František Kupka (também conhecido como Frank Kupka ou François Kupka; 23 de setembro de 1871 – 24 de junho de 1957) foi um pintor e ilustrador checo que transitou do realismo para a arte abstrata, sendo pioneiro do orfismo.Grove Art Online

Biografia

Educação František Kupka nasceu em Opočno (leste da Boêmia) no Império Austro-Húngaro (atualmente na República Tcheca) em 23 de setembro de 1871. De 1889 a 1892, estudou na Academia de Belas Artes de Praga. Nessa época, pintava temas históricos e patrióticos. Kupka matriculou-se na Academia de Belas Artes de Viena, onde se concentrou em temas simbólicos e alegóricos. Foi influenciado pelo pintor e reformador social Karl Wilhelm Diefenbach (1851–1913) e seu estilo de vida naturista. Kupka expôs no Kunstverein, em Viena, em 1894. Seu envolvimento com a teosofia e a filosofia oriental data desse período. Na primavera de 1894, Kupka já se estabelecera em Paris; lá, frequentou brevemente a Académie Julian e depois estudou com Jean-Pierre Laurens na École des Beaux-Arts.1 artwork by or after František Kupka, Art UK: see extended Oxford Dictionary of Art and Artists biography, under "artist profile"

Paris Kupka inscreveu-se na Sorbonne em 1905 para estudar a física do eletromagnetismo e, motivado pelas recentes descobertas de ondas, do hipnotismo de Charcot e o reavivamento de pesquisas do neomesmerismo no fin de siècle, fez experimentos e amalgamou essas teorias em sua arte, junto com suas crenças do budismo, teosofia e sua prática de médium, que continuou em Paris e ao longo de sua vida. Assim, estudou as aplicações do magnetismo animal para o acesso ao inconsciente na pintura. Chegou a especular sobre uso de habilidades telepáticas na arte e em propostas do pintor como um médium, tal como escreve em 1910:Brauer, Fae (14 de dezembro de 2015). «Magnetic Modernism. František Kupka's Mesmeric Abstraction and Anarcho-Cosmic Utopia». In: Ayers, David; Hjartarson, Benedikt; Huttunen, Tomi; Veivo, Harri. Utopia: The Avant-Garde, Modernism and (Im)possible Life (em inglês). Berlim; Boston: Walter de Gruyter GmbH & Co KG"Levando em conta o progresso [...] teríamos motivos para acreditar na possibilidade de novos meios de comunicação, até então desconhecidos, digamos uma comunicação mais direta que pudesse aproveitar o caminho das ondas magnéticas empregadas pelos hipnotizadores [...]. Poderemos esperar a invenção de um raio X capaz de ler a atividade mais sutil, ora invisível ou obscura, tanto do mundo exterior quanto da alma do artista. Seria decidido se o magnetismo pode substituir a pintura. A comunhão seria absoluta, a arte inútil, o universo decifrável à vontade. E o artista seria, no sentido estrito da palavra, um médium."Também empregou a busca de um estado de consciência superior ("superconsciência") em sua advocacia do anarcocomunismo e de uma utopia cósmica, apontando que haveria um progresso no movimento do tempo baseado em vibrações de ondas das pessoas, que formam "ritmo da história":"Desde o início dos tempos registrados, a amplitude das oscilações nunca parou de crescer e os milhares de pequenos ritmos locais se fundiram gradualmente em um ritmo mais amplo: as oscilações mais gerais das nações sucedem aos minúsculos movimentos da vida das cidades, então vem a grande oscilação mundial que faz vibrar a terra inteira e seu povo em um único movimento."

Primeira Guerra Mundial Kupka serviu como voluntário na Primeira Guerra Mundial e é mencionado em La Main coupée, de Blaise Cendrars. Cendrars o descreve como um "soldado orgulhoso, calmo, plácido, forte", mas velho demais para ser soldado, sendo pelo menos 25 anos mais velho que os demais. Quando o regimento partiu de Paris para a frente de batalha em Picardia (marcharam todo o caminho a pé), a Sra. Kupka encontrou a coluna quando chegaram à rotatória de La Défense, perto de onde moravam. Ela marchou com eles, carregando a bolsa e o fuzil do marido. Ela teria marchado até a frente, mas no final do primeiro dia o coronel a mandou prender e a enviou de volta a Paris. Mais tarde, ela foi até as linhas de frente para passar tempo com o marido. O próprio Kupka deixou a frente devido a queimaduras de frio no pé, causadas por noites nas trincheiras com água gelada até a cintura.

