TV Maranhense é uma emissora de televisão brasileira sediada em São Luís, capital do estado do Maranhão. Opera no canal 17 UHF digital, e é afiliada à Rede Brasil de Televisão. A emissora pertence ao Sistema Maranhense de Radiodifusão, de propriedade do ex-deputado estadual Manoel Ribeiro. A sua filha, Kátia Ribeiro, é a presidente do grupo.

História TV Praia Grande (1998-2005) A emissora entrou no ar em maio de 1998, como TV Praia Grande, transmitindo a programação da Rede Manchete, que há menos de 1 ano havia deixado de ser transmitida pela TV São Luís (que na época havia se afiliado a Rede Record). Sua transmissão era em caráter experimental, e nos intervalos comerciais era exibido um aviso musical onde aparecia no rodapé a mensagem "TV Praia Grande, canal 12, em caráter experimental", narrada em off pelo radialista Edmilson Filho.

Mesmo com a crise da Rede Manchete, que levou a rede à extinção em 17 de maio de 1999, a TV Praia Grande acompanhou a fase de transição para RedeTV! (Até então chamada pelo nome provisório de TV!), sendo uma de suas primeiras afiliadas. Nesta mesma época, a emissora, que inicialmente era pertencente ao político João Castelo, foi vendida ao também político Manoel Ribeiro, mudando sua sede, inicialmente no bairro do Turu, para a Madre Deus, na região central de São Luís. Naquele momento, a TV Praia Grande deixou de uma mera repetidora da rede, e começou a exibir seus primeiros programas locais.

Em 2000, com a situação conflituosa entre a TV Cidade e a TV São Luís pela afiliação com a Rede Record, e o fim do contrato com sua afiliada, a Rede Bandeirantes assina com a TV Praia Grande para ser sua nova afiliada, a partir de 13 de agosto. A emissora deixou oficialmente a RedeTV! à meia-noite da data prevista, após a exibição da sessão de filmes TV Terror. Durante uma hora, a emissora tentou sintonizar a programação da nova rede no satélite, chegando até mesmo a exibir um trecho da programação da Rede Globo por alguns minutos, até finalmente iniciar a transmissão da Band, que exibia o filme Os Amantes da Nina. A programação da RedeTV! só voltaria ao ar na Grande São Luís no fim do ano, quando a TV Cidade deixou a Rede Mulher para tornar-se sua afiliada em 20 de novembro daquele ano.

TV Maranhense (2005-presente) Em maio de 2005, mês em que completou 7 anos no ar, a TV Praia Grande mudou de nome para TV Maranhense. A grade de programação, porém, não teve alterações significativas até 2006. Em 2011, seguindo uma pré-determinação da Band para a renovação de contrato e produção de jornalismo local, a TV Maranhense iniciou mudanças em sua programação, com a estreia de novos programas e a reformulação de outros. No entanto, em 2012, a emissora iniciou uma grande crise financeira, sendo demitidos vários profissionais.

Com a crise, ficaram também expostos vários problemas de bastidores, como o sucateamento da emissora, atrasos salariais e também a insatisfação da Rede Bandeirantes com a afiliada. No mesmo ano, como forma de superar a crise, a TV Maranhense contratou o diretor Henrique Neto, que ficou responsável pela criação de uma nova programação para reerguer a emissora.

Em 1.º de setembro do mesmo ano, a TV Maranhense lançou uma identidade visual comemorativa em homenagem aos 400 anos de São Luís, substituindo o tradicional olho azul, usado desde 2005, por uma letra M estilizada. As vinhetas também foram reformuladas, possuindo três versões: Bumba-meu-boi, azulejos e o chitão (tecido usado nas fantasias de fofão do carnaval de São Luís).

Contudo, no dia 10 de dezembro daquele ano, após seis meses na emissora, Henrique Neto deixou a direção de programação da TV Maranhense após seis meses de trabalho, levando consigo boa parte da sua equipe. Com isso, boa parte dos programas criados por ele e sua equipe foram extintos. A partir de 2013, a emissora perdeu a maior parte dos seus contratados para as suas concorrentes, com a sua programação começando a ser feita em parceria com produtoras independentes, fato que se consumou em 2016, quando todos os programas da grade passaram a ser de produção terceirizada.

