O Voo 19 (em inglês: "Flight 19") é uma das ocorrências mais documentadas na história do Triângulo das Bermudas.
Na tarde do dia 5 de dezembro de 1945, uma esquadrilha de cinco aviões Grumman TBF Avenger deixou a Base Aero-Naval de Fort Lauderdale (Naval Air Station Fort Lauderdale) para uma operação de treinamento. Naquele que seria o último treinamento antes da formatura dos cadetes, o esquadrão iria simular um ataque com torpedos e em seguida retornaria à base.The Mystery of Flight 19 Grumman TBF_Avenger
Cada aeronave conduzia três homens (um piloto, um radioperador e um artilheiro), com exceção de uma delas, que conduzia apenas um piloto e um artilheiro, de modo que havia um total de quatorze homens na operação. Flight 19 Simple English
Desaparecimento Noventa minutos depois da decolagem, o comandante da operação, capitão instrutor Charles Carroll Taylor, conseguiu se comunicar com a base e dizer que eles estavam perdidos. Foi registrada ainda uma conversa por rádio entre o comandante Taylor e outro piloto da Marinha, tenente Robert F. Cox, um instrutor de voo sênior que estava voando próximo e não fazia parte da operação. O último contato do voo 19 foi às 19h04, quando o tenente Cox ainda conseguiu contato com o voo 19. Naquele momento, ele tentava localizar o esquadrão, mas a base de Fort Lauderdale recomendou que abandonasse a área.
Missão de busca e novo desaparecimento
Um hidroavião modelo PBM Mariner,Martin PBM-3 / PBM-5 Mariner Maritime Reconnaissance Flying Boat (1941) com uma tripulação de treze homens, foi enviado ao local onde houve o último contato da tripulação, mas também desapareceu. Menos de meia hora depois da decolagem, tendo o PBM avisado a torre que estavam se aproximando da última posição conhecida do voo 19. thumb|left|220px|PBM Mariner. Depois de enviar um relatório da posição, não houve mais nenhuma comunicação da torre com o avião de resgate. O destino do esquadrão em treinamento nunca foi determinado, bem como dos outros treze homens enviados para procurar seus colegas perdidos. Novas buscas As buscas envolveram centenas de navios e aviões. A Marinha colocou em operação 248 aviões, além de dezoito navios. Navios mercantes também participaram das buscas, além de numerosas embarcações de pesquisa. As buscas cobriram mais de do Oceano Atlântico e do Golfo do México.
Muitos oficiais da Marinha participaram das operações. Frank Dailey, um capitão da reserva, voou em um hidroavião PBY-5 por três dias, seis horas por dia, varrendo toda a costa da Flórida à procura de destroços, mas nunca encontrou nenhum vestígio. O tenente Dave White, instrutor de voo sênior na Base de Fort Lauderdale, também voou por três dias, junto com seu instrutor assistente e vinte de seus alunos, por toda a costa da Flórida em baixas altitudes, mas não encontraram nenhum vestígio dos aviadores ou dos destroços.
Hipótese De acordo com o geólogo da USP Carlos José Archanjo, com a existência de gás metano no fundo do oceano, o gás provocaria explosões ao atingir a atmosfera da terra. Por ser uma forma bruta do gás de cozinha, o metano pode entrar em combustão com a faísca do motor de um avião, além de diminuir a densidade da água ao redor de um barco, fazendo-o afundar.
Conforme os pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, existe um padrão anormal nas nuvens que se formam e sobrevoam a região. O formato dessas nuvens é geometricamente hexagonal, e os cientistas compararam a sua atuação com a de uma "bomba aérea".
Ligações externas
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