Este artigo lista as participações do Botafogo de Futebol e Regatas na Copa Libertadores da América.
Ao todo, a equipe alvinegra participou de oito edições da principal competição continental de clubes da América do Sul. A melhor campanha foi em 2024, quando foi campeão diante do Atlético Mineiro. Já a pior campanha foi na edição de 2026, eliminado na frase preliminar.
Participações Copa LibertadoresParticipações: 8AnoFase máximaPosição 1963 Semifinal 3.º 7 5 3 1 1 6 6 0 1969 colspan="10" 1973 Semifinal 5.º 14 11 6 2 3 25 18 +7 1996 Oitavas de final 14.º 8 8 2 2 4 11 13 –2 2014 Fase de grupos 19.º 10 8 3 1 4 9 8 +1 2017 Quartas de final 5.º 24 14 7 3 4 13 9 +4 2024 Campeão 1.º 30 17 8 6 3 31 17 +14 2025 Oitavas de final 9.º 15 8 5 0 3 9 7 +2 2026 3.ª fase 36.º 4 4 1 1 2 3 3 0Total 112 75 35 16 24 107 81 +26
1963 O Botafogo participou pela primeira vez da Libertadores em 1963, após ter sido vice-campeão da Taça Brasil de 1962. A primeira fase consistia em três grupos, dos quais o primeiro colocado de cada chave se classificaria para a semifinal, juntamente com o , vencedor da edição anterior.
O esquadrão alvinegro contava com ídolos como Nilton Santos, Jairzinho e Garrincha, mas este último já enfrentava sérios problemas no joelho direito, desfalcando a equipe na maioria dos jogos. Mesmo assim, o Glorioso avançou sem problemas em seu grupo, com 100% de aproveitamento (incluindo a partida contra o , que não ocorreu devido à desistência do time colombiano). Na semifinal contra o Santos, empatou a partida de ida no Pacaembu, mas perdeu o jogo de volta no Maracanã após uma partida extraordinária de Pelé, que marcou três gols.
Fase de grupos Grupo 1 Equipe6330051+43411223–11301203–3 Classificado à fase final Eliminados
Partidas
Fase final Partidas
Artilheiros GolsJogador1 Antoninho Élton Jair Bala Jairzinho Nilton Santos Rildo
1973 Vice-campeão do Brasileirão de 1972, o Botafogo conquistou o direito de disputar pela segunda vez a Libertadores no ano seguinte. O esquadrão Glorioso gozava de imensa reputação internacional, com três jogadores campeões mundiais em 1970, Jairzinho, Roberto Miranda e Brito, além de outros craques como Dirceu, Fischer, Marinho Chagas, Scala e Wendell. Na fase de grupos, a equipe comandada por Sebastião Leônidas terminou na primeira colocação, superando , e .
Entretanto, o regulamento à época não previa critérios de desempate. Como Botafogo e Palmeiras terminaram a chave com o mesmo número de pontos e apenas um time poderia seguir na competição, foi preciso um jogo extra para definir quem avançaria para o triangular semifinal. Diante de quase 90 mil pessoas no Maracanã, o time carioca superou o paulista mais uma vez. Na fase seguinte, o alvinegro não foi páreo em um grupo com e : com apenas um empate e duas derrotas nas três primeiras partidas, o clube foi eliminado antes mesmo do último jogo, quando finalmente saiu vitorioso, mas sem ter o que comemorar.
Fase de grupos Grupo 2 Equipe96411159+696411106+44612389–126024413–9 Disputam jogo do desempate Eliminados
Partidas
Jogo do desempate Partida
Fase semifinal Grupo B Equipe54211109+14420289–134112880 Classificado à final Eliminados
Partidas
Artilheiros GolsJogador5 Dirceu4 Fischer Jairzinho Marinho Chagas Roberto Miranda1 Ferretti Tuca Zequinha
1996 A classificação para a Libertadores de 1996, depois de 23 anos de ausência, foi obtida graças ao título do Campeonato Brasileiro de 1995. O grupo do Botafogo era formado por equipes brasileiras e chilenas e os três primeiros colocados se classificavam às oitavas de final.
