Síndrome de Stendhal, hiperculturemia ou síndrome de Firenze (Florença) é uma condição psicossomática rara desencadeada pela exposição a uma intensa sobrecarga de arte ou beleza. Os sintomas incluem palpitações, aceleração do ritmo cardíaco, alucinações, vertigens, desmaios, confusão mental e surgem quando alguém é profundamente impactado por obras de valor histórico.Mente Cérebro. Vivermente. Acesso em: 10 de junho de 2010.Scientists investigate Stendhal Syndrome – Fainting caused by great art. The Telegraph. Acesso em: 16 de outubro de 2016.
Descrição O nome da síndrome se deve ao escritor francês Stendhal (pseudônimo de Henri-Marie Beyle) que, tendo sido acometido dessa perturbação em 1817, fez a primeira descrição detalhada dos seus sintomas, posteriormente publicada no livro Nápoles e Florença: uma viagem de Milão a Reggio. Durante a sua visita à Basílica de Santa Croce em Florença, Itália, após observar os famosos afrescos de Giotto no teto, ficou extremamente emocionado com o que viu, e descreveu a sensação nas seguintes palavras:
"Eu caí numa espécie de êxtase, ao pensar na ideia de estar em Florença, próximo aos grandes homens cujos túmulos eu tinha visto. Absorto na contemplação da beleza sublime… Cheguei ao ponto em que uma pessoa enfrenta sensações celestiais… Tudo falava tão vividamente à minha alma… Ah, se eu tão-somente pudesse esquecer. Eu senti palpitações no coração, o que em Berlim chamam de 'nervos'. A vida foi sugada de mim. Eu caminhava com medo de cair.”Having An Art Attack. Psychology Today. Acesso em 16 de outubro de 2016.
Apesar de, desde o relato de Stendhal, centenas de pessoas terem sentido sintomas similares nas mesmas circunstânciasFlorence's Art Make Some Go To Pieces. The New York Times. Acesso em: 16 de outubro de 2016, a síndrome só foi clinicamente descrita como um distúrbio psiquiátrico em 1989 pela psiquiatra italiana Graziella Magherini.
Ver também Síndrome de Jerusalém
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