Barotrauma de ouvido médio ou barotite média é uma inflamação crônica ou aguda, causada pelo aumento ou diminuição da pressão no ouvido médio, devido às alterações da pressão atmosférica. É a patologia mais prevalente no mergulho em atividades de altitude, devido à dificuldade de equalizar a pressão entre o ambiente externo e o ouvido médio.

Causas e fatores de risco A tuba auditiva liga a orelha média à nasofaringe e alivia a pressão da orelha média. O barotrauma está relacionado à uma falha no funcionamento da tuba auditiva, na qual a pressão de ar é desigual ou maior do que a pressão no exterior, o que faz com que o tímpano se retraia, levando a desconforto ou dor.JAN, T. A. Barotrauma do ouvido. Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-ouvido-nariz-e-garganta/doen%C3%A7as-do-ouvido-m%C3%A9dio/barotrauma-do-ouvido>.

‌ Qualquer situação que possa implicar na ventilação da orelha média por meio da tuba auditiva pode desenvolver um barotrauma de ouvido médio.

O bloqueio das vias aéreas por muco, inflamação ou outra causa, pode levar à barotite média, pois o ar que está dentro do ouvido médio não consegue sair adequadamente.

Sintomatologia e diagnóstico Os sintomas do barotrauma do ouvido abrangem uma variedade de desconfortos. A dor no ouvido, pode ser de leve a intensa e é um dos principais indicativos, dependendo do grau e da gravidade do barotrauma. A sensação de plenitude auricular, semelhante a ter água no ouvido ou algo obstruindo, também é um sintoma comum. Pode ocorrer zumbido e tontura, e em casos mais graves, sangramento pelo ouvido. Além disso, é comum a perda auditiva temporária. Este sintoma persiste até que a pressão no ouvido médio seja equalizada.

O diagnóstico é realizado pelo médico otorrinolaringologista por meio de avaliação clínica e exame físico, podendo incluir exames adicionais, para auxiliar no processo do diagnóstico ou de exclusão de outras possíveis causas.

Inicialmente é realizada entrevista ou anamnese com o paciente, incluindo perguntas sobre a história médica, exposição de mudança de pressão atmosférica, como viagem de avião e mergulhos.

Em seguida é feito o exame físico com otoscópio para identificar possíveis sinais de barotrauma, como vermelhidão e inchaço na membrana timpânica. Além disso, pode também ser solicitada uma audiometria, para verificar como está a audição do paciente e timpanometria para verificar a mobilidade da membrana timpânica e a pressão no ouvido médio. miniaturadaimagem|Perfuração da membrana timpânica Na literatura é possível encontrar a Escala de Edmonds utilizada para classificar a gravidade do barotrauma do ouvido médio. Foi desenvolvida pelo Dr. Edmonds e Dr. Michael Tancred, passando ao longo dos anos por diversas alterações. Apesar disso, ainda é utilizada por diversos pesquisadores que estudam sobre o tema.

Grau 0: barotrauma leve, com sintomas mas sem sinais de lesão. Grau I: abaulamento da membrana timpânica. Grau II: abaulamento com pontos hemorrágicos na membrana timpânica. Grau III: hemorragia difusa na membrana timpanica. Grau IV: hemotímpano. Grau V: perfuração da membrana timpânica.

Existem outras escalas para classificação da barotite média.

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