Mesmo com uma campanha irregular, com mais derrotas do que vitórias, e com uma mudança de técnicos durante a competição – em abril, o jovem Ricardo Barreto assumiu no lugar de Marinho Perez – o alvinegro conseguiu terminar a primeira fase na terceira colocação da chave. Nas oitavas de final, o adversário foi o , equipe que entrou diretamente nessa fase por ter sido campeã do ano anterior. Após empatar no Maracanã, o Botafogo foi derrotado no jogo da volta em Porto Alegre por 2–0 e foi eliminado.
Fase de grupos Grupo 4 Equipe136411136+7106312770762131010046114613–7 Classificados à fase final Eliminado
Partidas
Fase final Partidas
Artilheiros GolsJogador3 Bentinho Dauri2 Túlio1 Jamir Jefferson
2014 Depois de conquistar a quarta posição na Série A de 2013, o Botafogo voltou a disputar a Libertadores após 18 anos de ausência. Na primeira fase, enfrentou o e saiu derrotado do primeiro confronto no Equador, mas aplicou uma goleada de 4–0 no Maracanã com três gols de Wallyson e avançou na competição.
Na fase de grupos, estreou vencendo bem o no Maracanã, e chegou a ter a chance de garantir a classificação para as oitavas de final de forma antecipada. No entanto, o ambiente no clube era muito ruim com salários atrasados desde a temporada anterior e protestos dos jogadores, além de um treinador inexperiente no comando – o ex-técnico do sub-20 Eduardo Hungaro. Em meio à crise, o alvinegro saiu derrotado em casa diante do na penúltima rodada e teve que decidir a vaga contra o San Lorenzo, em Buenos Aires. No confronto final, o Botafogo foi eliminado melancolicamente após perder por 3–0, enquanto os argentinos conseguiram avançar de forma heroica e, posteriormente, ainda garantiram o título inédito do torneio.
Fase preliminar Partidas
Fase de grupos Grupo 2
Partidas
Artilheiros GolsJogador4 Wallyson3 Ferreyra1 Bolívar Henrique
2017 O Botafogo se classificou para a Libertadores de 2017 após terminar na quinta colocação da Série A de 2016. Pela primeira vez, a competição contou com três eliminatórias preliminares antes da fase de grupos; e o alvinegro entrou na segunda fase contra o . Após eliminar os chilenos com uma vitória e um empate, encarou o na terceira fase e se classificou nos pênaltis, após o goleiro Gatito Fernández defender três cobranças dos paraguaios.
Na fase de grupos, o Botafogo caiu em uma das chaves mais difíceis ao lado do , do e do atual campeão . Ainda assim, o time comandado pelo técnico Jair Ventura ficou em primeiro lugar com três vitórias, um empate e duas derrotas. Nas oitavas de final, o adversário foi o e o Glorioso avançou com duas vitórias. Nas quartas de final, porém, a equipe não foi páreo para o , que viria a ser o campeão desta edição, e foi eliminada. Ao todo, o Botafogo enfrentou seis campeões da Libertadores em uma mesma edição e, de forma inédita até então, eliminou cinco deles – superando o recorde do que eliminou quatro campeões na Libertadores de 2004. Com cinco gols no torneio, o atacante Rodrigo Pimpão igualou as marcas de Dirceu e Jairzinho, tornando-se o maior artilheiro do Botafogo na história das Libertadores.
Fase preliminar Partidas
Fase de grupos Grupo 1
Partidas
Fase final Partidas
Artilheiros GolsJogador5 Rodrigo Pimpão1 Airton Bruno Silva Camilo Guilherme João Paulo Roger Sassá
2024 Após uma campanha frustrante no Campeonato Brasileiro de 2023, quando fez o melhor primeiro turno da história e liderou a competição em quase todas as rodadas, o Botafogo teve que se contentar com a 5.ª colocação, o que lhe assegurou uma vaga na fase preliminar da Copa Libertadores de 2024. Era o retorno à principal competição da América do Sul após sete anos.
A disputa logo começou com uma nova decepção: na estreia contra o , na altitude de Cochabamba, o alvinegro conseguiu abrir o placar mesmo após desperdiçar uma cobrança de pênalti, porém sofreu o gol de empate no último minuto. No jogo da volta, no entanto, o Botafogo não deu chances para o rival boliviano e goleou por 6–0 em noite inspirada de Júnior Santos, que marcou quatro gols. O adversário seguinte foi o : após vencer a primeira partida, no Estádio Nilton Santos, o Glorioso segurou o empate no segundo confronto, mesmo com um jogador a menos, e garantiu a classificação para a fase de grupos. Com oito gols em quatro jogos, Júnior Santos se tornou, já nessa fase da competição, o maior artilheiro do Botafogo em todas as edições de Libertadores.
