Gotemburgo (;15px ouça a pronúncia) ou GoteburgoCiberdúvidas da Língua Portuguesa – A grafia portuguesa de topónimos estrangeiros é a 2ª maior cidade da Suécia, depois da capital Estocolmo. Está situada na pequena porção da província da Västergötland que atinge o mar, e localizada nas duas margens do rio Göta, imediatamente antes de este desaguar no estreito de Categate.

É composta por uma parte maior, na margem sul do rio, e por uma parte menor na sua margem norte, na ilha de Hisingen. É a maior cidade portuária e a segunda maior cidade industrial do país, assim como um importante polo comercial.

Tem uma área de km² e uma populacão de habitantes (2021). É a sede da comuna de Gotemburgo, a capital do condado da Västra Götaland e a sede da diocese de Gotemburgo.

Etimologia e uso O nome geográfico Göteborg é composto por Göte (talvez aludindo ao rio Göta, talvez aludindo ao antigo povo Göta, residente outrora na região) e borg (povoação fortificada”). Tem tradicionalmente sido sido associado ao rio Göta, nas margem do qual a cidade está localizada, mas é igualmente possível que o nome lhe tenha sido atribuído por alusão ao povo Göta, um dos fundadores ”esplendorosos” do reino da Suécia.

A cidade é conhecida como Gotemburgo em português, espanhol e italiano histórico, Gothenburg em inglês, alemão e neerlandês e Gothenbourg em francês. Enquanto que em algumas línguas, há uma tendência para regressar à forma vernácula Göteborg, nos textos suecos em inglês há a tendência oposta de voltar à grafia Gothenburg.

Em textos em português, é usada a forma aportuguesada Gotemburgo.

História 350px|miniatura|direita|Gustav II Adolf aponta o local da nova cidade Nos séculos XVI e XVII, a Suécia tinha como único acesso ao Mar do Norte a estreita faixa do vale do rio Gota, ladeada pelos territórios dos agressivos vizinhos dinamarqueses e noruegueses. A situação fronteiriça da Suécia tornava imperativa a presença de uma cidade portuária fortificada, para controlar essa área, e ser capaz de resistir aos constantes ataques e ocupações feitas pelas rivais Dinamarca e Noruega.

Segundo a tradição, no ano de 1619, o rei Gustav II Adolf subiu a uma elevação no lugar do atual centro de Gotemburgo, e com um gesto grandioso apontou o local da futura urbe, e disse: "Aqui vai ser a cidade!" (Här skall staden ligga!). O encargo de sanear os terrenos alagadiços, e construir edifícios, canais e fortificações foi dado a um grupo de algumas centenas de holandeses. Em 1621, o rei concedeu uma carta de privilégio régio à nova cidade, escrita em sueco e alemão, nascendo assim a Gotemburgo dos nossos dias, inicialmente com uma população e um carácter marcadamente holandeses. O plano dos canais da cidade é por isso idêntico ao usado para a construção dos canais em Jacarta (Indonésia).

O brasão da cidade foi baseado no leão do brasão do país, simbolicamente segurando um escudo com o emblema nacional, as Três Coroas, defendendo a cidade dos seus inimigos. Alguns anos mais tarde, pelo Tratado de Roskilde, em 1658 as províncias dinamarquesa Halland (no sul) e norueguesa Bohuslän (no norte) foram entregues à Suécia. Com uma situação menos exposta, Gotemburgo pôde crescer, tornando-se num importante porto comercial na costa oeste.

esquerda|thumb|350px|Götaplatsen, em Gotemburgo

Nos séculos XVII e XVIII, a cidade era essencialmente composta por casas de madeira e uns poucos edifícios de pedra. Ainda no século XVII, tinha surgido no exterior das muralhas, em Haga, Masthugget e Majorna, uma série de estaleiros, manufaturas e cais de embarque e desembarque, acompanhados de bairros operários. Este período foi marcado pela ascensão da indústria pesqueira, e sobretudo pela fundação, em 1731, da Companhia Sueca das Índias Orientais, com a qual a cidade prosperou devido ao volume de negócios originados pelas lucrativas expedições aos países asiáticos. Em Majorna, estavam igualmente sediados os corsários suecos, capitaneados por Lars Gathenhielm.

