Itaim Bibi é um distrito situado na Zona OesteMapa oficial das subprefeituras do município de São Paulo: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/guia/mapas/0001/mapa_subprefeituras.jpeg do município de São Paulo e é administrado pela subprefeitura de Pinheiros. Popularmente,Pesquisa Google:jardins zona sul e em algumas reportagens,Pesquisa Site Isto É: Itaim Bibi zona sul a região já pertenceu à Zona Sul, porém é administrada pela Subprefeitura de Pinheiros, sendo oficialmente integrada à Zona Oeste. A mudança administrativa ocorreu em 2002, na gestão Marta Suplicy, até então fazia parte da Zona Centro-Sul (Zona Sul), sendo administrado pela Subprefeitura de Santo Amaro.
A área do distrito é limitada pelo rio Pinheiros e pelas avenidas Cidade Jardim, Nove de Julho, São Gabriel, Santo Amaro e Roque Petroni Jr., até chegar novamente no rio Pinheiros.
Abrange os bairros de Vila Olímpia e Itaim Bibi e a região do Brooklin Novo, áreas famosas pela agitada vida noturna, com seus restaurantes e baladas, e por serem sede de escritórios de empresas nacionais e internacionais, os centros financeiros estão localizados majoritariamente nas avenidas Faria Lima, Berrini, JK, dos Bandeirantes e na Marginal Pinheiros.Veja São Paulo. A origem do Itaim Bibi É o distrito em que está localizada a emblemática Ponte Octávio Frias de Oliveira, conhecida popularmente como "Ponte Estaiada", um dos cartões postais da cidade.
História
Criação do distrito de Paz No âmbito jurídico-administrativo, o antigo “Distrito de Paz de Itaim” — circunscrição cartorial e judiciária que frequentemente antecedeu a conformação distrital urbano-administrativa em São Paulo — foi criado pelo Decreto Estadual nº 6.731, de 4 de outubro de 1934, fixando sede e limites para fins de registro civil e policial. Até, a área integrava o então município de Santo Amaro — autonomizado no período imperial —, incorporado à Capital naquele ano por legislação estadual, processo referido nas sínteses históricas oficiais do município de São Paulo; essa incorporação redefiniu os vínculos administrativos da região e preparou o terreno para posteriores remembramentos e subdivisões distritais na primeira metade do século XX. Etimologia A etimologia do topônimo “Itaim” remete ao tupi antigo, combinando itá (“pedra”) e sufixação diminutiva que resulta em “pedra pequena”, forma atestada na lexicografia especializada.
Século XIX
Do ponto de vista histórico, o território do atual Itaim Bibi manteve, até o início do século XX, um perfil rural composto por chácaras e sítios vinculados às várzeas do Rio Pinheiros, com registro toponímico em plantas oficiais desde o fim do século XIX (como a “Planta Geral da Capital”, 1897), anteriores aos loteamentos que dariam origem aos bairros atuais; tais menções cartográficas constam do acervo público municipal, onde se visualizam a antiga “Chácara do Itahy” e caminhos rurais que estruturariam vias como a atual Rua Iguatemi. Entre as propriedades pioneiras destacou-se a do general José Vieira Couto de Magalhães, que, embora mineiro de Diamantina, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco e foi presidente do estado de São Paulo;A história do bairro do Itaim Bibi adquirida em, sua gleba tinha baixo valor por sofrer com as inundações do rio Pinheiros e servia sobretudo ao lazer de seus proprietários. Conhecida ao longo dos anos como Chácara do Itahy — Itahy significando “pedra pequena” na língua tupi —, tinha sede na atual Rua Iguatemi, associada à Casa Bandeirista do Itaim, bem tombado pelo órgão estadual de patrimônio, hoje em ruínas.