A fase de grupos começou de forma complicada para o Botafogo, com derrotas nos dois primeiros jogos para e . Entre essas duas partidas, o clube mudou seu comando técnico e contratou Artur Jorge. Aos poucos, o treinador português colocou o time nos eixos e venceu os três jogos seguintes da Libertadores, garantindo a classificação antecipada à fase de mata-mata. No último jogo da fase de grupos, o empate sem gols diante do Junior de Barranquilla deixou o alvinegro na segunda colocação, o que gerou expectativas por um adversário difícil logo nas oitavas de final.
No sorteio da fase final, o Botafogo ficou no lado considerado o mais difícil do chaveamento, a começar pelo nas oitavas. John Textor, dono da SAF alvinegra, destacou o rival brasileiro como "grande adversário" e anunciou o jogo como uma "revanche", após o clube paulista ter ficado com o título do Brasileirão no ano anterior. No primeiro jogo do confronto, vitória botafoguense por 2–1; já na partida da volta, o empate por 2–2 garantiu a vaga ao Botafogo.
O adversário seguinte foi outro brasileiro: nas quartas de final, o time encarou o e, após dois empates, o Botafogo conquistou a classificação na disputa por pênaltis. O Glorioso retornava a uma semifinal de Libertadores após 51 anos. O rival agora era o : com um segundo tempo impecável, o alvinegro aplicou uma goleada de 5–0 no jogo de ida e praticamente sacramentou a classificação inédita para a decisão, que foi confirmada mesmo com a derrota no jogo da volta.
Na grande final da Libertadores, disputada no Estádio Mâs Monumental, em Buenos Aires, o adversário foi o . O jogo contou com a presença de aproximadamente 72 mil torcedores, sendo 69.803 pagantes, a maioria deles botafoguenses, segundo informações de bilheteria divulgadas pela CONMEBOL. Foi o maior público de uma final desde a implementação do jogo único, em 2019. Em campo, o Botafogo teve o volante Gregore expulso logo no primeiro minuto, após falta cometida aos 29 segundos, e precisou jogar todo o restante da partida com um jogador a menos. Ainda assim, o time da Estrela Solitária conseguiu se organizar em campo, mesmo sem fazer nenhuma substituição no primeiro tempo, e abriu o placar com Luiz Henrique aos 35 minutos. Menos de dez minutos depois, o próprio Luiz Henrique foi derrubado na área pelo goleiro Éverson e o pênalti foi marcado após revisão do VAR. O lateral-esquerdo Alex Telles cobrou e ampliou o marcador. Logo no início do segundo tempo, o Atlético Mineiro descontou com Eduardo Vargas. Porém, o Botafogo segurou a pressão atleticana e ainda conseguiu fazer o terceiro gol no final da partida, com o artilheiro do torneio Júnior Santos, fechando a final em 3–1 e garantindo o título inédito.
Fase preliminar Partidas
Fase de grupos Grupo D
Partidas
Fase final Partidas
Artilheiros GolsJogador10 Júnior Santos4 Luiz Henrique Savarino3 Igor Jesus2 Eduardo Hugo Thiago Almada1 Alex Telles Barboza Jeffinho Tiquinho Soares
2025 Defensor do título, o Botafogo foi alocado automaticamente como cabeça de chave do Grupo A e teve como adversários dois velhos conhecidos e um rival inédito: (que ficou no mesmo grupo do Glorioso em 2017) e (que esteve na mesma chave do alvinegro em 1996), além do , o primeiro adversário venezuelano na história do clube na Libertadores.
Sob o comando do técnico Renato Paiva, a fase de grupos começou com duas derrotas nos três primeiros jogos, porém a equipe engatou três triunfos em sequência nas rodadas finais e garantiu a classificação em segundo lugar após derrotar a Universidad de Chile por 1–0, no Nilton Santos, mesmo com um jogador a menos. Nas oitavas de final, já com o técnico Davide Ancelotti, o Glorioso até venceu a na partida de ida, pelo placar mínimo, mas foi batido por 2–0 na altitude de Quito e foi eliminado da competição.
Fase de grupos Grupo A
Partidas
Fase final Partidas
Artilheiros