thumb|300px|right|Torre Norte do Instituto Superior Técnico thumb|300px|right|Pavilhão central no campus da Alameda O Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (IST ou Técnico) MHSE • MHIP é a maior escola portuguesa de Engenharia, Arquitectura, Ciência e Tecnologia, sendo considerada uma das mais reputadas instituições de Engenharia da Europa.

A instituição foi fundada a 23 de maio de 1911, fruto da divisão do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, pelo Engenheiro Alfredo Bensaúde, também responsável pela criação dos primeiros cursos de Engenharia da escola: Minas, Civil, Mecânica, Eletrotécnica e Químico-Industrial.

A partir de 2013 integra a maior universidade portuguesa: a Universidade de Lisboa; tendo, até então e desde 1930, feito parte da Universidade Técnica de Lisboa. Tinha, em Junho de 2016, 11 458 alunos e 853 docentes e investigadores.

O Instituto Superior Técnico integra a rede Cluster (Consortium Linking Universities of Science and Technology for Education and Research), que reúne 12 das melhores universidades europeias de Ciência e Tecnologia e ainda a rede UNITE!, uma aliança de 7 universidades que pretende criar uma universidade europeia de referência, um espaço comum assente no ensino multidisciplinar, onde se promova a investigação, ensino, a inovação e a transferência de conhecimento entre as instituições e países envolvidos.

História A origem do Instituto Superior Técnico remonta ao antigo Instituto Industrial de Lisboa, fundado por decreto de 30 de dezembro de 1852 de Fontes Pereira de Melo. Em 1869, por fusão com a Escola de Comércio, dá origem ao Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, no qual se formavam os engenheiros industriais.

A esta instituição de ensino concorreu Alfredo Bensaude para o lugar de professor da disciplina de Mineralogia e Geologia em 1884. Em 1892, Bensaude propôs uma profunda reforma, enunciando as deficiências verificadas no ensino técnico superior português. As suas sugestões, de forte pendor crítico, acabaram por ser rejeitadas pela própria comissão de reorganização do ensino à qual pertencia. O modelo estrutural que defendeu, fruto da sua experiência na Alemanha, onde se doutorou, serviria no entanto de base ao novo Instituto Superior Técnico, criado após a instauração da República.

Manuel de Brito Camacho, Ministro do Fomento, reconheceu a personalidade empreendedora de Bensaude, convidando-o, no final de 1910, para director do futuro IST, que resultaria da extinção do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa e sua divisão no Instituto Superior Técnico (Instituto Superior Technico na grafia da época) e no Instituto Superior de Comércio (actual Instituto Superior de Economia e Gestão). O decreto de extinçãoDecreto com força de lei, de 23 de maio de 1911, do Governo Provisório da Repúlica Portuguesa, publicado no Diário do Governo de 25 de maio de 1911, que dividiu «o Instituto Industrial e Commercial de Lisboa em duas escolas autonomas e estabelecendo as bases para a respectiva organização». aprovou os primeiros estatutos do IST, onde se incluem a lista de cursos e disciplinas ministradas, assim como os regulamentos de alunos, pessoal docente e organização interna.

Foram cinco os cursos de engenharia inicialmente leccionados no IST: Minas, Civil, Mecânica, Electrotécnica e Químico-Industrial. Os estudos iniciavam-se com um currículo de carácter geral, que se completava com três anos de especialidade.

Em 1922, Alfredo Bensaúde publica as Notas Histórico-Pedagógicas sobre o Instituto Superior Técnico.Lisboa: Imprensa Nacional, 1922.

Em 1930 é criada a Universidade Técnica de Lisboa, e o IST, então com cerca de 20 anos de funcionamento regular, é uma das quatro escolas que a integra.Cf. Decreto n.º 19 081, de 2 de dezembro de 1930.

