A Época foi uma revista de notícias brasileira lançada em 25 de maio de 1998, resultado de uma parceria entre a Editora Globo e o grupo alemão Hubert Burda Media, responsável pela publicação da revista Focus na Alemanha. Desde sua estreia, a publicação propôs uma abordagem diferenciada no segmento de revistas semanais de informação no Brasil, com foco na qualidade jornalística e na valorização do design gráfico, o que originou o conceito de "jornalismo visual".

A revista adotou um modelo editorial que integrava texto, imagem, gráficos e recursos visuais, com o objetivo de facilitar a leitura e aprimorar a apresentação de reportagens, entrevistas e matérias especiais. A cobertura incluía temas como política, economia, negócios, ciência, tecnologia, saúde, meio ambiente, comportamento, sociedade e cultura. Essa estrutura editorial contribuiu para a diferenciação da revista em relação a outras publicações semanais do mercado.

História Desde sua primeira edição, a revista contou com presença digital por meio do site "Época.com.br", lançado simultaneamente à versão impressa. Posteriormente, tornou-se a primeira revista brasileira a disponibilizar conteúdo em formato para tablet, demonstrando alinhamento com as transformações tecnológicas e os novos formatos de consumo de informação.

A partir de 2006, a revista passou a publicar anualmente a Edição Verde, dedicada exclusivamente a temas relacionados ao meio ambiente e à sustentabilidade.Moraes, Claudia (2017). A mudança climática no enquadramento discursivo da revista Época. Desenvolvimento e Meio Ambiente. 40. 10.5380/dma.v40i0.49071. Em 2007, foi lançado o suplemento Época Negócios, voltado ao universo corporativo, que depois tornou-se uma revista separada. No ano seguinte, surgiu a Época São Paulo, com foco na vida cultural e cotidiana da capital paulista. Esses projetos ampliaram o alcance da marca e consolidaram sua atuação em nichos específicos do mercado editorial.

Durante seus 23 anos de circulação, a revista foi responsável por reportagens investigativas e coberturas jornalísticas que receberam prêmios como o Esso de Jornalismo, entre outros reconhecimentos. Sua proposta editorial e estrutura visual contribuíram para a evolução do jornalismo impresso no país.

Encerramento da edição impressa Em 29 de maio de 2021, a versão impressa da revista foi descontinuada. A partir dessa data, o conteúdo passou a ser publicado como uma seção do jornal O Globo, disponível na edição impressa aos sábados e na plataforma digital. A mudança refletiu a transição do consumo de informação para o ambiente digital e a redução da demanda por revistas semanais em formato físico.

Prêmios Prêmio ExxonMobil de Jornalismo (Esso) de criação gráfica na categoria revista ganhou em 2001, concedido a Wander Luiz Silva e Equipe, pela reportagem "O Horror" ganhou em 2009, concedido a Marcos Marques, Alexandre Lucas, Marco Vergotti, Eduardo Cometti, Alberto Cairo e Equipe Faz Caber, com o trabalho "Voo Air France 447" 2008: Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica, concedido a Eliane Brum, Solange Azevedo e Renata Leal, pela reportagem "Suicídio.com"

Prêmio Vladimir Herzog Menção Honrosa do Prêmio Vladimir Herzog por Revista Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado 2002 "A suave subversão da velhice" Época Eliane Cristina Brum

Outros Em 2020, o diretor de arte Mateus Valadares recebeu o Latin American Design Awards na categoria editorial por dois projetos.

