A Afrotheria ("Bestas africanas") é um clado, podendo receber a denominação de coorte ou superordem, de mamíferos placentários, identificado recentemente por meio de análises genéticas, e que inclui os elefantes, o peixes-boi, o oricteropo, os hiráces, as toupeiras-douradas e os tenrecos.
Classificação Infraclasse Placentalia Superordem Afrotheria Clado Afroinsectiphilia Ordem Afrosoricida Subordem Chrysochloridea (21 espécies viventes) Subordem Tenrecomorpha (32 espécies viventes) Ordem Macroscelidea (15 espécies viventes) Ordem Tubulidentata (1 espécie vivente) Clado Paenungulata Ordem Hyracoidea (4 espécies viventes) Ordem †Embrithopoda Ordem †Desmostylia Ordem Sirenia (4 espécies viventes) Ordem Proboscidea (3 espécies viventes)
Outros arranjos incluem as ordens extintas Bibymalagasia e Ptolemaiida. A este grupo, alguns paleontólogos e taxonomistas acrescentam ainda alguns condilartros próximos às famílias Phenacodontidae e Apheliscidae, assim como os placentários primitivos Leptictida, tradicionalmente incluídos nos Insectivora ou Proteutheria. A ligação dos musaranhos-elefantes (Macroscelidea) com os Apheliscidae parece cada vez mais segura (Tabuce et al., 2007), enquanto a alegada relação dos Phenacodonta com os Hyracoidea parece dever-se mais a convergência do que a uma relação de parentesco.
Problemas classificatórios Acredita-se que a Afrotheria tenha se originado na África no período que estava isolada dos outros continentes. Sua única característica externa comum é o focinho móvel (probóscide), embora há evidência convincente que esta estrutura é de fato homóloga dentre todos os membros deste grupo. O grande problema em considerar os Afrotérios como sendo originalmente um clado africano é seu registro fóssil. As mais antigas evidências fósseis dos ungulados africanos e musaranhos-elefantes foram encontradas fora da África.
A monofilia da Afrotheria não é universalmente aceita. Evidências morfológicas colocam os elefantes e seus aparentados como verdadeiros ungulados (Ungulata); os musaranhos-elefantes juntamente com os Glires; e os tenrecos e toupeiras-douradas na Lipotyphla.
Filogenia Esta é a filogenia de acordo com estudos genéticos recentes:Peter J. Waddell, Hirohisa Kishino & Rissa Ota: A Phylogenetic Foundation for Comparative Mammalian Genomics. Genome Informatics 12, 2001, S. 141–154.Matjaž Kuntner, Laura J. May-Collado & Ingi Agnarsson: Phylogeny and conservation priorities of afrotherian mammals (Afrotheria, Mammalia). Zoologica Scripta 40 (1), 2011, S. 1–15.
Tabuce, R., Delmer, C., & Gheerbrant, E. (2007). Evolution of the tooth enamel microstructure in the earliest proboscideans (Mammalia). Zoological Journal of the Linnean Society 149 (4), 611–628.
(pdf version) Pardini AT, O'Brien PC, Fu B, Bonde RK, Elder FF, Ferguson-Smith MA, Yang F, Robinson TJ. (2007). Chromosome painting among Proboscidea, Hyracoidea and Sirenia: support for Paenungulata (Afrotheria, Mammalia) but not Tethytheria. Proc. Biol. Sci. 2007 May 22;274(1615):1333-40. Tabuce, R., Marivaux, L., Adaci, M., Bensalah, M., Hartenberger, J.-L., Mahboubi, M., Mebrouk, F., Tafforeau, P. & Jaeger, J.-J. (2007). Early tertiary mammals from north Africa reinforce the molecular afrotheria clade. Proceedings of the Royal Society B - Biological Sciences, 274 (1614) : 1159-1166. 7 Maio 2007.
Ligações externas Afrotheria Specialist Group - IUCN
Categoria:Placentalia