Os herdeiros de José Vieira promoveram o parcelamento da chácara, vendendo pequenos lotes a imigrantes italianos hortifrutigranjeiros, enquanto portugueses mantinham terras nas áreas mais altas; desse processo derivaram bairros como Itaim Bibi e Chácara Itaim. Outra grande propriedade local foi a “Casa Grande”, latifúndio de Chico Mimi situado no encontro das atuais avenidas Morumbi, Brito Peixoto e Godoy Colaço; em, com a elevação de Santo Amaro a município, a região passou à sua jurisdição, até a incorporação de Santo Amaro ao município de São Paulo em, quando se consolidou a formação de áreas como a Vila Cordeiro.
Século XX O início do século XX trouxe desenvolvimento à região, trazendo a passagem de linhas de bondes, o transporte coletivo da época, pelo bairro de “quinto desvio” (futuro bairro de Brooklin Paulista). Nas décadas de 1920 e 1930 houve o loteamento e a junção de diversas propriedades rurais e áreas verdes, formando os bairros de Vila Olímpia e Brooklin. As áreas de várzea, menos valorizadas, eram ocupadas por indústrias de médio e grande porte, portos de areia e olarias, fornecedores de matéria prima para as construções. A partir da segunda metade do século, há uma mudança progressiva no comércio distrital, ampliou-se e deixou de servir somente a seus bairros, passando a atender também outras áreas, perdendo sua característica popular e industrial, tornando-se uma região abastada. A retificação e canalização do Rio Pinheiros ao longo do século XX, iniciadas quando a antiga Light estruturou o aproveitamento hidroenergético e concluídas no pós-guerra, reduziram meandros, abriram frentes à urbanização e permitiram obras viárias marginais, condicionando a transição do uso rural-industrial para o terciário avançado no entorno do atual Itaim Bibi.
Entre as décadas de 1920 e 1940, a urbanização no atual distrito do Itaim Bibi ganhou ritmo com as obras de retificação no Rio Pinheiros e a abertura de eixos viários modernos, favorecendo o parcelamento da antiga Chácara do Itahy e de outras propriedades em lotes que dariam origem a Itaim Bibi, Vila Olímpia e Chácara Itaim; segundo a tradição local e fontes memorialísticas, colonos italianos ocuparam as baixadas férteis enquanto portugueses se fixaram nas partes altas. Remanescentes do ciclo rural das chácaras, como a Casa Bandeirista do Itaim (região da Rua Iguatemi), tombada em esfera estadual, documentam materialmente essa fase anterior à urbanização intensiva. No pós-1930, a combinação entre modernização urbana, expansão do mercado imobiliário e infraestrutura energética/viária na bacia do Pinheiros promoveu a substituição gradual do uso rural por loteamentos residenciais e, na segunda metade do século, preparou a verticalização e o adensamento de usos terciários que, já no século XXI, sustentariam a consolidação do eixo Faria Lima–JK–Berrini como centralidade financeira e de serviços do vetor sudoeste. Vale também ressaltar que entre as décadas de 1930 e 1960, a industrialização paulistana e os fluxos de migração interna, sobretudo de regiões do interior paulista e do Nordeste, adensaram a força de trabalho nas zonas sudoeste e sul da capital, gerando assentamentos precários em pontos de várzea e ao longo de córregos e linhas férreas; no vetor sudoeste, estudos registram a presença e posterior remoção de favelas vinculadas às frentes de modernização viária e imobiliária, como a do entorno da Berrini/Água Espraiada, reestruturadas por operações urbanas nas décadas de 1990–2000.
A partir da segunda metade do século, há uma mudança progressiva no comércio distrital, ampliou-se e deixou de servir somente a seus bairros, passando a atender também outras áreas, perdendo sua característica popular e industrial, tornando-se uma região abastada. A retificação e canalização do Rio Pinheiros ao longo do século XX, iniciadas quando a antiga Light estruturou o aproveitamento hidroenergético e concluídas no pós-guerra, reduziram meandros, abriram frentes à urbanização e permitiram obras viárias marginais, condicionando a transição do uso rural-industrial para o terciário avançado no entorno do atual Itaim Bibi.
