O censo chileno de 2017 relatou uma população de 17,5 milhões de pessoas. A taxa de crescimento demográfico do país tem diminuído desde 1990, junto com a taxa de natalidade. Em 2050 a população deverá alcançar cerca de 20,2 milhões de pessoas, quando irá se estagnar, e começar a diminuir Cerca de 85% da população do país vive em áreas urbanas, sendo que 40% vivem na Grande Santiago. As maiores aglomerações de acordo com o censo de 2002 são a Grande Santiago, com 5,6 milhões de pessoas, a Grande Concepción, com 861.000, e a Grande Valparaíso, com 824.000.
O Chile é uma sociedade multiétnica e a maior parte da população pode reivindicar alguma ascendência europeia, principalmente espanhola (castelhano, andaluz e basco), mas também alemão, italiano, irlandês, francês, britânico, suíço e croata, em várias combinações. Um pequeno, mas influente grupo de imigrantes irlandeses e ingleses chegou ao Chile durante o período colonial. A imigração alemã começou em meados de 1800 e continuou até o século XX, sendo que as províncias de Valdivia, Llanquihue e Osorno, ao sul, mostram uma forte influência alemã. Além disso, há um número significativo de imigrantes e descendentes de povos do Oriente Médio, principalmente palestinos. Cerca de 800.000 ameríndios, principalmente mapuches, residem na região centro-sul. Os aimarás, atacamenhos e diaguitas podem ser encontrados principalmente nos do norte do Chile, em vales e oásis no deserto. A Ilha de Páscoa é a casa dos Rapa Nui, uma população indígena.
Cidades mais populosas
Composição étnica
thumb|direita|Uma mulher da etnia mapuche. O Chile não conduz censos raciais e a distribuição das diferentes origens da população tem estimativas conflitantes. Segundo uma pesquisa de opinião realizada em 2011 pela organização chilena Latinobarómetro, 59% dos chilenos se declararam brancos, 25% mestiços, 8% indígenas, 1% mulatos e 2% "outra raça".Informe 2011 Latinobarómetro - pag. 58 Um outro estudo, realizado em 2002 pelo Centro de Estudios Públicos (CEP), perguntou aos chilenos se eles tinham "sangue indígena". 43,4% dos entrevistados disseram que tinham "algum sangue indígena", 8,3% disseram que tinham "muito", 40,3% disseram que não tinham "nada", enquanto que 7,8% disseram não saber e 0,2% não responderam. Essa pesquisa mostra que a maioria dos chilenos identificam uma origem indígena na sua família.
A população chilena é principalmente de origem europeia e indígena, 95% da população.Argentina, como Chile y Uruguay, su población está formada casi exclusivamente por una población blanca e blanca mestiza procedente del sur de Europa, más del 90% E. García Zarza, 1992, 19. O país é relativamente homogenêo, tem uma identidade nacional, popularmente conhecido como chilenidade. Segundo uma fonte, entre 52,7% (8,8 milhões) — 90% (15 milhões) da população são descendentes de europeus.Composición Étnica de las Tres Áreas Culturales del Continente Americano al Comienzo del Siglo XXIInforme Latinobarómetro 2011, Latinobarómetro Outro estudo concluiu que 30% da população seria classificada como branca e 65% mestiça.Biblioteca Digital de la Universidad de Chile, Estructura racial Segundo o Censo 2002, apenas 3,2% da população chilena são ameríndios.
