Amenófis I (ou Amenhotep I, do grego antigo Amenōphis) foi o segundo faraó da 18.ª Dinastia do Egito. Seu reinado é geralmente datado de 1526 a 1506 a.C.

Ele era filho de Amósis I e Amósis-Nefertari, mas, como tinha um irmão mais velho, Amósis-Ankh, não se esperava que herdasse o trono. No entanto, em algum momento durante o intervalo de oito anos entre o 17.º ano de reinado de Amósis I e a morte deste, o herdeiro presuntivo faleceu, e Amenófis tornou-se o príncipe herdeiro. Ele então ascendeu ao trono e governou por cerca de 21 anos.

Embora seu reinado seja pouco documentado, é possível reconstruir uma história básica a partir das evidências disponíveis. Ele herdou o reino consolidado pelas conquistas militares de seu pai e manteve o domínio sobre a Núbia e o Delta do Nilo, mas provavelmente não tentou preservar o poder egípcio no Levante. Deu continuidade à reconstrução de templos no Alto Egito e revolucionou o projeto de complexos funerários ao separar sua tumba de seu templo funerário, estabelecendo uma tendência para monumentos funerários reais que perduraria por todo o Império Novo. Após sua morte, foi divinizado como deus patrono de Deir el-Medina.

Família Amenófis I era filho de Amósis I e Amósis-Nefertari. Seu irmão mais velho, o príncipe herdeiro Ahmose-ankh, morreu antes dele, abrindo assim caminho para sua ascensão ao trono. Amenófis provavelmente assumiu o poder ainda jovem, e sua mãe, Amósis-Nefertari, parece ter atuado como regente por pelo menos um curto período. A evidência dessa regência reside no fato de que tanto ele quanto sua mãe são creditados pela fundação de um assentamento para trabalhadores na Necrópole de Tebas, em Deir el-Medina. Amenófis tomou sua irmã mais velha, Amósis-Meritamon, como sua Grande Esposa Real. O nome de outra esposa, Sitkamose, aparece registrado em uma estela da Décima Nona Dinastia.

Além disso, as relações entre Amenófis I e outros possíveis membros da família não são claras. Aotepe II é geralmente apontada como sua esposa e irmã, apesar de existir uma teoria alternativa de que ela seria sua avó. Acredita-se que ele tenha tido um filho com Aotepe II, Amenemés, que morreu ainda muito jovem. Esse continua sendo o consenso, embora existam também argumentos contrários a essa relação. Sem herdeiros vivos, Amenófis foi sucedido por Tutemés I, a quem ele uniu em casamento com sua suposta irmã, Amósis. Visto que Amósis jamais recebe o título de "Filha do Rei" em qualquer inscrição, alguns estudiosos questionam se ela era realmente irmã de Amenófis I.

Dinastia Foi o segundo faraó da 18ª dinastia.

Nome Seu nome de nascimento Amenhotep significa Amon está satisfeito e seu nome de trono Djeserkare, Sagrada é a alma de Ra.

Também é conhecido pelo seu nome grego Amenófis.

Reinado

Pelas observações de fenômenos astronômicos e documentação é possível que a ascensão de Amenófis ao trono tenha sido 1526 a.C. mas há possibilidade de ter sido em 1546 a.C.

De acordo com Mâneton, Amenófis I governou o Egito durante 20 anos e 7 meses ou 21 anos de acordo com outras fontes. Portanto é atribuído à Amenófis I um reinado de 1546 até 1526 a.C., ou ainda 1526 até 1506 a.C. ou 1525 até 1504 a.C. de acordo com os vários pesquisadores.

Família

Amenófis era filho de Amósis I e sua esposa Amósis-Nefertari. Seus irmãos mais velhos eram Amósis Sapair e Amósis-ankh, ambos morreram antes dele o tornando faraó com a morte de seu pai. Amenófis I casou com sua irmã Amósis-Meritamon que se tornou Grande Esposa Real e teve uma outra esposa de nome Sitkamose como está registrado numa estela da 19ª dinastia.

Esse faraó não teve herdeiros.

Governo

Amenófis I seguiu os passos de seu pai que foi um grande conquistador. Ele se dedicou a manter e aumentar o poder do Egito. Em duas tumbas foram descobertos textos que indicam que ele liderou campanhas na Núbia expandindo as fronteiras.

Obras

Amenófis I construiu um templo em Sais comprovando seu avanço até a terceira catarata do Nilo. Registros indicam que ele contratou o arquiteto Ineni para expandir o Templo de Carnaque. Fez obras em Elefantina, Com Ombo, Abidos, o Templo de Necbete e no Alto Egito. No Museu a céu aberto de Carnaque podemos ver hoje, reconstruído, o templo de alabastro chamado Menmenu, feito por Amenófis I.

Túmulo Amenófis I foi o primeiro faraó a separar seu templo mortuário de sua tumba. Na época de seu reinado os ladrões de tumbas já eram comuns, talvez por isso ele os tenha construído separados. As ruínas de seu templo mortuário deveriam ficar em Deir El-Bahri até porque a tumba de sua rainha Amósis-Meritamom foi encontrada ali. Até hoje sua tumba não foi identificada, pode ser em Medinet Habu, pode ser a tumba número 39 do Vale dos Reis, também pode estar em Dra´a Abu el-Naga.

A múmia de Amenófis I foi movida de sua tumba e encontrada no Cache de Deir el-Bahri e hoje repousa no Museu do Cairo. Sua múmia, aparentemente não foi saqueada e os religiosos que moveram a múmia tomaram muito cuidado porque a cartonagem ficou intacta. Por esse motivo, para não estragar a bela máscara mortuária, os estudiosos não a abriram para estudos.

Em 2021, a múmia foi desembrulhada digitalmente usando digitalização por tomografia computorizada, sendo descobertas as suas joias a até a sua dentição em muito bom estado.

Bibliografia

Categoria:Faraós da XVIII dinastia egípcia