavam um novo conceito mundial em reality show:

“It is the most daring competition ever attempted. Eleven two-person teams, bound by friendship, love or family will race around the world. They have no idea where they′re going, what dangers they may encounter or how the journey will affect their lives. Most of the teams will be eliminated but the team that reaches the finish line in first will win a cash prize of one million dollars. This is a race like no other in history. This is The Amazing Race. / Esta é a mais ousada competição jamais tentada. Onze times de duas pessoas, unidas por amizade, amor ou parentesco irão correr ao redor do mundo. Eles não tem nenhuma ideia de onde estão indo, dos perigos que podem encontrar ou como a jornada irá afetar suas vidas. A maioria dos times será eliminado, mas o time que chegar à linha de chegada em primeiro lugar receberá um prêmio em dinheiro de um milhão de dólares. Esta é uma corrida como nenhuma outra na história. Esta é a Corrida Extraordinária.” (tradução livre)

Sinopse Onze equipes compostas cada uma por duas pessoas com um relacionamento preexistente competem ao redor do mundo numa corrida entre si. Nenhuma delas tem permissão de portar celulares, iPods, notebooks, mapas, canetas, lápis ou dinheiro próprio. A cada etapa, os competidores tentam chegar em primeiro lugar, ganhando assim prêmios especiais, ou em boas colocações, evitando serem a última equipe a atingir a parada ou pit stop, o que pode significar a eliminação da corrida ou uma desvantagem em relação às outras na próxima etapa. A cada etapa, as equipes são obrigadas a superar provas físicas e mentais e viajam ao redor do mundo de avião, carro, ônibus, trens, helicópteros, barcos, canoas, balões e os mais inusitados meios de transporte em direção à parada de cada etapa, normalmente num total de doze. Pistas pelo percurso indicam aos participantes a próxima direção ou a próxima tarefa que deverá ser cumprida antes de seguir adiante. Praticamente em toda etapa uma equipe é eliminada, sobrando três delas para a etapa final. A primeira equipe a cruzar a linha de chegada ao fim da jornada recebe US$1 milhão de dólares.

A corrida Equipes Cada edição da Race tem a participação de onze equipes. Cada time é composto de duas pessoas comuns com uma relação preexistente (marido e mulher, namorados, irmãos, amigos de longa data, mãe e filha, pai e filho, etc.). A dinâmica da relação entre os integrantes das duplas sob o estresse da competição é um dos focos do show e são frequentemente comentados pelos times em entrevistas feitas antes, durante e depois das etapas e em conversas com a apresentador quando eles chegam aos pit stops. O estresse psicológico com o outro parceiro tentando continuar na frente da competição completando as tarefas determinadas e tendo que lidar com a falta de sono ou conforto, muitas vezes dormindo em aeroportos, rodoviárias ou mesmo na rua, produz a chamada "fadiga mortal", expressão cunhada pelos fãs do programa através dos anos, e frequentemente a falta de habilidade das duplas de lidarem com esse estresse mental e com a fadiga física é a responsável pela eliminação do time.

O formato dos times tem variado em algumas edições, com as exigências costumeiras sendo levantadas de maneira a criar uma novidade para o espectador. Em algumas edições o número total de duplas passou para doze ao invés de onze. Em 2005, The Amazing Race: Family Edition, uma edição feita apenas com famílias nucleares, incluindo crianças, o número de integrantes em cada equipe foi de quatro. The Amazing Race 26, em 2015, teve cinco duplas formadas num blind date e a edição 29 de 2017 contou com onze duplas de completos estranhos que se conheceram no momento da largada da corrida. A edição 38 (2025) foi formada apenas com duplas que participaram do Big Brother americano e seus parentes.

Sem que sejam vistos pelo telespectador, todos os times são acompanhados constantemente por um câmera e um operador de som que gravam tudo que acontece entre eles e reportam à produção, que acompanha a corrida à distância, dos locais dos pit stops, e assim sabem o que acontece, com relação a atrasos e dificuldades; a cada número aleatório de etapas estas equipes de áudio/vídeo são trocadas entre os times para evitar intimidade. Estes profissionais não tem permissão de ajudar as duplas em suas dificuldades, nem de falar com eles, apenas registram seus atos.

