Na escala de tempo geológico, o Fanerozóico (grego transliterado: phaneros significa "visível" e zoikos, "vida") é o atual e o mais recente dos quatro éons geológicos na história geológica da Terra, cobrindo o período de 541 milhões de anos atrás até o presente. É o éon durante o qual a abundante vida animal e vegetal proliferou, diversificou e colonizou vários nichos na superfície da Terra, começando com o período Cambriano, quando os animais desenvolveram pela primeira vez conchas duras que podem ser claramente preservadas no registo fóssil. O tempo anterior ao Fanerozóico, chamado coletivamente de Pré-Cambriano, está agora dividido nos éons Hadeano, Arqueano e Proterozóico.
O período do Fanerozóico começa com o aparecimento súbito de evidências fossilizadas de vários filos animais; a evolução desses filos em diversas formas; a evolução das plantas; a evolução dos peixes, artrópodes e moluscos; a colonização terrestre e evolução dos insetos, queliceratos, miriápodes e tetrápodes; e o desenvolvimento da fauna moderna dominada por plantas vasculares. Durante este período de tempo, as forças tectónicas que movem os continentes reuniram-nos numa única porção de terra conhecida como Pangeia (o supercontinente mais recente), que então se separou nas atuais porções de terra.
Limite do Proterozóico-Fanerozóico A fronteira Proterozóico-Fanerozóico está em 541 milhões de anos atrás. No século XIX, a fronteira foi definida na época do aparecimento dos primeiros fósseis abundantes de animais (metazoários), mas vestígios de fósseis de várias centenas de grupos (táxons) de metazoários complexos de corpo mole do período Ediacarano anterior do éon Proterozóico, conhecida como Explosão de Avalon, foram identificadas desde o estudo sistemático dessas formas iniciado na década de 1950. A transição do biota pré-cambriana, em grande parte séssil, para a biota cambriana móvel ativa ocorreu no início do Fanerozóico.
Associação Metalogenética
É composta principalmente por folhelhos negros (ricos em matéria orgânica) e Ironstones Ooliticos, com forte atividade exalativa e produção de CO2, aquecimento global e grande produtividade biológica como condição para a formação desses depósitos.
Depósitos do tipo VMS, SEDEX e RedBed são formados no período de máximo desenvolvimento de amalgamação continental do Ciclo de Wilson, no Gondwana,durante a transição Pré-Cambriano-Cambriano e no Pangeia na transição do Paleozóico Superior para o Mesozóico inferior.
Subdivisões Divide-se nas eras e períodos (da mais antiga para a mais recente):
ÉonEraPeríodoM. anos Fanerozoico Cenozoico Quaternário2.558 Neogeno23.030* Paleogeno66.0* Mesozoico Cretáceoc. 145.0 Jurássico201.3 ± 0.2* Triássico252.2 ± 0.5* Paleozoico Permiano298.9 ± 0.2* Carbonífero358.9 ± 0.4* Devoniano419.2 ± 3.2* Siluriano443.4 ± 1.5* Ordoviciano485.4 ± 1.9* Cambriano541.0 ± 1.0*
Eras do Fanerozóico thumb|250px|left|A evolução da biodiversidade durante Fanerozoico mostra um crescimento contínuo - mas não monótono, desde aproximadamente zero até milhares de géneros. O Fanerozóico é dividido em três eras: Paleozoico, Mesozoico e Cenozoico, as quais são subdivididas em doze períodos. O Paleozóico abrange a evolução dos peixes, anfíbios e répteis. Durante o Mesozóico acontece a evolução dos lagartos, crocodilos, cobras, tartarugas, mamíferos e dinossauros (incluindo aves). O Cenozóuco começa com a extinção dos dinossauros não avianos, conta com a evolução e diversificação de aves e mamíferos. Os humanos aparecem e evoluem durante os períodos mais recentes do Cenozóico.
Era Paleozóica Durante o Paleozoico ocorreu a evolução das formas de vidas complexas na história do planeta Terra, assim como o início da ocupação das massas continentais, foi a era em que os ancestrais de toda a vida multicelular na Terra começaram a se diversificar. O Paleozóico compreende seis períodos de tempo: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.