Ao longo de toda essa década e da seguinte, a imagem dos engenheiros formados no IST foi projectada pela realização de grandes obras de engenharia, impulsionadas por Duarte Pacheco, na altura Ministro das Obras Públicas. Entre 1952 e 1972 a Comissão de Estudos de Energia Nuclear, criada no âmbito do Instituto de Alta Cultura, teve uma importante função na formação de meios humanos, levando à criação de 12 centros de estudos e agrupando um total de 14 laboratórios.

Ainda em 1970 uma nova reestruturação curricular do ensino superior, denominada “Actualização dos Planos de Estudos de Engenharia nas Universidades Portuguesas”, alterou a duração do período mínimo para obtenção do grau de licenciatura de seis para cinco anos lectivos.

Durante todo este período, o IST registou crescimento, atingindo o número de 4500 alunos em 1970/71.

O IST é ainda o mentor e impulsionador, desde a década de 1980, de um conjunto de instituições que procuram actuar ao nível da interface entre a Universidade e a indústria, e que desenvolvem, entre outras, actividades de formação profissional e de investigação industrialmente orientada, consolidando a sua posição de grande Escola do País nas áreas de Engenharia, Ciência e Tecnologia nas suas três vertentes de actuação: Ensino, Investigação e Ligação à sociedade. Na vertente da condução da política de investigação científica portuguesa, tal traduz-se nomeadamente no facto da Presidência da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica / Fundação para a Ciência e a Tecnologia ter sido ocupada por Professores do IST durante 23 dos 26 anos que medeiam entre 1986 e 2011.

A 7 de Fevereiro de 1987 foi feito Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública e a 23 de Maio de 2011 foi feito Membro-Honorário da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

Em 1993, chegou a estar planeada uma estação para a Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa que serviria diretamente o IST, mas o plano foi abandonado.Folheto publicitário ML, 1993 (https://web.archive.org/web/20131217171031/http://imageshack.us/photo/my-images/11/lisboa2000.jpg/sr=1 ou https://imgur.com/a/GCTWSsc).

A 29 de janeiro de 2021, após o agravamento da pandemia de COVID-19 em Portugal, e consequente encerramento presencial do Instituto, o presidente Rogério Colaço foi fortemente criticado após ter enviado um e-mail oficial à comunidade escolar onde apelou ao medo para mitigar a fraude académica durante o período de exames. Em consequência, foi enviada uma Carta Aberta em forma de petição para demonstrar o desagrado dos estudantes que, a 31 de janeiro de 2021, contava com mais de 3000 assinaturas.

A 5 de maio de 2022, foi noticiado o resultado de um inquérito lançado à comunidade escolar que sinalizava mais de 400 casos de assédio e mostrava a existência de uma crise de saúde mental dos alunos, culminando, em junho, numa manifestação. Em resposta, o presidente Rogério Colaço afirmou que, no Técnico, a "missão é formar engenheiros, não é dar apoio psicológico", algo que gerou bastante controvérsia .

Após 110 Anos de ensino, investigação e inovação, o Técnico aposta num novo modelo de ensino para formar profissionais em Engenharia, Arquitetura, Ciência e Tecnologia. Em 2021, consolidando a formação base, abrem-se portas à multidisciplinaridade e flexibilidade dos currículos, a novas disciplinas humanísticas e a novas especializações. Um ensino assente em projetos e na aprendizagem pela prática e integração de conhecimentos. Os recentes desenvolvimentos tecnológicos e as rápidas transformações sociais vieram lançar novos desafios à educação em engenharia no século XXI. Em Portugal, estes desafios são agravados pela evolução demográfica desfavorável, pelos efeitos persistentes da recente crise financeira e pela crescente competitividade internacional das escolas mais reconhecidas.

O cruzamento da análise dos contextos profissionais emergentes, das novas tendências de educação em engenharia e do ensino praticado atualmente nas universidades de referência com a análise crítica ao modelo de ensino vigente no Técnico apontam de forma clara para a necessidade imperativa de dotar a Escola de um novo modelo de ensino e de práticas pedagógicas para o século XXI – Técnico 2122.