Dinheiro Sem permissão para portar dinheiro próprio, no início de cada etapa os times recebem uma pequena importância dada pela produção junto com sua primeira pista, que deverá ser usada para comida, transporte, alojamento, taxas e suprimentos naquela etapa. Cada dupla, porém, recebe um cartão de crédito exclusivamente para comprar passagens aéreas entre as etapas, o único gasto permitido a ser pago desta maneira. A quantidade de dinheiro fornecido varia de etapa para etapa, entre algumas poucas centenas de dólares a nenhum. Eles tem permissão de guardar o dinheiro que sobrar de cada etapa mas caso fiquem sem dinheiro é problema deles resolver como chegar ao próximo destino. A partir da edição 7, por questões de segurança e legais, os times foram proibidos de pedir dinheiro dentro de aeroportos dos Estados Unidos e também impedidos de vender suas possessões pessoais em troca de dinheiro ou pagamento de serviços para continuar a jornada até as paradas. Alguns participantes tem reportado a existência secreta de um fundo de emergência de US$200 carregado pelos integrantes da equipe de vídeo/áudio que os acompanham onde forem, e que só pode ser usado em caso de extrema necessidade não ligada ao pagamento de qualquer atividade ligada à corrida.

Bandeiras de rota right|50px|A standard Route Marker looks like this. Bandeiras ou marcadores de rota (Route Markers) são bandeiras coloridas nas cores amarelo e vermelho que indicam os lugares onde as equipes precisam ir. A maioria delas é pregada nas caixas pretas que contém as pistas, mas algumas marcam os lugares onde eles tem que cumprir cumprir as tarefas ou marcam o caminho que os times tem que seguir. Na primeira edição elas tinham a cor azul e amarelo mas a partir do segundo ano passaram a ter estas cores. Uma exceção foi feita quando passaram a primeira vez pelo Vietnam, em que os marcadores eram em amarelo e branco para evitar confundir com a própria antiga bandeira do país, amarela e vermelha. Na edição brasileira, as bandeiras e marcadores tinham as cores verde e amarela em homenagem às cores da bandeira do país. Ocasionalmente, outros padrões de cores também foram usados em versões internacionais ou edições específicas do original americano.

Pistas Quando as equipes iniciam uma etapa, chegam às caixas de pistas ou completam certas tarefas, eles recebem ou encontram um envelope marcado com o nome do show dentro do qual estão as pistas que fornecem o caminho adiante ou as próximas tarefas. O texto dela é impresso verticalmente num cartão, algumas vezes acompanhadas de uma folha de papel comum com maiores detalhes sobre a próxima tarefa. Quando a recolhem, obrigatoriamente os times precisam ler suas instruções em voz alta para a câmera antes de seguir o caminho e manter as pistas consigo até o próximo pit stop. As equipes só podem pegar um envelope em cada caixa de pista, mesmo que a percam no caminho e fiquem sem orientação, sob pena de uma penalidade de tempo. Eles não sofrem penalidades por perdê-la mas perderão tempo tentando achála novamente ou tendo que pedir ajuda a outras equipes para saber onde ir ou o que fazer em seguida.

Nos marcadores de rota, as pistas são colocadas dentro de uma caixa preta no topo de uma base também preta. Nas primeiras edições, a caixa continha o exato número de pistas correspondentes ao número de times ainda na corrida, permitindo às equipes indiretamente saber sua posição na corrida contando o número de pistas restantes na caixa. Em edições mais recentes um número extra de pistas passou a ser colocado em cada caixa de maneira a confundi-los.

Rota Rotas (Route Info) são pistas que informam aos times onde ir em seguida. Estas pistas normalmente indicam apenas o nome do próximo destino; é problema das equipes descobrir como chegar lá. O destino pode ser informado explicitamente ou de maneira enigmática, como apenas a bandeira do país de destino, uma fotografia de um lugar que eles devem descobrir qual é e onde fica ou simplesmente uma orientação geográfica como “vá para o ponto mais ocidental da Europa continental”. Nestes casos, os times podem usar qualquer recurso para descobrir o destino da pista, como pedir informações aos locais ou consultar a Internet numa lan-house.