thumb|Calheta, ilha de São Jorge: vista parcial.
O Forte de São João Baptista, também referido como Forte de São João e Forte da Ponta do Açougue, localizava-se na freguesia da Calheta, no concelho de mesmo nome, na costa sul da ilha de São Jorge, nos Açores.
Em posição dominante sobre este trecho do litoral, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico. Cooperava com os fortes de Santo António e do Espírito Santo.
História Foi erguido em 1652, no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa (1640-1668).PEREIRA, 1987:128.
Pode ser uma das estruturas que, no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714), encontram-se referidas genericamente como "Os quatro Redutos do Porto da Calheta." na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710"."Fortificações nos Açores existentes em 1710" in Arquivo dos Açores, p. 180. Consultado em 8 dez 2011.
Dele existe projeto de melhoramento, datado de 1725, embora se desconheça se o mesmo chegou a ser executado.REZENDES, 2009. Consultado em 20 dez 2011.
A "Relação" do marechal de campo Barão de Bastos em 1862 informa que se encontrava em grande ruína e abandonado desde longos anos.BASTOS, 1997:267.
No Tombo de 1883 subsistiam apenas vestígios. Na planta que o ilustra encontra-se por lapso referido como "Forte de Santo António". Um aditamento ao mesmo, datado de 1885 indica que o seu espaço era utilizado como lavadouro público, aproveitando os restos de água de um chafariz que lhe ficava próximo.PEGO, 1998.
Em 1912 foi cedido à Câmara Municipal da Calheta.
Em 1938 o imóvel foi entregue ao Ministério das Finanças.
Atualmente subsistem apenas vestígios de sua estrutura, nas imediações do Museu de São Jorge.
Características Do tipo abaluartado, de pequenas dimensões, apresentava planta semi-circular. Montava uma a duas bocas de fogo que jogavam à barbeta.
Bibliografia BASTOS, Barão de. "Relação dos fortes, Castellos e outros pontos fortificados que se achão ao prezente inteiramente abandonados, e que nenhuma utilidade tem para a defeza do Pais, com declaração d'aquelles que se podem desde ja desprezar." in Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, vol. LV, 1997. p. 267-271. CASTELO BRANCO, António do Couto de; FERRÃO, António de Novais. "Memorias militares, pertencentes ao serviço da guerra assim terrestre como maritima, em que se contém as obrigações dos officiaes de infantaria, cavallaria, artilharia e engenheiros; insignias que lhe tocam trazer; a fórma de compôr e conservar o campo; o modo de expugnar e defender as praças, etc.". Amesterdão, 1719. 358 p. (tomo I p. 300-306) in Arquivo dos Açores, vol. IV (ed. fac-similada de 1882). Ponta Delgada (Açores): Universidade dos Açores, 1981. p. 178-181. NEVES, Carlos; CARVALHO, Filipe; MATOS, Artur Teodoro de (coord.). "Documentação Sobre as Fortificações Dos Açores Existentes dos Arquivos de Lisboa – Catálogo". in Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, vol. L, 1992. PEGO, Damião. "Tombos dos Fortes das Ilhas do Faial, São Jorge e Graciosa (Direcção dos Serviços de Engenharia do Exército)". in Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, vol. LVI, 1998. PEREIRA, António dos Santos. A Ilha de São Jorge (séculos XV-XVIII): contribuição para o seu estudo. Ponta Delgada (Açores): Universidade dos Açores, 1987. 628p. mapas, tabelas, gráficos. VIEIRA, Alberto. "Da poliorcética à fortificação nos Açores: Introdução ao estudo do sistema defensivo nos Açores nos séculos XVI-XIX". in Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, vol. XLV, tomo II, 1987. S. Jorge/Açores: Guia do Património Cultural. s.l.: Atlantic View - Actividades Turísticas, Lda, 2003. ISBN 972-96057-2-6 168p. fotos cor, mapas. p. 69.
Ver também Lista de fortificações nos Açores
Ligações externas
Categoria:Fortificações dos Açores Categoria:Calheta (Açores)