Mercês é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de habitantes.

História A região foi, primeiramente, habitada pelos povos indígenas goitacazes. Com os movimentos sertanistas paulistas, diversos povoados foram fundados, em volta dos rios e riachos, entre eles Mercês.

Capelinha das Mercês era como se designava o local, a princípio. Era uma pequena capela coberta com folhas de palmito. Aí se formou a povoação designada, às vezes, por Mercês do Pomba, com gente oriunda principalmente de Barbacena. O padre Jacó Henrique Pereira Brandão foi o primeiro capelão e quem instituiu o patrimônio, conforme escritura de 10 de outubro de 1791.

Em 1811 a capela foi ampliada e melhorada, por iniciativa do alferes José Gonçalves Jorge, José da Costa Batista, Narciso José Cristo e outros moradores. Um novo cemitério foi construído, então, mais próximo à nova igreja. Como a estrada que ligava Vila Rica ao Rio de Janeiro passava pelo povoado de Mercês do Pomba, novas construções foram surgindo ao longo da estrada, o que explica a extensão e mau alinhamento da rua principal.

Em 7 de abril 1841 foi criada a freguesia como Nossa Senhora das Mercês. Em 1882 foi construída a Matriz, por iniciativa do vigário, padre Luís Carlos da Rocha. Em 30 de agosto de 1911 foi criado o município de Mercês do Pomba, desmembrado do de Rio Pomba. Em 7 de setembro de 1923 o município passou a ser denominado "Mercês".

Geografia thumb|300px|Trecho inicial da rodovia AMG-0510, que liga a rodovia MGC-265 à sede do município de Mercês. Localiza-se na Mesorregião da Zona da Mata, a uma latitude 21º11'39" sul e a uma longitude 43º20'29" oeste. O distrito-sede se distância por rodovia a 228 km da capital Belo Horizonte. O munícipio possui uma área de .

Até os anos 60, Mercês era a ponta terminal de uma importante ferrovia local, o Ramal de Mercês (também conhecido como Ramal do Piranga) da Estrada de Ferro Central do Brasil, que escoava a produção cafeeira, canavieira e agrícola e a pecuária da região, além de transportar passageiros do município à cidade próxima de Santos Dumont, onde se entroncava com a linha principal da ferrovia que seguia para o Rio de Janeiro. O ramal foi desativado e extinto em 1969.

O antigo leito ferroviário deu origem a uma estrada vicinal, que corta várias fazendas e áreas rurais da região e onde ainda restam alguns resquícios da antiga ferrovia como restos de dormentes dos trilhos e a Antiga Estação Ferroviária de Mercês (atual agência dos Correios).

Rodovias MGC-265 MG-448 AMG-0510

Relevo, clima, hidrografia A altitude da sede é de 520 m. O clima é do tipo tropical de altitude com chuvas durante o verão e temperatura média anual em torno de 18 °C, com variações entre 24 °C (média das máximas) e 13,8 °C (média das mínimas). (ALMG)

O território do município, banhado pelo rio Pomba e seu afluente rio Paciência, localiza-se no trecho da Serra da Mantiqueira que é o divisor de duas importantes bacias hidrográficas: a bacia do rio Paraíba do Sul e a bacia do rio Doce.

Festas populares A principal comemoração é o Jubileu de Nossa Senhora das Mercês, padroeira da cidade, ocorrendo de 16 a 24 de setembro.

Há também a Exposição agropecuária, seguida de um Torneio Leiteiro, com data móvel, geralmente ocorrendo na primeira semana de julho. Na programação do evento ocorrem shows e diversas ações culturais.

Ver também Arquidiocese de Mariana

Ligações externas

Prefeitura Municipal de Mercês Câmara Municipal de Mercês Perfil na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais Mercês no IBGE Cidades

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