thumb|253px|Espécimes de Inula helenium (Praga, República Checa). thumb|253px|Flores de Inula helenium. thumb|253px|Inflorescência de Inula helenium. Inula helenium L., conhecida pelos nomes comuns de helénio e erva-campeira, é uma espécie de plantas vivazes pertencente à família das Asteraceae (compostas) com distribuição natural no oeste da Eurásia, desde a Grã-Bretanha, onde é de ocorrência comum, estendendo-se pelo centro e sul da Europa e Oriente Médio até aos Himalaias. A raiz, de sabor amargo, é muito aromática, sendo utilizada em medicina tradicional, ervanária e confecção de bebidas.

Descrição I. helenium é uma herbácea rígida, cujo caule recoberto por vilosidades pode atingir 120 cm de altura. A raiz é grossa, bifurcada e mucilaginosa, apresentando um sabor amargo, muito aromática, com odor cânforado.

As folhas são grandes e dentadas, bastante desenvolvidas, oblongas e perfoliadas, ligeiramente suculentas, pedunculadas as mais baixas, as mais altas desigualmente dentadas, muito vilosas na página inferior, dotadas de uma lígula que rodeia o caule.

As flores apresentam coloração amarela, com cerca de 5 cm de largura, com grandes pétalas, cada uma das quais com três marcas escuras na parte terminal, dispostas em inflorescências do tipo capítulo terminal.

O fruto é uma cápsula quase cilíndrica.

Etnobotânica A espécie é amplamente utilizada para fins medicinais, sendo para tal preferidas as plantas com menos de dois a três anos. Para além da inulina (C12H20O10), um carboidrato de reserva que ocorre com o amido, a raiz contém helenina (C6H8O), um estearopteno que pode ser processado para obter cristais aciculares, insolúveis em água mas solúveis livremente em álcoois. Quando se liberta do inula-cãnfora mediante cristalização repetida em álcool, a helenina funde a 110 °C.

No passado, a raiz foi utilizada para fins medicinais e como condimento, tendo na Inglaterra vitoriana obtido uma grande reputação como tónico aromático e estimulante dos órgãos secretores. Como droga, contudo, pouco se utiliza actualmente, salvo na práctica veterinária, ainda que indubitavelmente possua propriedades antissépticas.

Na França e na Suíça foi usada na confecção de absinto.

O nome específico da planta, helenium, deriva de Helena de Troia, de cujas lágrimas derramadas se dizia que a planta tinha brotado. Era sagrada para os antigos celtas, sendo nas línguas nórdicas conhecida por elfwort, o que lhe dava uma ligação aos elfos.

John Gerard recomendava a planta para o tratamento da «falta de alento». Os herboristas actuais prescrevem-na como expectorante e para combater a retenção de líquidos. Também se afirma que possui propriedades antissépticas. Teve alguma aplicação como tónico e para provocar a menstruação.

Taxonomia Inula helenium foi descrita por Lineu e publicada em Species Plantarum 2: 881. 1753.

Os seguintes binomes são considerados sinónimos taxonómicos de I. helenium: Aster helenium (L.) Scop. Aster officinalis All. Corvisartia helenium (L.) Mérat Helenium grandiflorum Gilib. Inula orgyalis Boiss. en PlantList

A espécie está intimamente relacionada com o género Aster.

Ver também Terminologia descritiva das plantas História da botânica Características das asteráceas Óleo de helénio Bibliografia Abrams, L. & R. S. Ferris. 1960. Bignonias to Sunflowers. 4: 732 pp. In L. Abrams (ed.) Ill. Fl. Pacific States. Stanford University Press, Stanford. Cronquist, A.J. 1980. Asteraceae. 1: i–xv, 1–261. In Vasc. Fl. S.E. U. S.. The University of North Carolina Press, Chapel Hill. Cronquist, A.J. 1994. Asterales. 5: 1–496. In A.J. Cronquist, A. H. Holmgren, N. H. Holmgren, J. L. Reveal & P. K. Holmgren (eds.) Intermount. Fl.. Hafner Pub. Co., New York. Fernald, M. 1950. Manual (ed. 8) i–lxiv, 1–1632. American Book Co., New York. Flora of China Editorial Committee. 2011. Flora of China (Asteraceae). 20–21: 1–992. In C. Y. Wu, P. H. Raven & D. Y. Hong (eds.) Fl. China. Science Press & Missouri Botanical Garden Press, Beijing & St. Louis. Flora of North America Editorial Committee, e. 2006. Magnoliophyta: Asteridae, part 6: Asteraceae, part 1. Fl. N. Amer. 19: i–xxiv. Gleason, H. A. & A.J. Cronquist. 1991. Man. Vasc. Pl. N.E. U.S. (ed. 2) i–910. New York Botanical Garden, Bronx. Hitchcock, C. H., A.J. Cronquist, F. M. Ownbey & J. W. Thompson. 1984. Compositae. Part V.: 1–343. In Vasc. Pl. Pacif. N.W.. University of Washington Press, Seattle. Munz, P. A. & D. D. Keck. 1959. Cal. Fl. 1–1681. University of California Press, Berkeley.

Ligações externas

Elecampane at Plants for a Future Elecampane from Grieve, A Modern Herbal

Categoria:Inula Categoria:Plantas medicinais