O governo do Afeganistão segue em disputa com o colapso da República Islâmica do Afeganistão após a Queda de Cabul para o Talibã em 15 de agosto de 2021 e o subsequente restabelecimento do Emirado Islâmico do Afeganistão que atualmente é o de facto governo em controle da maioria do país, incluindo seus principais centros urbanos. Em 7 de setembro de 2021, o Talibã anunciou a formação de um gabinete de governo interino para comandar a nação, chefiado pelo Mulá Mohammad Hassan Akhund como Primeiro-ministro. O chefe de estado e supervisor geral do governo afegão é o líder supremo do Talibã, Hibatullah Akhundzada. Este novo governo não foi reconhecido pela comunidade internacional como representantes legais do povo afegão. Os representantes da antiga República Islâmica Afegã continuaram a representar o país nas Nações Unidas, contudo eles não reconheceram a autoridade do governo talibã em Cabul e exortaram a comunidade internacional a também não o fazer.
Entre 2002 e 2021, o governo afegão consistia de um gabinete de ministros, governadores provinciais e uma assembleia nacional democraticamente eleita, com o presidente servindo como chefe de Estado, de governo e comandante-em-chefe das Forças Armadas do Afeganistão. Durante a década de 2010 a política interna afegã era diretamente afetada e influenciada por nações da OTAN, que ocuparam militarmente o país por quase vinte anos, em especial os Estados Unidos, que buscava estabilizar e democratizar o país com um governo alinhado aos interesses americanos. Em 2004, o país outorgou uma nova constituição e um presidente foi eleito. No ano seguinte, uma eleição geral foi convocada para formar um novo parlamento. O governo afegão da antiga República Islâmica era crivado por corrupção e divisões sectárias.
Galeria
Ver também Assembleia Nacional do Afeganistão
Ligações externas Wolesi Jirga, câmara baixa Meshrano Jirga, câmara alta Presidência do Afeganistão Suprema Corte do Afeganistão Notícia sobre as eleições no Afeganistão