Período Cambriano O Cambriano é o primeiro período do Paleozóico, ele começa em 541,0 ± 1 milhões de anos e vai até 485,4 ± 1,9 milhões de anos atrás. Durante o Cambriano houve um grande aumento repentino na diversidade de vida animal, em um evento conhecido como Explosão Cambriana. Surgiram algas complexas, a fauna era dominada por artrópodes encouraçados, assim como trilobitas. Quase todos os filos de animais marinhos evoluíram durante esse período. Nesta época, o supercontinente Panótia começou a se quebrar, parte dele iria se recombinar posteriormente para formar o supercontinente Gondwana.
Período Ordoviciano O Ordoviciano vai de 485,4 ± 1,9 Ma até 443,8 ± 1,5 Ma. Foi durante o Ordoviciano que vários dos grupos ainda existentes começaram a evoluir e diversificar, como por exemplo os Cefalópodes, peixes e corais, esse processo é conhecido como Radiação Ordoviciana. Os trilobitas começaram a ser substituídos por braquiópodes articulados, os crinóides também começaram a constituir uma parte importante da fauna. Os primeiros artrópodes migraram para fora dos oceanos e começaram a colonizar o Gondwana. No final do Ordoviciano, o Gondwana tinha se movido do equador para o polo sul, Laurência colidiu com a Báltica, fechando o Oceano de Jápeto. Um evento glacial no Gondwana resultou em uma grande diminuição no nível do mar, matando toda a vida que havia se estabelecidos nas costas, esse evento ficou conhecido como a Extinção do Ordoviciano-Siluriano, no qual cerca de 60% dos invertebrados marinhos e 25% das famílias foram extintas. Apesar de ter sido um dos maiores eventos de extinção em massa na história da Terra, a extinção do Ordoviciano-Siluriano não causou mudanças ecológicas profundas entre os períodos.
Período Siluriano left|thumb|177x177px|Dalmanites limulurus, uma espécie de trilobita no Siluriano. O Siluriano durou de 485,4 ± 1,9 Ma até 419,2 ± 3,2 Ma. Durante esse período houve evolução em massa de peixes, os peixes sem mandíbula (Agnatha) se tornaram mais numerosos, os primeiros peixes com mandíbula e peixes de água doce surgiram no registro fóssil. Os artrópodes continuaram abundantes, alguns grupos, como os Euriptéridos, se tornaram superpredadores. Formas de vida exclusivamente terrestre se estabeleceram nos continentes, incluindo os primeiros aracnídeos, fungos e miriápodes. A evolução de plantas vasculares, como as cooksonia, permitiram com que elas se estabelecessem nos continentes, essas plantas são as ancestrais de todas as plantas terrestres. Durante este período, existiam quartro continentes: Condwana (África, América do Sul, Austrália, Antártica, Índia), Laurentia (América do Norte com partes da Europa), Báltica (restante da Europa) e Siberia (norte da Ásia).
Período Devoniano thumb|left|Cephalaspis, um peixe sem mandíbula. O Devoniano compreende o período de 419,2 ± 3,2 Ma até 358,9 ± 0,4 Ma. É conhecido como a "Idade dos Peixes" devido a grande diversificação de peixes acontecido nesse período. Os peixes couraçado incluíam os Agnatha (sem mandíbula), assim como peixes com mandíbula placodermes, como os Dunkleosteus terrelli. Durante o Devoniano também houve a diversificação de grupos modernos de peixes, assim como os Chondrichthyes (tubarões), Osteichthyes (peixes com nadadeiras), e Sarcopterygii (peixes de barbatanas lobadas). Uma linhagem de sarcopterygians evoluiu para os primeiros vertebrados de quatro membros, que eventualmente se tornariam os Tetrápodes. Na terra, grupos de plantas se diversificaram; as primeiras árvores e sementes evoluíram durante este período. Por volta do Devoniano Médio existiam florestas primitivas, algumas espécies são: Lycopodiophyta, Equisetales, Fernseea e Progymnospermophyta. Esse evento também permitiu a diversificação dos artrópodes pois eles tinham vantagem sobre o novo hábitat. Perto do fim do Devoniano, 70% de todas as espécies foram extintas em uma sequência de eventos de extinções em massa, coletivamente conhecidos como a Extinção do Devoniano Superior.