Os estudos de genética de população chilena deram os seguintes resultados: Europeu Americano Africano Asiático Estudo, notas e referências 67,9 % 32,1 % — — (Valenzuela et al, 1984): Marco de referencia sociogenético para los estudios de salud pública en Chile.Fonte: Revista Chilena de Pediatría.Valenzuela C. (1984). Marco de Referencia Sociogenético para los Estudios de Salud Pública en Chile. Revista Chilena de Pediatría; 55: 123-7.Vanegas, J.; Villalón, M.; Valenzuela, C. (2008). Consideraciones acerca del uso de la variable etnia/raza en investigación epidemiológica para la Salud Pública: A propósito de investigaciones en inequidades. Revista Médica de Chile, 136(5), 637-644. doi: 10.4067/S0034-98872008000500014 64,0 % 35,0 % — — (Cruz-Coke et al, 1994): Genetic epidemiology of single gene defects in Chile.Fonte: Universidade do Chile.Cruz-Coke, Ricardo Estudo antigo a partir de tipos sanguíneos(1994). «Genetic epidemiology of single gene defects in Chile» (PDF). Facultad de Medicina de la Universidad de Chile (Santiago de Chile). 51,6 % 42,1 % 6,3 % — (Oliveira, 2008): O impacto das migrações na constituição genética de populações latino-americanas, fonte: Universidade de Brasília..O impacto das migrações na constituição genética de populações latino-americanas. Universidade de Brasília. 51,9 % 44,3 % 3,8 % — (Fuentes et al, 2014): Gene geography of Chile: Regional distribution of American, European and African genetic contributions, fote: PubMed..M, Pulgar I, Gallo C, Bortolini MC, Canizales-Quinteros S, Bedoya G, González-José R, Ruiz-Linares A, Rothhammer "Gene geography of Chile: Regional distribution of American, European and African genetic contributions" Revista Médica Chilena (Marzo de 2014);142(3):281-9. . Amostra replicada em (Ruiz-Linares et al, 2014) 54,0 % 43,4 % 2,6 % — Resultado médio de três modelos diferentes (Lamp-ld, Rfmix, particular), aplicados em (Eyheramendy et al, 2015): Genetic structure characterization of Chileans reflects historical immigration patterns, fonte: Nature.Eyheramendy, S.; Martínez, F.; Manevy, F.; Vial, C.; Repetto, G. (2015): Genetic structure characterization of Chileans reflects historical immigration patterns. Nature Communications, volumen 6, artículo: 6472. DNA autossômico 57,2 % 38,7 % 2,5 % 1,7 % (Homburger et al, 2015): Genomic Insights into the Ancestry and Demographic History of South America.Fonte: Plos One Genetics.
Em níveis socioeconômicos, o componente europeu é predominante na classe superior chilena, de acordo com (Acuña et al, 2002), da classe média, de 72 3% -76,8% de componentes europeus e 23.2%-27.7% de povos indígenas e as classes mais baixas a 62,9%-65,1% componente europeu e 35%-37,1% mistura de povos indígenas. De acordo com (Cruz-Coke et al, 1994; Bermejo et al, 2017), em níveis socioeconômicos altos, o promédio contribuição europeu pode variar entre 62,0% e 91,0% europeu, ou de 9,0% a 34,0% americano; nas classes médias pode variar de 53,0% a 70,0% europeu, ou 30,0% a 38,0% americano; e nas classes mais baixas de 41,0% a 59,0% de europeu, ou de 39,0% a 59,0% de americano.Lorenzo Bermejo J, Boekstegers F, González Silos R, Marcelain K, Baez Benavides P, et al. (2017) Subtypes of Native American ancestry and leading causes of death: Mapuche ancestry specific associations with gallbladder cancer risk in Chile. PLOS Genetics 13(5): e1006756. Usa amostras em regimento militar de Arica, de (Ruiz-Linares et al, 2014).
Um estudo genético autossômico no Chile apontou que a ancestralidade do povo chileno é 51,6% europeia, 42,1% indígena e 6,3% africana. Um outro estudo genético confirma que o povo chileno é mestiço, mas é notável que as camadas sociais mais baixas apresentam maior grau de ancestralidade indígena, enquanto as camadas mais altas da sociedade têm mais ancestralidade europeia.Vanegas, J., Villalón, M., Valenzuela, C. Consideraciones acerca del uso de la variable etnia/raza en investigación epidemiológica para la Salud Pública: A propósito de investigaciones en inequidades Revista Médica de Chile 2008; 136: 637-644. Quote translated from Spanish: ..in Chile the [racial] process is vinculated to a socioeconomic stratification; the Spaniards of the upper class that did not mix, the mix of European Spaniards and mestizo women in the middle strata, in the lowest substrate the mestizo-mestizo and mestizo-amerindians.Valenzuela, C. El Gradiente Sociogenético Chileno y sus Implicaciones Etico-Sociales , Facultad de Medicina, Universidade do ChileQuote: Al analizar la composición étnica por estratos sociales nos hemos encontrado con un gradiente sociogenético importante que condiciona la estructura de la morbimortalidad según estrato socioeconómico y la evolución sociocultural de Chile Um outro estudo genético realizado em pessoas de Santiago, capital do Chile, encontrou uma mistura de ancestralidade, sendo 57% europeia e 43% indígena. Os habitantes de Concepción, outra cidade chilena, têm 65% de ancestralidade europeia e 36% indígena. Já os habitantes de Puerto Montt têm 53% de origem indígena e 47% europeia. Na localidade de Laitec a ascendência é 80% ameríndia e 20% europeia, enquanto que em Poposo é 60% ameríndia e 40% europeia. Mais de 80% do DNA mitocondrial chileno é de origem indígena (o DNA mitocondrial é transmitido de mãe para mãe). Na linhagem paterna (DNA revelado pelo cromossomo y), a contribuição indígena chega a 30%. Do ponto de vista autossômico, isto é, a soma dos antepassados de um dado indivíduo, o chileno médio tende a revelar um alto grau de contribuição europeia com uma larga contribuição indígena, como exposto acima.
