A Alfa Romeo participou da Fórmula 1 como construtor e fornecedor de motores esporadicamente entre 1950 e 1987. A marca retornou como construtor na temporada de , quando a equipe Sauber foi rebatizada para Alfa Romeo. Entre este período a equipe competiu sob uma licença suíça e estava sediada em Hinwil, Suíça e era operada pela Sauber Motorsport AG.
Os pilotos da Alfa Romeo conquistaram os dois primeiros Campeonatos Mundiais de Pilotos: Giuseppe Farina em ; e Juan Manuel Fangio em . Porém, após estes sucessos, a empresa se retirou da Fórmula 1. Durante a década de 1960, embora a empresa não tivesse presença oficial na Fórmula 1, várias equipes utilizaram motores Alfa Romeo desenvolvidos de forma independente para alimentar os seus carros. No início da década de 1970, a Alfa forneceu suporte de Fórmula 1 ao seu piloto de trabalho Andrea de Adamich, fornecendo versões adaptadas de seu motor V8 de 3 litros do carro esportivo Alfa Romeo Tipo 33/3 para impulsionar a McLaren de Adamich em e para a March em . Nenhuma dessas combinações de motores marcou pontos no campeonato. Em meados da década de 1970, o engenheiro da Alfa Romeo, Carlo Chiti, projetou um motor flat-12 para substituir o T33 V8, que obteve algum sucesso ao conquistar o Campeonato Mundial de Resistência de 1975. Bernie Ecclestone, então proprietário da equipe Brabham, convenceu a Alfa Romeo a fornecer este motor gratuitamente para a temporada de Fórmula 1 de . Embora a primeira temporada da Brabham-Alfa Romeo tenha sido relativamente modesta, durante os Campeonatos Mundiais de e seus carros conquistaram 14 pódios, incluindo duas vitórias em corridas para Niki Lauda.
O departamento esportivo da empresa, Autodelta, regressou como equipe de fábrica em , com a equipe passando a competir sob o nome "Alfa Romeo" a partir da temporada de . Este segundo período como construtor foi menos bem sucedido que o primeiro. Entre o regresso da empresa e a sua retirada como construtor no final de , os pilotos da Alfa Romeo não venceram nenhuma corrida e a equipe nunca terminou acima do sexto lugar no Campeonato Mundial de Construtores. Os motores da equipe também foram fornecidos para Osella de a , mas marcaram apenas dois pontos no Campeonato Mundial nesse período.
O logotipo da Alfa Romeo regressou à Fórmula 1 em , aparecendo nos carros da Scuderia Ferrari. No final de , a Alfa Romeo anunciou que se tornaria patrocinadora principal da Sauber a partir de e firmou uma parceria técnica e comercial com a equipe. A Alfa Romeo voltou ao esporte quando a Sauber mudou seu nome de construtor para "Alfa Romeo Racing", porém, a propriedade e a administração da equipe permaneceram inalteradas e independentes. A parceria da Alfa Romeo com a equipe suíça foi encerrada após o fim da temporada de .
História 1950–1951: títulos thumb|185x185px|left|O carro de Fórmula 1 Alfa Romeo 159 Em , Giuseppe Farina foi campeão da Fórmula 1 no 158 com compressor, em Juan Manuel Fangio foi campeão com um Alfetta 159 (uma evolução do 158 com duas etapas de compressor). Na temporada de , a equipe se retira da Fórmula 1 por um tempo.
1961–1979, 1983–1988: fornecedora de motor
thumb|right|185px|O radical Brabham BT46B-Alfa Romeo de 1978, que ficou conhecido como "Fan Car" devido ao seu grande ventilador, era movido por um motor Alfa Romeo. Em forneceu motores para a equipe De Tomaso, porém não obteve sucesso e a equipe não marcou um ponto sequer. Entre e , foi fornecedora de motores para equipes: Cooper, LDS, McLaren e March. Durante esses anos o motor Alfa Romeo não se mostrava competitivo, e só voltou a fornecer motores em , desta vez para a equipe Brabham. esquerda|miniaturadaimagem|185x185px|Alfa Romeo Special de Peter de Klerk, utilizada em 1963 e 1965. Em , na Brabham conseguiu desenvolver um bom motor, o que levou a equipe para um belo 3.º lugar no campeonato de construtores e o 4.º no de pilotos com Niki Lauda (as melhores colocações como fornecedora). Em resolve voltar à Fórmula 1 como equipe, mas fornece apenas para a Brabham, encerrando esse ciclo. Voltou a fornecer de a e a escolhida é a pequena equipe Osella. No GP de Dallas de 1984, Piercarlo Ghinzani termina em 5.º lugar marcando 2 pontos e no GP da Itália, em Monza, marcaria novamente 2 pontos se o austríaco Jo Gartner estivesse elegível para a temporada na Osella. Na temporada de , os motores Alfa Romeo foram rebatizados com o nome da própria Osella, que os desenvolve sozinha. Apenas três provas terminadas, sete abandonos, quatro não qualificações para o grid de largada e também nenhum ponto marcado como nas temporadas anteriores: , e . Um grande fracasso nessa tentativa de desenvolvimento da própria Osella, que fez a Alfa Romeo deixar a categoria máxima da velocidade.