Em 25 de janeiro de 2018, pegando de surpresa os telespectadores, a TV Metropolitana, emissora então afiliada à Rede Brasil de Televisão, tornou-se afiliada à Rede Bandeirantes, fato que foi confirmado no site da própria rede na lista de emissoras onde então constava a TV Maranhense como afiliada no Maranhão. A desfiliação repentina motivou o proprietário da emissora, Manoel Ribeiro, a entrar com uma liminar no Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, fato que foi confirmado através de uma nota que passou a rodar na programação em 27 de janeiro, onde a emissora alegava possuir contrato com a Band até 2020, e dizia que a afiliação da TV Metropolitana com a rede era "clandestina".

A Band, no entanto, alegou que cumpriu com todas as condições para rescisão previstas em contrato, que de fato havia se encerrado em 24 de janeiro, e que já havia entrado com recurso para reverter a liminar da emissora. Com a questão judicial indefinida, a TV Maranhense continuou a repetir o sinal da Band simultaneamente com a TV Metropolitana, fazendo com que os telespectadores da Grande São Luís possuíssem dois canais transmitindo a mesma programação.

Em 9 de abril, o Diário Oficial da União publicou uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações outorgando o canal 17 UHF (em que a TV Maranhense transmitia) para a Band, causando uma reviravolta no impasse. A TV Maranhense utilizava para o sinal digital desde 14 de novembro de 2015 uma frequência que estava vaga no Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), mas que não estava outorgada para a mesma, infringindo desta forma o artigo 70 do Código Brasileiro de Telecomunicações. A partir do momento em que houve o desligamento do sinal analógico em 28 de março, e a concessão do canal 12 VHF foi homologada pelo MCTIC, a emissora passou a estar tecnicamente ilegal de acordo com o artigo 184 da Lei Geral de Telecomunicações.

Na tarde do dia 17 de abril, por volta das 16h30, horário em que era exibido o programa Brasil Urgente, a TV Maranhense saiu repentinamente do ar. Embora a emissora informasse que aquilo havia sido causado por problemas técnicos, fontes afirmaram que a ANATEL suspendeu a transmissão lacrando os equipamentos. A emissora então entrou com um novo processo judicial, dessa vez, para desautorizar o uso do canal 17 UHF pela TV Metropolitana, que passou a retransmitir sua programação pelo mesmo em 12 de maio, além de solicitar o deslacre dos transmissores para retomar as operações, no que foi acedido pela ANATEL em 6 de agosto. Por volta das 17h de 7 de agosto, a emissora retomou as suas transmissões, durante a exibição do Brasil Urgente, e reestreou seus programas locais em 13 de agosto.

200px|thumb|Antigo logotipo da emissora, utilizado até 2020. A TV Maranhense então continuou a repetir a programação da Rede Bandeirantes até o encerramento da contenda judicial, que deu ganho de causa à rede, cerca de um ano e dois meses depois do seu início. Depois disso, a emissora removeu todas as referências aos programas da Band em sua página oficial e redes sociais. À meia-noite do dia 28 de março de 2019, durante a exibição da sessão Quarta no Cinema, a TV Maranhense cortou a transmissão do filme que estava sendo exibido (Loucos por Dinheiro) e inseriu um comunicado informando que a partir daquele momento tornaria-se afiliada à TV Cultura, após 19 anos de afiliação com a Band. Logo em seguida, abriu sua nova afiliação com a exibição do Persona Em Foco, que já estava em andamento. A emissora substituiu a TV Universitária como retransmissora da TV Cultura, e esta partiu para uma programação independente após perder a afiliação.

Em 1.º de setembro de 2021, o contrato de afiliação com a TV Cultura, que estava previsto para durar dois anos e havia expirado em 27 de março, chega ao fim, e com a não renovação, a TV Maranhense passa a retransmitir a programação da RBTV. A TV Cultura teve o seu sinal reposto em São Luís uma semana depois, em 8 de setembro, através da TV Guará.