Imigração esquerda|thumb|Colonos italianos no sul do Chile. Imigração de europeus e árabes O Chile recebeu um número reduzido de imigrantes, mas estes tiveram alguma importância na formação étnica do país. A população estrangeira nesse país alcançou seu máximo no ano de 1907, quando viviam no Chile 134 524 imigrantes. Destes, somente 53,3% eram europeus, sendo que 42,7% eram provenientes de outros países da América Latina. A população estrangeira no Chile nunca ultrapassou os 4,1% do total da população. A imigração europeia ao Chile foi, portanto, muito pouco expressiva quando comparada às de outros países americanos, como os Estados Unidos, o Brasil, a Argentina ou o Canadá, onde tiveram um peso muito maior.
As estimativas de descendentes de bascos no Chile variam de 10% (1 600 000) até 27% (4 500 000). vascos Ainara Madariaga: Autora del estudio "Imaginarios vascos desde Chile La construcción de imaginarios vascos en Chile durante el siglo XX".
Contacto Interlingüístico e intercultural en el mundo hispano.instituto valenciano de lenguas y culturas.Universitat de València Cita: " Un 20% de la población chilena tiene su origen en el País Vasco"''.
Em 1848 houve uma grande imigração de alemães e franceses, a imigração de alemães foi patrocinada pelo governo chileno para fins de colonização para as regiões meridionais do país. Esses alemães (também suíços e austríacos), significativamente atraídos pela composição natural das províncias do Valdivia, Osorno e Llanquihue foram colocados em terras dadas pelo governo chileno para povoar a região. Porque o sul do Chile era praticamente desabitado, a influência desta imigração alemã foi muito forte, comparável à América Latina apenas com a imigração alemã do sul do Brasil. Há também um grande número de alemães que chegaram ao Chile, após a Primeira e Segunda Guerra Mundial, especialmente no sul (Punta Arenas, Puerto Varas, Frutillar, Puerto Montt, Temuco, etc.) A embaixada alemã no Chile estimada que entre 500 mil a 600 mil chilenos são de origem alemã. thumb|direita|Puerto Varas, cidade no sul do Chile colonizada por alemães.
Além disso, estima-se que cerca de 5% da população chilena é descendente de imigrantes de origem asiática, principalmente do Oriente Médio (ou seja, palestinos, sírios, libaneses e armênios), são cerca de 800 mil pessoas. É importante ressaltar que os israelitas, tanto judeus como não cidadãos judeus da nação de Israel podem ser incluídos. Chile abriga uma grande população de imigrantes, principalmente cristã, do Oriente Médio. Acredita-se que cerca de 500 mil descendentes de palestinos residem no Chile.
Outros grupos de imigrantes historicamente significativos são: os croatas, cujo número de descendentes é estimado em 380 000 pessoas, o equivalente a 2,4% da população.Diaspora Croata.. No entanto, outras fontes dizem que 4,6% da população do Chile podem ter alguma ascendência croata. Além disso, mais de 700 mil chilenos de origem britânica (Inglaterra, País de Gales e Escócia), o que corresponde a 4,5% da população.