Cidade Monções e o bairro antes da Ponte Estaiada.No plano da formação dos bairros, a transformação fundiária dos anos 1920–1940 consolidou os loteamentos de Itaim Bibi e Vila Olímpia, enquanto, no setor sul do distrito e áreas contíguas, os empreendimentos que dariam origem a Brooklin Novo e seus subtopônimos — Cidade Monções, Jardim das Acácias, Vila Cordeiro e Vila Gertrudes — emergiram de antigos sítios e chácaras loteados em etapas, com sobreposições toponímicas e administrativas entre os distritos vizinhos definidas mais tarde pelo cadastro municipal; os mapas oficiais de bairros e o cadastro distrital da Prefeitura documentam essa evolução e a atual vinculação do Itaim Bibi à Subprefeitura de Pinheiros.
No final da década de 1970 houve a criação de novas vias na cidade, como a Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e a avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Devido ao elevado custo dos terrenos na avenidas Paulista e Faria Lima, os bairros de Vila Olímpia e o Brooklin, onde estão localizadas, tornaram-se centros financeiros secundários da cidade. Até a década de 1990 algumas partes do distrito sofriam com as constantes inundações do rio Pinheiros e seus afluentes, o que trazia uma desvalorização e desinteresse imobiliário perante o território distrital. O reordenamento espacial e os investimentos em infraestrutura nesse período foram ancorados por marcos regulatórios como a Operação Urbana Faria Lima (1995) e, no eixo vizinho do córrego Água Espraiada, a Operação Urbana Água Espraiada (2001), instrumentos que combinaram outorga onerosa e contrapartidas para macrodrenagem, sistema viário e habitação, reconfigurando densidades e usos ao longo dos eixos Faria Lima–JK e Berrini–Água Espraiada e intensificando a verticalização terciária no Itaim Bibi e adjacências.
Na mesma direção, a política de macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, implementada pelo Estado a partir dos anos 1990, somou-se às intervenções municipais para mitigar enchentes recorrentes nas baixadas do Pinheiros, favorecendo a valorização imobiliária e a difusão de empreendimentos de escritórios, hotéis e residências de alto padrão no distrito ao longo das décadas de 1990 e 2000. Para mudar este panorama, o mesmo recebeu importantes investimentos públicos, realizados pela Prefeitura do município, havendo melhoramentos em suas vias e obras de combate às enchentes. Isto gerou o interesse privado, que ao perceber a intensa valorização dos imóveis existentes, investiu em tecnologia de ponta, trazendo ao Itaim modernos edifícios e megaempreendimentos. Complementarmente, a literatura urbanística identifica, para o período 1930–2000, o papel da modernização viária e das finanças imobiliárias na reestruturação do vetor sudoeste, com a Vila Olímpia e o Itaim Bibi consolidando-se como centralidades de serviços e sedes corporativas, enquanto áreas como Cidade Monções/Vila Cordeiro passaram por forte substituição do tecido industrial e de baixa renda por torres empresariais e empreendimentos de uso misto.
Século XXI
No século XXI, o distrito consolidou sua transição para uma centralidade terciária de alta renda, marcada por intenso adensamento construtivo, substituição de usos e forte financeirização do solo urbano, sob a convergência de instrumentos urbanísticos e ciclos de investimento privados. O distrito abriga os bairros de Vila Olímpia e Itaim Bibi, além da região do Brooklin Novo (bairros de Vila Cordeiro, Cidade Monções, Jardim das Acácias e Vila Gertrudes), que constituem três centros financeiros importantes da cidade. Neles e em suas adjacências, a existem inúmeros escritórios de multinacionais e empresas high-tech como: Google, Internet Group, Yahoo!, Facebook, Americanas S.A., Qualcomm, Intel, Symantec, Microsoft, Thomson Reuters, Barclays, Credit Suisse, Goldman Sachs, Terra, Nokia, Samsung e HP. Outras sedes: Red Bull, Klabin, Tecnisa, Unilever, Heineken, EDP, Grupo CCR, EcoRodovias, Alpargatas S.A., Italac, Nestlé, P&G, The Walt Disney Company, CSN, Monsanto e Ducoco Produtos Saudáveis.