O Pajeú é um riacho que corre integralmente na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará, no Brasil. O Forte Schoonenborch, construção de holandeses durante a ocupação do território cearense e que deu origem à atual cidade de Fortaleza, foi erguido na margem direita do riacho. Faz parte da Bacia Vertente Marítima, que engloba, dentre outros, os riachos urbanos Maceió e Jacarecanga.
Topônimo "Pajeú" é um termo de origem tupi, significando rio do curandeiro, através da junção de paîé ("curandeiro") e 'y ("água, rio").Aragão, R. B, Índios do Ceará e Topônimos Indígenas. Fortaleza: Barraca do Escritor Cearense, 1994. pág. 143 O riacho já foi chamado de Rio Marajaik (Riacho das Palmeiras), na época da ocupação holandesa, no século XVII. Posteriormente, chamou-se Rio Ipojuca e Rio da Telha Girão, Raimundo. A Cidade do Pajeú. Fortaleza: Editora Henriqueta Galena, 1982. pág. 84. A denominação atual faz referência à localização da aldeia de índios que ficava na região da fonte do riacho, chamada Aldeota.
Descrição O Pajeú nasce próximo às ruas Silva Paulet, José Vilar, Bárbara de Alencar e Dona Alexandrina e percorre quase 5 000 metros até chegar ao mar, na Praia Formosa. Sua foz fica no "Poço da Draga", onde atualmente existe o estaleiro da Indústria Naval do Ceará. Existem ainda algumas áreas abertas do riacho, mas a maior parte está canalizada em galerias subterrâneas. O Riacho Pajeú encontra-se exposto em área urbanizadas atrás do Mercado Central de Fortaleza, no bosque da Prefeitura de Fortaleza e no Parque Pajeú. Existem outras áreas abertas do riacho, mas que não são áreas públicas.
A canalização do riacho foi efetuada em 1918, pela antiga Diretoria de Obras Públicas. No bosque do Paço Municipal, o riacho é monitorado e limpo.
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