Sinal digital 250px|direita|thumb|Sede da emissora, localizada no bairro da Madre Deus, em 2019 Canal virtual Canal digital Resolução de tela Programação 17.1 17 UHF 1080i Programação principal da TV Maranhense / Rede Brasil 17.2 17 UHF 480i Programação Principal da RBTV A emissora iniciou as operações do seu sinal digital em 14 de novembro de 2015, pelo canal 17 UHF, que se encontrava vago no Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital da ANATEL e não estava outorgado para a emissora. O primeiro programa exibido em alta definição pela emissora foi o Giro Geral, em 12 de janeiro de 2017. Após a suspensão das transmissões pela ANATEL em 17 de abril de 2018 e o posterior reinício em 7 de agosto, a emissora deixou de utilizar o canal virtual 12.1 e passou a utilizar o 17.1.

Transição para o sinal digital Com base no decreto federal de transição das emissoras de TV brasileiras do sinal analógico para o digital, a TV Maranhense, bem como as outras emissoras de São Luís e região metropolitana, cessou suas transmissões pelo canal 12 VHF em 28 de março de 2018, seguindo o cronograma oficial da ANATEL. A emissora desligou o transmissor analógico às 23h59, durante a exibição da sessão de filmes Quarta no Cinema.

Programas Jornalismo O primeiro programa jornalístico, e também o primeiro exibido na programação da emissora, foi O Povo com a Palavra (exibido até então pela TV Cidade), que estreou em junho de 1999, apresentado por Jairzinho da Silva. A emissora também cobriu durante aquele ano a CPI do Narcotráfico, acompanhando ao vivo da Assembleia Legislativa do Maranhão os julgamentos que levaram a prisão dois deputados estaduais, dedicando várias horas da programação a cobertura do caso, uma vez que a RedeTV! (na época, chamada apenas de TV!) ainda estava em fase de transição e não havia sido oficialmente inaugurada.

Em setembro de 2000, estreou o boletim informativo Dia Dia Maranhão (baseado no programa homônimo que a Band passava em rede) e sendo apresentado de hora em hora, pelos jornalistas Allan Albuquerque e Tayse Feques. Em 2002, o boletim torna-se um telejornal, se distanciando um pouco da versão nacional e virando uma espécie de "Band Cidade Maranhão", sendo apresentado com duas edições diárias entre 12h30-13h e 19h-19h30.

Em abril de 2006, o jornalista Anaxsandro Moraes deixou o Dia Dia Maranhão e a emissora para ser instrutor de comunicação do Senac, sendo substituído por Karlos Rogger. Além de assumir o telejornal, Rogger acumulou a coordenação de jornalismo, antes chefiada por Gladys Pereira, que também deixou a emissora na mesma época. Em maio, Karlos Rogger viaja para São Paulo para participar do II Encontro Nacional de Jornalismo da Rede Bandeirantes. Em sua ausência, que durou duas semanas, o Dia Dia Maranhão foi apresentado por Sheyle Noleto.

Em setembro, o Dia Dia Maranhão foi transformado no boletim Plantão Dia Dia Maranhão, após a saída de Karlos Rogger da emissora por alegações de salários baixos e carência de pautas. A partir daí, a equipe de jornalismo passou apenas a produzir matérias para o programa O Povo com a Palavra, que remanesceu como o único jornalístico da emissora. No horário do telejornal extinto, a TV Maranhense passou a exibir a edição paulistana do Brasil Urgente, de maio de 2006 a setembro de 2007. Em seguida, a emissora passou a gerar localmente o seriado Família Dinossauro, de setembro a novembro e os seriados Mr. Bean e Mr. Bean: A Série Animada, de novembro a fevereiro de 2008. Após este período exibindo as séries, a emissora passou a gerar localmente o Vídeos Incríveis, de fevereiro a maio, quando voltou a exibir o Brasil Urgente.