Período Carbonífero thumb|239x239px|Proterogyrinus, um anfíbio (não-tetrápode amniota) no Carbonífero. O Carbonífero vai de 358,9 ± 0,4 Ma até 298,9 ± 0,15 Ma. Pântanos tropicais dominavam a Terra, e a grande quantidade de árvores deu origem a grande parte dos depósitos de carvão mineral existentes hoje em dia, por isso o nome Carbonífero. Cerca de 90% dos depósitos de carvão mineral foram depositados nos períodos Carbonífero e Permiano, o que representa apenas 2% da história geológica da Terra. Os altos níveis de oxigênio devido a grande quantidade de árvores permitiu a proliferação de artrópodes gigantes (normalmente o seu tamanho é limitado pelos seus sistemas respiratórios). Tetrápodes diversificaram durante o Carbonífero, e uma linhagem deu origem aos Amniota (animais cujos embriões são rodeados por uma membrana amniótica) o que permite a reprodução fora d'água. Esses tetrápodes incluem os primeiros Répteis e Synapsida (parentes dos mamíferos). Ao logo do Carbonífero, houve um resfriamento, o que levou a um evento de glaciação no Gondwana, esse evento ficou conhecido como Glaciação Permo-Carbonífera e resultou na perda de grande parte das florestas.
Período Permiano left|thumb|Dimetrodon grandis, um synapsida no Permiano recente O Permiano vai de 298,9 ± 0,15 Ma até 252,17± 0,06 Ma e foi o último período da era Paleozóica. No seu início, todos os continentes se juntaram, dando origem ao supercontinente Pangeia, cercado por um único oceano chamado Pantalassa. A Terra era relativamente seca em comparação com o Carbonífero, com estações severas. Os Amniota se diversificaram no novo clima seco, principalmente alguns Synapsida como os Dimetrodon, Edaphosaurus e os ancestrais dos mamíferos modernos. As primeiras coníferas evoluíram durante esse período e dominaram as paisagens terrestres. O Permiano terminou com um grande evento de extinção em massa, a Extinção do Permiano-Triássico, foi o maior evento de extinção da história da Terra, resultando na morte de 95% de todas as espécies.
Era Mesozóica O Mesozóico vai de 252,17± 0,06 Ma até 66,0 Ma, também é conhecida como a Idade dos Répteis ou Idade das Coníferas. O Mesozóico contou com o aparecimento de vários tetrápodes modernos, enquanto os répteis começaram a dominar as terras, deixandos os sinapsídeos para trás. O Mesozóico é dividido em três Períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo.
Período Triássico O Triássico vai de 252,17± 0,06 Ma até 201,3 ± 0,2 Ma e é subdividido em três épocas: Triássico Inferior, Triássico Médio e Triássico Superior.
O Triássico Inferior durou de 252,17± 0,06 Ma até 247,2 Ma, foi uma época quente e árida após a extinção do Permiano, devido a extinção os grupos animais eram muito pouco diversos. Os Temnospondyli recuperaram e se diversificaram em grande predadores aquáticos durante o Triássico. Répteis também se diversificaram rapidamente, com répteis aquáticos como os Ichthyosaurus e Sauropterygia se proliferando nos mares. Na terra, aparecerem os primeiros Arcossauros, incluindo os Pseudosuchia (parentes dos crocodilos) e Avemetatarsalia (parentes das aves e dinossauros).
thumb|Plateosaurus, um dinossauro antigo sauropodomorfia. O Triássico Médio vai de 247,2 Ma até 237,0 Ma, durante o qual a Pangeia começou a se quebrar em um processo de rifteamento que se iniciou no norte. Fitoplânctons, Corais e Crustáceos e vários outros invertebrados se recuperaram da extinção do Permiano ao final do Triássico Médio. Enquanto isso, na terra, répteis continuavam a se diversificar, as florestas coníferas prosperavam, assim como os primeiros mosquitos.