1979–1985: retorno como equipe A temporada de marca o retorno da Alfa Romeo como equipe, mas não consegue pontuar. Passou mais seis temporadas não conseguindo repetir o sucesso do início da década de 1950, quando conseguiu dois títulos mundiais. O melhor resultado em sua volta, foi um sexto lugar na temporada de com dezoito pontos e dois pódios: segundo lugar nos GPs: Alemanha e África do Sul conseguidos por Andrea de Cesaris. Em obteve o único (último) pódio com o terceiro lugar no GP da Itália, Monza, conduzido por Riccardo Patrese. Essa temporada, assim como a de , ela teve o patrocínio da marca Benetton, que viria a ser uma equipe em .thumb|185px|Um Alfa Romeo 179 de 1980.|esquerdaA temporada de 1985 foi um desastre, porque com o chassi 185T, os carros não terminaram as quatro provas inicias no campeonato. No meio da temporada, "desenterraram" o modelo 184T modificando para 184TB, mas os resultados foram péssimos: não pontuaram e raramente acabavam corridas, devido à pobre fiabilidade do motor e as restrições de gasolina ao qual os motores Turbo estavam sujeitos. No final da época, dadas as dificuldades que a marca passava, a retirada da Formula 1 foi inevitável. Em uma entrevista que deu em 2000, Riccardo Patrese descreveu o 185T como "o pior carro que já dirigi". miniaturadaimagem|190x190px|A Benetton patrocinou o Alfa Romeo 185T em 1985 A Alfa Romeo saiu da Fórmula 1 como construtora após a corrida final da temporada de 1985 na Austrália.
2018: Parceria com a Sauber esquerda|miniaturadaimagem|185x185px|Charles Leclerc dirigindo o Sauber C37 da Alfa Romeo Sauber F1 Team durante o Grande Prêmio da Áustria de 2018. Para a temporada de , a Alfa Romeo firmou uma parceria técnica e comercial com a equipe Sauber, que utiliza motores Ferrari, e em 29 de novembro de 2017, foi anunciado que a Alfa Romeo seria o patrocinador título da equipe a partir da temporada de 2018, em um "contrato de parceria técnica e comercial de vários anos", com a equipe suíça passando a se denominar Alfa Romeo Sauber F1 Team. No dia 2 de dezembro de 2017, uma conferência de imprensa foi realizada no Museu Alfa Romeo em Arese (Milão), ilustrando os termos do acordo entre o Grupo FCA e a equipe Sauber, seguida de uma cerimônia de apresentação da pintura e da dupla de pilotos composta por Charles Leclerc e Marcus Ericsson.
No dia 11 de setembro de 2018, foi anunciada a contratação de Kimi Räikkönen pela equipe, em troca com Charles Leclerc, que foi para a Ferrari.
2019–2023: Novo retorno da Alfa Romeo como equipe miniaturadaimagem|198x198px|Antonio Giovinazzi, testando o Alfa Romeo Racing C38 em Montmeló em 2019. Para a temporada de , a Alfa Romeo volta como equipe após a Sauber ser rebatizada para "Alfa Romeo Racing". Mas, diferentemente da BMW Sauber, dessa vez foi alterado apenas o nome de construtor da equipe suíça, com a estrutura de propriedade e gestão permanecendo inalteradas. Esta foi a primeira vez desde 1985 que uma equipe competiu sob o nome Alfa Romeo na Fórmula 1.
No início de 2020, a equipe anunciou que havia assinado um contrato de múltiplos anos com a empresa petrolífera polonesa Orlen como seu patrocinador título, com isso a Alfa Romeo alterou seu nome de equipe para "Alfa Romeo Racing Orlen". A equipe permaneceu competindo sob esta designação até o final de , quando a equipe removeu o nome "Racing" da nomenclatura de seu chassi e passou a competir a partir da temporada de sob o nome "Alfa Romeo F1 Team Orlen".