O porto cresceu e expandiu até se tornar o principal porto de trocas comerciais da Suécia. Anos difíceis, com crises agrícolas e fome, culminando na década de 1860, provocaram a emigração massiva de mais de 1 milhão de suecos para a América do Norte, sendo Gotemburgo o principal ponto de saída do país. Por esta razão, é possível encontrar cidades norte-americanas com nomes suecos, incluindo Gothenburg no Nebraska (Estados Unidos).

Gotemburgo desenvolveu-se como cidade industrial moderna no século XIX, com o aparecimento de fábricas e indústrias em Gamlestaden, Gårda e Krokslätt, e novos estaleiros em Lundby, na ilha de Hisingen, na década de 1870. A população aumentou dez vezes nesse período: de 13 000 (em 1800) até 130 000 (em 1900).

No século XX, esta tendência expansiva continuou, com o estabelecimento de importantes indústrias e instalações portuárias, como a SKF (empresa de produtos de aplicação industrial, estabelecida em 1907), a Volvo (empresa fabricante de veículos comerciais, estabelecida em 1927), e o porto de Skandiahamnen. A infraestrutura urbana da cidade foi modernizada, com a implantação do acesso à água, aos esgotos, à eletricidade, à rede de elétricos (PORTUGAL elétricos, BRASIL bondes), aos espaços verdes ajardinados, às autoestradas, ponte e túneis, lado a lado com a criação de novos bairros habitacionais, como Guldheden, Järnbrott e Kortedala. Na esteira deste otimismo e ímpeto renovador, foram demolida áreas tradicionais em Landala, Nordstaden e partes de Majorna e Masthugget. Um vaga de protestos travou o processo, salvando Annedal, Landala, Majorna e Kungsladugård, hoje em dia restauradas e combinando modernidade com tradição.

Nos anos 70, a crise do petróleo, abanou a estrutura industrial da cidade, causando um período de recessão industrial, económica e habitacional. A concorrência internacional levou ao encerramento dos estaleiros e de muitas das indústrias ligadas à navegação marítima nos anos 80. O desemprego crescente levou aos apartamentos vazios.

A reação à crise, veio com uma maior consciência ambiental e cultural, impulsionando o desenvolvimento de novas áreas ligadas ao comércio, à educação e à cultura, assim como um florescimento da indústria ligada à tecnologia de ponta. A Volvo continuou sendo a maior empregadora do ramo automobilístico, a par de diversos ramos comerciais de companhias de software. Pela mão de Göran Johansson, então presidente do município (BRASIL prefeito), a cidade encetou um período de densificação urbana e construção de novas habitações, e de implementação de projetos viários e culturais - centro do bairro de Angered, Túnel de Göta, Ópera de Gotemburgo, Museu da Cultura Mundial, Universeum.

Geografia Gotemburgo está situada na Costa Oeste da Suécia, no condado da Västra Götaland, sendo banhada pelo Categate (um estreito do Mar do Norte) e pela foz do rio Gota. O arquipélago de Gotemburgo consiste de ilhas com uma constituição rochosa agreste, típica de toda a costa da província da Bohuslän. Graças à corrente do Golfo, a cidade possui um clima temperado marítimo ameno, com humidade e pluviosidade consideráveis, caracterizado por verões relativamente frescos e invernos comparativamente suaves.

A Área Metropolitana de Gotemburgo abrange os municípios de Gotemburgo, Mölndal, Partille, Härryda, Lerum, Ale, Kungälv, Öckerö, Tjörn, Stenungsund, Lilla Edet, Alingsås, no condado da Västra Götaland, e a comuna de Kungsbacka, no condado de Halland.

Demografia Tal como a maioria das áreas metropolitanas na Suécia, Gotemburgo tem uma larga população imigrante. De acordo com o Centro de Estatísticas da Suécia (Statistiska centralbyrån) em 2005, existem 93 965 imigrantes na cidade, o que representa cerca de 20% da sua população. Destes, 10% provêm do Irão e 9% da Finlândia. A população de proveniência iraniana, assim como a população originária de outros países do Médio Oriente e também da ex-Jugoslávia, encontra-se concentrada na área de Angered e outros subúrbios no nordeste da cidade. Esta concentração de população tem sido alvo de críticas por parte do Comité Sueco de Integração (Integrationsverket), já que estas áreas são cada vez mais alvos de discriminação.

