Treron sanctithomae, comummente conhecida como cécia, é uma espécie de ave florestal da família dos Columbídeos, endémica de São Tomé e Príncipe.

Nomes comuns Além do nome comum «cécia» (por vezes também grafado sécia, pelo qual também é conhecida a flor da espécie Callistephus chinensis), dá ainda pelos seguintes nomes comuns: cécia-de-são-tomé e pombo-verde-de-são-tomé.

Etimologia Quanto ao nome científico desta espécie:

O nome genérico, Trērōn, provém do grego antigo e significa «pombo ou rola».

O epíteto específico, sanctithomae, provém do latim tardio, sendo que sanctus, significa «santo», e Thomae, «Tomás ou Tomé».

Descrição Sobressai pela sua plumagem matizada entre o acinzentado e o esverdeado, sendo a sua carne apreciada na alimentação santomense.

Habitat Os seus habitats naturais são florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude, privilegiando as florestas mais densas e antigas, que ofereçam o dossel florestal mais denso e resguardado.

Desapareceu de Ilhéu das Rolas, por causa da progressiva perda de habitat. Presentemente, estima-se que existam entre 37.007 e 109.255 indivíduos desta espécie, embora a população esteja em declínio acentuado devido a níveis insustentáveis de caça, seja para fins comerciais, seja para subsistência alimentar.

Sustentabilidade A caça do pombo-verde-de-são-tomé atinge a níveis superiores aos sustentáveis. A sua distribuição em florestas maduras de difícil acesso poderá conferir-lhe alguma proteção contra a caça. No entanto, a procura significativa por parte de restaurantes em áreas urbanas sujeita a espécie a uma situação preocupante do ponto de vista da conservação.

O pombo-verde-de-São-Tomé encontra-se classificado como Vulnerável (IUCN, 2014), por ser uma espécie endémica de uma única ilha, presumivelmente com uma população em declínio e uma área de distribuição muito restrita.

Taxonomia O pombo-verde-de-São-Tomé foi descrito pelo naturalista alemão Georg Marcgrave em 1648 e pelo ornitólogo inglês Francis Willughby em 1678.

Quando o naturalista alemão Johann Friedrich Gmelin reviu e ampliou a obra de Carlos Lineu, Systema Naturae, em 1789, optou por incluir o pombo-verde-de-São-Tomé.

Juntou-o às restantes rolas e pombos, no género Columba, atribuindo-lhe o nome binomial Columba sanctithomae.

Atualmente, o pombo-verde-de-São-Tomé encontra-se incluído no género Treron, juntamente com cerca de 30 outras espécies de pombos-verdes, género este que foi estabelecido em 1816 pelo ornitólogo francês Louis Pierre Vieillot.

Trata-se de uma espécie monotípica, não se reconhecendo quaisquer outras subespécies.

Referências

Categoria:Treron Categoria:Aves endêmicas de São Tomé e Príncipe Categoria:Aves descritas em 1789