Foram identificadas um conjunto de boas práticas num conjunto alargado de universidades de referência que se consideraram relevantes para o ensino no IST:

Formação de base sólida em Ciências de Engenharia; Project-Based Learning, Research-Based Learning, Problem-Based Learning, Client-Based Learning, Hands-on; Flexibilidade nos percursos académicos; Componente humanista; Competências transversais integradas nas unidades curriculares (UC); Projetos integradores multidisciplinares; Ano letivo organizado de modo a potenciar maior foco e trabalho contínuo; Internacionalização; Formação em empreendedorismo e inovação – Empresas & Academia; Boas condições de ensino, estudo e vivência para a comunidade académica; Diversidade de diplomas; Curso geral de Ciências de Engenharia de 1.º ciclo lecionado em inglês.

O novo modelo de ensino e práticas pedagógicas do Técnico passará a incluir, entre outros:

Fim dos mestrados integrados e a adoção plena do modelo 3 + 2; Alteração para UC de 6 e 3 unidades do Sistema europeu de transferência e acumulação de créditos (ECTS) em toda a Escola; Introdução do modelo de calendário escolar em 2 períodos por semestre; Aumento generalizado da flexibilidade curricular; Reconhecimento curricular de atividades extracurriculares; Formação em Humanidades, Artes e Ciências Sociais (HACS); Reforço/reformulação da formação experimental. Criação de minors coerentes ao nível do 2.º ciclo; Autonomia e corresponsabilização dos estudantes;

Organização e administração O IST-ULisboa como uma das Escolas da Universidade de Lisboa dispõe de estatutos e de órgãos de governo e de gestão próprios, nos termos do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior e dos Estatutos da Universidade.

Orgãos da Escola Os órgãos de gestão do IST são: O Conselho de Escola A Assembleia de Escola Conselho Consultivo Presidente do IST Conselho de Gestão Conselho de Departamentos e Estruturas Transversais Conselho de Unidades de Investigação Conselho Científico Conselho Pedagógico

Unidades de Ensino e Investigação Departamentos Departamento de Bioengenharia (DBE) Departamento de Engenharia e Ciências Nucleares (DECN) Departamento de Engenharia Civil, Arquitetura e Georrecursos (DECivil) Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) Departamento de Engenharia e Gestão (DEG) Departamento de Engenharia Informática (DEI) Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) Departamento de Engenharia Química (DEQ) Departamento de Física (DF) Departamento de Matemática (DM) Estruturas Transversais Iniciativa em Energia do IST Plataforma de Ciências e Engenharia do Ambiente do IST Plataforma de Nanotecnologias e Engenharia de Materiais Unidades de Investigação próprias do IST Centro de Análise Funcional, Estruturas Lineares e Aplicações (CEAFEL) Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos (CAMGSD) Centro de Astrofísica e Gravitação (CENTRA) Centro de Ciência e Tecnologia do Ambiente e do Mar (MARETEC) Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares (C2TN) Centro de Engenharia e Tecnologia Naval e Oceânica (CENTEC) Centro de Estudos de Gestão do IST (CEGIST) Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento (IN+) Centro de Física e Engenharia de Materiais Avançados (CeFEMA) Centro de Física Teórica das Partículas (CFTP) Centro de Matemática Computacional e Estocástica (CEMAT) Centro de Química Estrutural (CQE) Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA) Centro em Território, Urbanismo e Arquitetura (CiTUA) Instituto de Bioengenharia e Biociências (iBB) Instituto de Investigação e Inovação em Engenharia Civil para a Sustentabilidade (CEris) Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) Instituto de Sistema e Robótica (ISR) Instituto de Tecnologias Interativas (ITI) Unidades de Investigação associadas do IST Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas (LIP)