Colunistas Entre seu corpo de colunistas, estão (ou estiveram):

Roberto DaMatta (Sociedade) Fabio Campos (Educação) Alberto Almeida (Tendências) Paulo Guedes (Economia) http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI4215-15230,00-ARQUIVO+PAULO+GUEDES.html Fernando Abrucio (Política) Fareed Zakaria (Finanças) Guilherme Fiuza (Política) Eugênio Bucci (Política) Zuenir Ventura (Sociedade) Joyce Pascowitch (Geral) Tutty Vasques (Humor) Felipe Patury (Política, negócios e poder) Bruno Astuto (Moda, comportamento e celebridades) Walcyr Carrasco (Sociedade) Marcio Atalla (Bem-estar) Gustavo Cerbasi (Finanças) Jairo Bouer (Saúde) Vilfredo Schürmann (Desafios e aventura) Ruth de Aquino (Atualidades) Rafael Ciscati (saúde) Ruan de Souza Gabriel (livros)

Críticas e controvérsias Caso Francenildo Em março de 2006 a revista Época envolveu-se no escândalo político da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, que culminou com a queda do ministro da Fazenda, Antônio Palocci.

Caso Carlinhos Cachoeira Reportagem publicada pela revista CartaCapital em maio de 2012 acusa Eumano Silva, diretor da revista Época na sucursal de Brasília, de associação com a organização criminosa comandada por Carlinhos Cachoeira, visando simultaneamente fragilizar adversários do bicheiro e sedimentar interesses do grupo. Segundo CartaCapital, o araponga Idalberto Matias Araújo, alcunhado Dadá, "braço direito de Cachoeira", negociou com o jornalista a publicação de informações que visavam prejudicar a empresa Warre Engenharia, concorrente da empreiteira Delta em Goiás, na qual Cachoeira possuía participação. A reportagem "O ministro entrou na festa" publicada por Época resultou na Operação Voucher da Polícia Federal, ocasionando a queda do então Ministro do Turismo Pedro Novais. A empresa Warre, entretanto, foi posteriormente inocentada.

A negociação entre Dadá e Eumano Silva foi flagrada em interceptações telefônicas da Polícia Federal, cinco das quais foram disponibilizadas à CartaCapital. Segundo a revista, o diretor da sucursal de Época telefonou para Dadá para alertá-lo sobre a possibilidade da construtora Delta aparecer vinculada ao escândalo do Ministério do Turismo, o que comprovaria a cooperação consciente do jornalista com a organização criminosa. Em resposta às acusações, a direção da revista Época afirmou que não tinha conhecimento de que os emissários integravam a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. O Jornal da Record também exibiu reportagem sobre o tema.

Ainda de acordo com CartaCapital o vice-presidente da República, Michel Temer, teria se tornado uma espécie de interlocutor entre as Organizações Globo, responsáveis pela publicação da revista Época, e o governo federal. CartaCapital afirma que em um espaço de três semanas, desde que as suspeitas de envolvimento de veículos de imprensa com o grupo criminoso de Carlinhos Cachoeira emergiram, Temer ofereceu dois jantares ao empresário João Roberto Marinho, um dos herdeiros da Globo, na residência-oficial do vice-presidente em Brasília, o Palácio do Jaburu. Marinho teria pedido a Temer durante esses jantares que controlasse uma suposta "sanha do PT" (Partido dos Trabalhadores) em investigar os veículos de imprensa envolvidos em denúncias. A revista afirma ainda que um assessor de Temer, Márcio Freitas, ligou para a redação de Época para sondar a veracidade das informações e alertar a publicação sobre a possibilidade dos grampos registrando contatos entre o diretor de Época e o araponga Dadá terem vazado para a CartaCapital.FORTES, Leandro. Temer, os Marinho e a CPI. Carta Capital. São Paulo: Confiança. Ano XVII, nº. 699, 30 de maio de 2012.

Também em maio de 2012, o tratamento dispensado por Época ao senador Demóstenes Torres, acusado de integrar o grupo criminoso de Carlinhos Cachoeira, foi citado em reportagem da semanal The Economist. A revista britânica ironizou o fato de que enquanto Época classificava o senador como "portador de princípios e convicções" e "não apenas mais um traficante de influência política", por ocasião da publicação da lista dos cem brasileiros mais influentes, a Polícia Federal interceptava ligações comprometedoras entre Torres e o bicheiro.

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