Governo e subdivisões thumb|direita|Prefeitura de Gotemburgo

Governo da cidade

De quatro em quatro anos, a população da cidade elege uma Assembleia Municipal (Kommunfullmäktige), com 81 deputados municipais. Refletindo a composição da assembleia, é formado um Conselho Municipal (Kommunstyrelse), composto por 13 vereadores e 5 vice-vereadores, liderado pelo presidente do município (Ordförande i kommunstyrelsen).

Subdivisões políticas e administrativas

Desde 2021, a cidade de Gotemburgo está geograficamente dividida em 4 grandes "distritos municipais" (stadsområden):

Nordost (Nordeste) Centrum (Centro) Sydväst (Sudoeste) Hisingen (Hisingen)

Em paralelo, as suas diversas funções administrativas são executadas por "administrações municipais" (fackförvaltningar och nämnder):

Apoios sociais, instituições da terceira idade, serviços de apoio ao domicílio Educação escolar e pré-escolar, educação de adultos, formação profissional Cultura Tempos livres, desporto, associações Ambiente e clima Desenvolvimento urbano, ambiente citadino e património municipal Apoio técnico, reciclagem e água Democracia e serviço de cidadania Arquivo de Gotemburgo e da Região Västra Götaland Intraserviço Tutela e curadoria Compras e aquisições

Economia 300px|thumb|right|A antiga fábrica da SKF em Gotemburgo Gotemburgo é um importante pólo econômico da Escandinávia, devido à sua localização central em relação a Estocolmo, Copenhaga e Oslo, e igualmente devido ao seu peso industrial e comercial.

Através do Porto de Gotemburgo – o maior dos Países Nórdicos - são exportados carros e caminhões da Volvo, rolamentos de esferas da SKF e papel.

A Companhia de navegação Stena Line tem ligações permanentes com a Dinamarca, a Alemanha, a Noruega, a Polónia, a Grã-Bretanha, a Irlanda e a Holanda.

Algumas das maiores empresas da Escandinávia estão sediadas em Gotemburgo: Volvo, SKF, ESAB, Hasselblad. Outras indústrias muito dinâmicas são a farmacêutica e bio-tecnológica - AstraZeneca e Nobel Biocare – e as tele-comunicações – Ericsson.

Grandes empresas de Gotemburgo

Volvo Cars AB Volvo Universidade Técnica Chalmers SKF Volvo Information Technology Ericsson AstraZeneca Postnord Sverige AB Samhall SCA Hygiene Products Saab Automobile Telia Scandinaviska Enskilda Banken Stena Metall Stena Line Cellmark Bilia AkzoNobel ICA Dentsply Keolis Adecco Schenker AG Investment AB Latour

Fontes:Här är Göteborgs största företag (Estas são as maiores empresas de Gotemburgo)

De största företagen efter omsättning i Västra götalands län (As maiores empresas segundo o volume de vendas)

Göteborgsregionens 100 största arbetsgivare 2011 Infraestruturas thumb|300px|Estação Central de Gotemburgo thumb|300px|Aeroporto de Gotemburgo-Landvetter right|thumb|300px|O porto de Gotemburgo right|thumb|300px|O Túnel de Göta right|thumb|300px|Um elétrico/bonde em Gotemburgo thumb|300px|A Ponte de Alvsburgo

O principal aeroporto da cidade (Göteborg Landvetter) situa-se em Landvetter, a 20 km a leste de Gotemburgo. Ele pode ser acessado via ônibus direto do centro da cidade. Um segundo aeroporto (Gotemburgo-City), de menores dimensões, situa-se a 14 km a norte da cidade. A Estação Central de Gotemburgo (Centralstationen) e o terminal Nils Ericson são outros importantes centros de comunicação da cidade, com autocarros e comboios comunicando com diversos pontos da Suécia, assim como com ligações a Oslo e Copenhaga. Diversas linhas de ferry-boat ligam a cidade a Frederikshavn, Kiel, Kristiansand e Newcastle. O porto registou um movimento de mais de 2,2 milhões de pessoas em 2005.