Em comunicações síncronas, o emissor e o receptor devem estar num estado de sincronia antes da comunicação iniciar e permanecer em sincronia durante a transmissão. Ou seja, os dois precisam estar juntos e interagindo, independente de estarem no mesmo local ou não, durante o ato da comunicação. Exemplos de comunicação síncrona são as ligações telefônicas, as videoconferências e a comunicação em áudio e vídeo em redes sociais como o Whatsapp.
Transmissão Imaginemos que um emissor está a enviar uma mensagem de texto através de um tubo e que a mensagem é enviada recorrendo a bolas, cada bola com uma letra. Quando as bolas chegam ao receptor, a mensagem tem que ser remontada, ou seja, têm que se colocar as bolas pela ordem correta, para se voltar a ter a mensagem. Em comunicação assíncrona, cada bola tem um número de sequência, que permite que seja colocada na sua posição. Isto permite que as bolas sejam enviadas e recebidas por qualquer ordem, uma vez que esse número de sequência identifica a posição de cada bola (letra) na mensagem. Em comunicação síncrona, as bolas têm que ser enviadas e recebidas de forma sincronizada, mantendo uma ordem bem definida: a primeira bola (letra) a ser enviada, tem que ser a primeira a ser recebida e assim sucessivamente.
Comunicação Síncrona vs Assíncrona em transmissão de dados Numa comunicação assíncrona, cada bloco de dados inclui um bloco de informação de controle (chamado flag), para que se saiba exactamente onde começa e acaba o bloco de dados e qual a sua posição na sequência de informação transmitida. Numa comunicação síncrona, cada bloco de informação é transmitido e recebido num instante de tempo bem definido e conhecido pelo transmissor e receptor, ou seja, estes têm que estar sincronizados. Para se manter esta sincronia, é transmitido periodicamente um bloco de informação que ajuda a manter o emissor e receptor sincronizados.
complemento Se olharmos para a origem das palavras síncrono e assíncrono, verificamos que o seu radical [crono] tem origem no grego e significa tempo. Se a este radical associarmos o prefixo [sin-], também originário do grego, com o sentido de simultaneidade, obtemos o morfema [síncrono], que quer dizer, por isso, simultaneidade temporal. Já o prefixo [a-], tem a característica de, geralmente, transformar as palavras na sua negação. Assim, assíncrono deixa de ter o sentido de simultaneidade temporal, como descrito acima, e torna-se num conceito atemporal, isto é, em algo que não é coincidente.
Se associarmos a estes conceitos o de comunicação, verificamos que, na "(...) comunicação síncrona, os relógios do emissor e do receptor estão em perfeito sincronismo e são dependentes, enquanto no tipo assíncrono os relógios do emissor e do receptor apenas têm que estar suficientemente próximos e são independentes." (Reis, et al., s.d). Assim, no primeiro caso, há uma interação espontânea entre os participantes que é feita em tempo real, o que permite uma construção colectiva do conhecimento e um sentimento de pertença a uma comunidade. Como sabemos, se nos sentimos como parte integrante de um projecto, envolvemo-nos de uma forma mais empenhada e motivada, melhorando a relação entre os participantes e as próprias aprendizagens que se tornam mais significativas. Por outro lado, neste tipo de comunicação, embora tenhamos a vantagem de ser dado um feedback rápido, temos a desvantagem de não haver lugar a respostas reflectidas com base numa pesquisa e fundamentação necessárias a um trabalho rigoroso e científico, havendo ainda a necessidade dos intervenientes terem horários e disponibilidades simultâneas, o que nem sempre se consegue. Como exemplos posso referir o vulgar chat ou as videoconferências que associam o vídeo ao áudio.
Na comunicação assíncrona há a vantagem de o aluno poder gerir o seu tempo, desde que respeite o cronograma do curso, já que pode aceder ao material didáctico quando quiser, efectuando as actividades propostas em qualquer lugar e a qualquer hora, dando-lhe assim oportunidade para reflectir sobre o que leu e pesquisou, podendo preparar de uma forma mais cuidada as suas respostas. Por outro lado, exige disciplina e método por parte dos participantes, podendo levar a um certa desmotivação pelo facto da maior parte do trabalho ser realizado de forma individual e isolada, não obtendo um feedback imediato. Os fóruns de discussão são exemplos claros em que a comunicação assíncrona acontece, tal como no caso dos emails.
Ver também
Comunicação assíncrona
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