O acordo entre Sauber e Alfa Romeo era inicialmente válido por dois anos, porém, em 29 de outubro de 2020, as partes anunciaram que o acordo havia sido estendido para até o final de 2021. Em 14 de julho de 2021, a montadora italiana anunciou a renovação da parceria com a Sauber em um acordo de múltiplos anos, mas com essa parceria de longo prazo com a Sauber sendo revisada de forma anual. Em 30 de julho de 2022, a Alfa Romeo confirmou que o acordo com a equipe suíça havia sido renovado por mais um ano, até o fim da temporada de . Porém, em meio a rumores de uma possível compra da Sauber pela Audi, alguns dias depois a Alfa Romeo anunciou o fim da parceria com a equipe suíça após o fim de 2023.
Em janeiro de 2023, a Alfa Romeo anunciou um acordo de patrocínio plurianual com o cassino online Stake, renomeando a equipe para "Alfa Romeo F1 Team Stake" e tendo seu logotipo exibido com destaque no C43. A equipe também assinou um acordo de parceria com a plataforma de transmissão ao vivo Kick, que recebe investimentos do cofundador e proprietário da Stake, Eddie Craven. O nome e o logotipo da Kick substituíram os da Stake em países onde anúncios de jogos de azar e apostas esportivas não são permitidos, assim a equipe competiu sob a denominação "Alfa Romeo F1 Team Kick". A Alfa Romeo correu com uma pintura revisada da Kick no Grande Prêmio da Bélgica de 2023.
Pilotos Alfa Romeo Ano Nome Carro Pneus Motor Pilotos Pilotos de testes ClassificaçãoPontos Alfa Romeo S.p.A 158 Juan Manuel Fangio Giuseppe Farina Luigi Fagioli Reg Parnell Piero Taruffi Consalvo Sanesi n/d Alfa Romeo S.p.A 159 Juan Manuel Fangio Giuseppe Farina Luigi Fagioli Felice Bonetto Emmanuel de Graffenried Consalvo Sanesi Paul Pietsch n/d Não esteve de a . Autodelta 177179 Bruno Giacomelli Vittorio Brambilla NC (15º lugar) nenhum ponto Marlboro Team Alfa Romeo 179 Patrick Depailler Bruno Giacomelli Vittorio Brambilla Andrea de Cesaris 11º lugar 4 pontos Marlboro Team Alfa Romeo 179C179D Mario Andretti Bruno Giacomelli 9º lugar 10 pontos Marlboro Team Alfa Romeo 179182182B Andrea de Cesaris Bruno Giacomelli 10º lugar 7 pontos Marlboro Team Alfa Romeo 183T Andrea de Cesaris Mauro Baldi 6º lugar 18 pontos Benetton Team Alfa Romeo 184T Riccardo Patrese Eddie Cheever 8º lugar 11 pontos Benetton Team Alfa Romeo 185T184TB Riccardo Patrese Eddie Cheever Giorgio Francia NC (13º lugar) nenhum ponto Não esteve de a . Alfa Romeo Racing C38 Kimi Räikkönen Antonio Giovinazzi Tatiana Calderón Marcus Ericsson 8° lugar57 pontos Alfa Romeo Racing Orlen C39 Kimi Räikkönen Antonio Giovinazzi Robert Kubica 8° lugar8 pontos Alfa Romeo Racing Orlen C41 Kimi Räikkönen Robert Kubica Antonio Giovinazzi Robert Kubica 9° lugar13 pontos Alfa Romeo F1 Team Orlen C42 Guanyu Zhou Valtteri Bottas Robert Kubica6° lugar 55 pontos Alfa Romeo F1 Team Stake C43 Guanyu Zhou Valtteri Bottas Théo Pourchaire9° lugar 16 pontos
Nota: O campeonato de construtores só passou a ser disputado em .
Campeões mundiais Campeonatos Pilotos Temporadas 2 Giuseppe Farina Juan Manuel Fangio
Vitórias por piloto Fangio: 6 Farina: 4
Ver também Motores Alfa Romeo na Fórmula 1
Ligações externas
Alfa Romeo Sauber Motorsport
Categoria:Alfa Romeo Categoria:Equipes de Fórmula 1 Categoria:Equipas de automobilismo da Itália