A Igreja Católica Romana considera o comportamento sexual humano quase sacramental por natureza, e proíbe a actividade sexual entre membros do mesmo sexo, entendendo que os atos sexuais, por natureza, são unitivos e procriativos. Estes ensinamentos desenvolveram-se através de vários concílios ecumênicos e da influência de teólogos, incluindo os Pais da Igreja. Historicamente, a Igreja Católica tem resistido à aceitação da homossexualidade dentro da sociedade cristã o que por vezes resultou em violência e eventuais mortes para aqueles que se consideram parte de tal comunidade.
A Igreja também entende que a complementaridade dos sexos seja parte do plano de Deus para a humanidade. Atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são incompatíveis com essas crenças:
Esses ensinamentos não são limitados à homossexualidade, mas também são a premissa geral para as proibições Católicas contra, por exemplo, fornicação, todas outras formas de sexo não-natural (sodomia), contracepção, pornografia e masturbação.
Aceitação e compaixão A Doutrina da Igreja Católica declara que a atração e o desejo homossexuais, por serem involuntários, não são pecaminosos em si mesmos. Eles são reconhecidos como inclinações desordenadas, de origem em grande medida misteriosa, às quais se deve resistir e buscar superar através da vida sacramental e ascética. O pecado só ocorre na medida de em que haja consciência e pleno consentimento da vontade do indivíduo que se deleita na realização do mesmo, seja este apenas uma fantasia mental ou a própria relação homossexual. Esta última é considerada sempre contrária à natureza da sexualidade tal como inscrita na Lei Natural e é, portanto, "intrinsecamente desordenada". Na visão católica, todo ato sexual deve ser expressão de entrega total entre os esposos, "aberto à vida" e basear-se na complementariedade física e afetiva do masculino e do feminino. O lugar próprio de todo ato sexual, nessa perspectiva, é o compromisso de amor indissolúvel firmado no Sagrado Matrimônio.
Magistério recente buscam amparar e tentam enrender como na liturgia da lei venha se ter espaco sem carater pecaminoso equivocado e continuo entre varias opcoes de reacionamentos, mas a buscar por medidas serem aprovadas na lei da liturgia romana medidas de matrimonio para diminuir a proliferacao sexual sem santidade e sem proposito como praticas entre varios relacionamentos Masturbação Masturbação mútua Homossexualidade onde se ve o pecado nao resolvido e nao santificado em matrinominio aos que buscam essa orientacao sexual Orientação sexual Orientação romântica para se evitar Equívoco e para combater Preconceito deve se buscar haver diretrises de leis na liturgia para que haja limitação no pecado humano mais respeitando a natureza buscando Matrimônio homoafetivo como se busca Casamento eterno entre heterossexuais dentro da Liturgia Liturgia romana Liturgia católica para se por leis , na busca de informar que nao se pode proliferar desse modo de conduta , e agir de forma sem PROPOSITO
Para aqueles que têm atração por pessoas do mesmo sexo, a Igreja Católica oferece o seguinte conselho:
A Igreja Católica Romana considera a castidade um chamado universal, que todas as pessoas devem viver de acordo com o seu estado de vida, seja: celibato leigo, casado, ministro ordenado ou consagrado. Além disso, a Igreja Católica acrescenta que o casamento pode ser vivenciado por qualquer indivíduo homossexual, desde que eles renunciem à sua inclinação carnal e aceitem a vivência do matrimônio tradicional com uma pessoa do sexo oposto.
Magistério recente No dia 31 de agosto de 2005, o papa Bento XVI aprovou um documento eclesiástico segundo o qual, a igreja "não poderá admitir no seminário e nas ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais enraizadas ou apoiam o que se chama a 'cultura gay'". Instrução sobre os critérios de discernimento vocacional acerca das pessoas com tendências homossexuais e da sua admissão ao seminário e às ordens sacras. Segundo o texto a ordenação sacerdotal não é um direito, mas uma vocação, e o fomento à homossexualidade "cria obstáculos a uma relação justa com homens e mulheres".
Este posicionamento do Magistério e outros correlatos foram reafirmados em diversas ocasiões também pelo papa Francisco, e constituem, na visão da Igreja, expressões irreformáveis da doutrina cristã. Da mesma forma, João Paulo II durante o seu longo pontificado diversas vezes escreveu e se pronunciou no mesmo sentido. Quanto à inclinação homossexual, a Carta Homosexualitatis problema afirma: «A particular inclinação da pessoa homossexual, apesar de não ser em si mesma um pecado, constitui todavia uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objectivamente desordenada»Carta Homosexualitatis problema(n. 3) Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais – Homosexualitatis problemaCf. Congregação Para a Educação Católica: A memorandum to Bishops seeking advice in matters concerning homosexuality and candidates for admission to Seminary (9 de Julho de 1985)
A Igreja também vem se opondo de maneira firme e consistente ao projetos de legitimação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em 3 de junho de 2003 a Santa Sé emitiu o documento "Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais" no qual é afirmado que:
"Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimónio e da família, que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. Estas não se encontram em condição de garantir de modo adequado a procriação e a sobrevivência da espécie humana. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial, além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana, não alteraria minimamente essa sua inadequação."
"Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. Estas, de facto, são humanas, quando e enquanto exprimem e promovem a mútua ajuda dos sexos no matrimónio e se mantêm abertas à transmissão da vida."
"Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de facto, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança, segundo o qual, o interesse superior a tutelar é sempre o da criança, que é a parte mais fraca e indefesa."Considerações sobre projectos de união
Debate na Igreja Como se mostrou ser o caso com a maioria das denominações cristãs, os ensinamentos oficiais quanto à homossexualidade foram questionados por católicos leigos, teólogos proeminentes a clérigos ordenados da alta hierarquia. Frequentemente, quaisquer indivíduos promovendo formas de dissidência ou discordância com a posição oficial da igreja foram removidos de suas posições de influência, se ordenados, e até, em algumas circunstâncias, excomungados. De forma geral, há um considerável debate dentro da Igreja Católica Romana - que tem um ensinamento claro e constante que tem sido imutável com relação a esta matéria, quanto à relevância da atual posição sobre a homossexualidade, alguns buscando sua reforma, outros buscando sua preservação.
Dissidência da posição oficial Houve vários casos de indivíduos terem questionado ou promovido entendimentos diferentes da compatibilidade da fé católica romana com uma identidade ou estilo de vida homossexual. Exemplos importantes de teólogos que têm sido críticos das proclamações da igreja quanto à homossexualidade incluem o ex-padre católico Charles Curran, que foi subsequentemente removido da Catholic University of America (Universidade Católica dos Estados Unidos); Curran entendeu que era inapropriado analisar a moralidade de ações de uma perspectiva física, tendo escrito que:
Curran também comentou que a Congregação para a Doutrina da Fé sistematicamente tentou silenciar autores críticos dos ensinamentos sobre a homossexualidade.
O padre católico James AlisonLivros "Fé Além do Ressentimento - Fragmentos católicos em voz gay" e "O Pecado Original à Luz da Ressurreição- A Alegria de Descobrir-se Equivocado", É Realizações Editora www.erealizacoes.com.br argumenta que o entendimento proposto pelo Cardeal Ratzinger na obra Sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais é "incompatível com o Evangelho" e sintetiza que "não pode ser o ensinamento da Igreja". Alison diz que:
Além disso, em a Question of Truth, o padre Dominicado Gareth Moore critica a igreja por ser obcecada por assuntos sexuais e seu suposto 'significado' moral, argumentando que não poderiam na verdade não significar o que queremos que signifique. Moore conclui que: "... não há bons argumentos, nem da Escritura nem da lei natural, contra o que ficou conhecido como relacionamentos homossexuais. Os argumentos apresentados para mostrar que tais relacionamentos são imorais são ruins.Versão original: "... there are no good arguments, from either Scripture or natural law, against what have come to be known as homosexual relationships. The arguments put forward to show that such relationships are immoral are bad."a Question of Truth, (Moore, 2003)
Houve também acadêmicos que produziram publicações desafiando a maneira como a homossexualidade é tratada pelo catolicismo romano. O mais notável é possivelmente o historiador americano John Boswell, autor do livro Christianity, Social Tolerance and Homosexuality (Cristandade, Tolerância Social e Homossexualidade), em que questiona o ensinamento contemporâneo da Igreja quanto à homossexualidade.Christianity, Social Tolerance and Homosexuality, (Boswell, 1976) Ao estudar 60 textos antigos (o mais antigo deles data do século VIII), Boswell diz ter se deparado com evidências escassas de que a Igreja condenava a homossexualidade antes da Idade Média (apenas algumas evidências de condenação vindas dos escritos de santos padres, como São Justino mártir, São João Crisóstomo e outros). O historiador afirma também que a Igreja celebrou casamentos gays durante o primeiro milênio do catolicismo, na Europa. Chegou a essa conclusão ao analisar as descrições de cerimônias de casamento realizadas entre pessoas do mesmo sexo, especialmente entre homens. Elas se assemelhavam às descrições de casamentos heterossexuais também celebrados na época. Na sequência do livro, Same Sex Unions in Pre Modern Europe (Uniões do Mesmo Sexo na Europa Pré-moderna), Boswell diz que que o próprio Jesus foi a uma cerimônia de união entre pessoas do mesmo sexo.Same Sex Unions in Pre Modern Europe, (Boswell, 1994)
Assim como discordância acadêmica na Igreja, houve também discordâncias práticas e ministeriais no clero e hierarquia da Igreja. Um exemplo notável de católicos ordenados que causaram controvérsia devido a suas ações e ministério a homossexuais é o do Frei Robert Nugent e Jeannine Grammick, que criaram o New Waus Ministry, e foram ambos fortemente punidos pela Congregação para a Doutrina da Fé por causa de uma alegada ânsia para dissentir da posição oficial da igreja e até enganar pessoas homossexuais.