Carreira

Kupka trabalhou como ilustrador de livros e cartazes e, durante seus primeiros anos em Paris, tornou-se conhecido por seus desenhos satíricos para jornais e revistas. Em 1906, estabeleceu-se em Puteaux, subúrbio de Paris, e no mesmo ano expôs pela primeira vez no Salon d'Automne. Em 1907, publicou seu autorretrato A Escala Amarela, considerado sua obra-prima. Kupka ficou profundamente impressionado com o primeiro Manifesto Futurista, publicado em 1909 no Le Figaro. A pintura de Kupka de 1909, Teclado de Piano/Lago, marcou uma ruptura em seu estilo representacional. Seu trabalho tornou-se cada vez mais abstrato por volta de 1910–1911, refletindo suas teorias sobre movimento, cor e a relação entre música e pintura (orfismo). Em 1911, participou das reuniões do Grupo de Puteaux (Section d'Or). Em 1912, expôs sua Amorpha, Fuga em Duas Cores, no Salon des Indépendants, na sala cubista, embora não desejasse ser identificado com nenhum movimento. Criação nas Artes Plásticas, um livro que Kupka concluiu em 1913, foi publicado em Praga em 1923.

Em 1931, foi membro fundador do Abstraction-Création. Em 1936, seu trabalho foi incluído na exposição Cubismo e Arte Abstrata no Museu de Arte Moderna de Nova York e em uma importante mostra com outro pintor tcheco, Alphonse Mucha, no Jeu de Paume em Paris. Uma retrospectiva de seu trabalho ocorreu na Galerie Mánes em Praga em 1946. No mesmo ano, Kupka participou do Salon des Réalités Nouvelles, onde continuou a expor regularmente até sua morte. No início dos anos 1950, obteve reconhecimento geral e teve várias exposições individuais em Nova York.

Entre 1919 e 1938, Kupka foi apoiado financeiramente por seu bom amigo, colecionador de arte e industrial Jindřich Waldes, que acumulou uma coleção substancial de sua arte. Kupka morreu em 1957 em Puteaux, França.

Obra Entre os primeiros estudos de cor de Kupka, sua pintura A Escala Amarela (c. 1907) centra-se no próprio amarelo. Ele começou a desenvolver suas próprias rodas de cores (c. 1910), inspirado por Isaac Newton e Hermann von Helmholtz, o que levou a uma série de pinturas, "Discos de Newton" (1911–1912). Seu forte interesse pela teoria das cores e a libertação das cores de associações descritivas podem ter influenciado Robert Delaunay.

Planos por Cores O Colorido Reminiscência de uma Catedral Espaço Azul A Broca Mecânica

Obras na Coleção Peggy Guggenheim, Veneza, Itália: Estudo para Mulher Colhendo Flores (Femme cueillant des fleurs), Estudo para Amorpha, Cromática Quente, Chromatique chaude e para Fuga em Duas Cores (Fugue a deux couleurs), Planos Verticais (Plans verticaux), 1911–1912 Estudo para Organização de Motivos Gráficos I (Localisations de mobiles graphiques I), Em torno de um ponto (Autour d'un point),

Outras obras incluem A Catedral (Katedrála).

Em março de 2021, Le Jaillissement II de Kupka foi vendido por 7.551.600 em um leilão organizado pela Sotheby's, até agora o preço mais alto por sua obra.

Vida pessoal Kupka era vegetariano e interessava-se pela teosofia."František Kupka: A free and lonely pioneer of abstraction" . artfactproject.com. Acessado em 30 de dezembro de 2021."Kupka, Pioneer of Abstraction, At Grand Palais". ideelart.com. Acessado em 30 de dezembro de 2021. Praticava como médium espírita e alegava ter experimentado trances clarividentes.Moffitt, John F. (2012). Alchemist of the Avant-Garde: The Case of Marcel Duchamp. State University of New York Pre. p. 85. Wuppuluri, Shyam; Wu, Dali. (2019). On Art and Science: Tango of an Eternally Inseparable Duo. Springer. p. 77. Ele acreditava em formas-pensamento, o que influenciou sua obra de arte.Meecham, Pam; Sheldon, Julie. (2000). Modern Art: A Critical Introduction. Routledge. p. 68. Suas visões teosóficas inspiraram sua pintura Discos de Newton (Estudo para "Fuga em Duas Cores"). Ele também praticava naturismo.Rothstein, Mikael; Hammer, Olav. (2013). Handbook of the Theosophical Current. Brill. pp. 437–438.

Ver também

Kupka e a Teosofia

Referências

Bibliografia

Kupka, František. La Création dans Les Arts Plastiques. Paris, 1923; editado e traduzido por E. Abrams, 1989.

Kupka, František. La Création dans Les Arts Plastiques. Paris, 1923; editado e traduzido por E. Abrams, 1989.

Ligações externas

Frantisek Kupka WikiPaintings Frantisek Kupka Centre Pompidou Links para obras de Kupka Artcyclopedia Ver obras de Kupka no Budarts Budarts The Athenaeum Lista e imagens das obras de Kupka Exposição permanente da coleção Waldes de František Kupka Museu Kampa, Praga A Escala Amarela Museu de Belas Artes de Houston Museum magical Arts - princípio que aparece na natureza, arquitetura e matemática. Art - Nouveau, The Athenaeum Coleção Particular

Categoria:Pintores da Chéquia Categoria:Anarquistas da Chéquia Categoria:Médiuns