é uma série de jogos eletrônicos de ação-aventura com alguns elementos de RPG, criada pela Nintendo em 1986 por Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka exclusivamente para os consoles da Nintendo. A maioria de seus títulos são produzidos e publicados pela Nintendo com alguns jogos portáteis e relançamentos sendo terceirizados pela Flagship, Vanpool, Grezzo e Tantalus Media. Os jogos da série se passam no reino de Hyrule, num cenário de fantasia. A franquia concentra-se em títulos focados no gênero ação e aventura, além de RPG de ação e com resolução de quebra-cabeças.

A série é protagonizada por Link; um jovem herói pertencente a raça Hylian, essa raça constitui de um povo com orelhas grandes e pontudas semelhantes a elfos. O herói possui um vínculo próximo com a Princesa Zelda; uma reencarnação da deusa Hylia e também princesa do reino de Hyrule. Cada jogo possui uma história e um objetivo únicos. Apesar de que frequentemente o objetivo principal de Link nos jogos seja retratado como um herói protetor do reino de Hyrule e da Triforce, do antagonista Ganon. A Triforce é uma relíquia deixada pelas deusas criadoras do reino: Din, Farore e Nayru, representado as virtudes da Coragem, Sabedoria e Poder respectivamente.

Desde que o jogo homônimo foi lançado em 1986, a série expandiu-se em 20 jogos principais em todos os consoles de jogos da Nintendo, além de uma série de spin-offs. Uma série animada baseada nos primeiros jogos foi exibida em 1989 e adaptações de mangá foram comercializadas no Japão sob encomenda da Nintendo. The Legend of Zelda é uma das franquias mais influentes, revolucionárias e bem sucedidas da Nintendo; muitos de seus jogos foram bem-sucedidos comercialmente e são considerados alguns dos melhores jogos eletrônicos de todos os tempos.

Visão Geral

Jogabilidade Os primeiros jogos da série apresentam uma mistura de gêneros que envolvem quebra-cabeças, ação e aventura, exploração e RPG. Esses elementos foram permanecidos constantes ao longo da série mas com refinamentos e novas adições apresentados em cada novo jogo. Os jogos tridimensionais da série também incluem uma jogabilidade furtiva, onde o jogador deve evitar certos inimigos enquanto prossegue no cenário, também possui elementos de corrida e montaria de cavalos. O jogador é frequentemente recompensado com itens ou habilidades para resolver quebra-cabeças ou explorar áreas ocultas. Alguns itens são recorrentes e aparecem muitas vezes ao longo da série como bombas e flores de bomba; bumerangues, que podem matar ou paralisar inimigos; chaves para portas trancadas; espadas, escudos, arcos e flechas, enquanto outros itens são exclusivos de um único jogo. Apesar de certos jogos possuírem muitos elementos de RPG (Zelda II: The Adventure of Link por exemplo, é o único título com um sistema de experiência), os desenvolvedores enfatizam o combate direto estilo hack and slash. Esses elementos de RPG, levaram a muito debate sobre os gêneros dos jogos da franquia se poderiam ou não ser classificados como jogos de RPG de ação, um gênero no qual a série teve uma forte influência.

Cada jogo da série principal consiste em três áreas principais: um overworld que conecta todas as outras áreas, permitindo se movimentar para onde quiser; "áreas de interação" com outros personagens (cavernas ou salas escondidas no caso do primeiro jogo; cidades inteiras e vilas em jogos posteriores) em que o jogador ganha itens ou informações essenciais, é possível comprar equipamentos ou completar algumas missões secundárias; e masmorras (dungeons), que são labirintos, geralmente subterrâneos, compreendendo uma ampla gama de inimigos, chefes, itens e habilidades novas. Cada masmorra geralmente tem um item importante dentro, que pode ser essencial para resolver muitos dos quebra-cabeças e muitas vezes desempenha um papel crucial na derrota de um chefe dessa masmorra, bem como para progressão do jogo. Em quase todos os jogos da franquia, explorar masmorras é auxiliado pela localização de um mapa, que revela seu layout, e uma bússola mágica, que revela a localização de itens importantes, como chaves e equipamentos. Nos jogos posteriores, o calabouço inclui uma "grande chave" especial que abrirá a porta para combater o chefe da masmorra.

Áudio miniaturadaimagem|222x222px|Koji Kondo, compositor do jogo original e atual diretor de som, em 2007 Os jogos da série The Legend of Zelda apresentam instrumentos musicais, especialmente no momento de resolução de quebra-cabeças. Frequentemente, os instrumentos acionam eventos do jogo. Em Ocarina of Time, o jogador precisa criar composições musicais para revelar certos enigmas e também para progredir no jogo, tudo isso usando uma ocarina como instrumento e os controles do joystick para a composição. Ocarina of Time é "[um dos] primeiros títulos não-musicas contemporâneos a apresentar a composição de uma música como parte da jogabilidade". As músicas são usadas de forma heurística pois são necessárias para concluir o jogo - essa mecânica também está presente em Majora's Mask.

"The Legend of Zelda Theme" é um dos temas musicais mais populares da franquia e foi desenvolvido para o primeiro jogo. O diretor e compositor da série, Koji Kondo, inicialmente planejava usar a música Maurice Ravel 's Boléro como tema do título do jogo mas foi forçado a alterá-lo quando soube que os direitos autorais para a orquestra ainda não tinham sido expirados. Kondo escreveu um novo arranjo do tema para o jogo. "Zelda Theme" está no entre um dos temas mais conhecidos no mundo dos videogames.

Até o lançamento de Breath of the Wild, a série The Legend of Zelda evitava usar dublagem em cenas faladas, utilizando apenas diálogos escritos. O produtor da série Eiji Aonuma afirmou anteriormente que como Link é um personagem totalmente mudo, a introdução de personagens com diálogos falados "seria um pouco desanimador". Em vez de utilizar a música tema para locais diferentes, Breath of the Wild utiliza um som ambiente na jogatina como trilha sonora, além de acordes de piano.

Outros jogos

Jogos CD-i

Alguns jogos da série foram desenvolvidos e lançados para a plataforma Philips CD-i, no início da década de 1990, como parte de um acordo entre a Philips e a Nintendo, depois que as empresas fracassaram em desenvolver um periférico de CD-ROM para o Super NES. Os jogos foram criados independentemente, sem observação ou influência da Nintendo, os títulos foram nomeados de Link: The Faces of Evil e Zelda: The Wand of Gamelon, juntamente com o jogo Zelda's Adventure. A Nintendo nunca reconheceu esses títulos como parte da linha do tempo da franquia Zelda e eles são considerados em um cânone separado. Esses jogos são amplamente reconhecidos como os piores jogos da série.

Jogos Game & Watch

Três jogos da franquia Zelda foram produzidos entre 1989 e 1992. A versão de The Legend of Zelda da série Game & Watch da Nintendo foi lançada em agosto de 1989 como um jogo eletrônico portátil, que era semelhante em aparência ao Nintendo DS de hoje em dia. Foi relançado em 1998 como Toymax, Inc. Mini Classic e mais tarde incluído como um conteúdo bônus no Game & Watch Gallery 4, uma compilação de jogos da plataforma para o Game Boy Advance. Enquanto o Game & Watch Zelda foi desenvolvido internamente pela Nintendo, os dois outros jogos foram desenvolvidos por terceiros sob licença da Nintendo. Em outubro de 1989, o jogo original The Legend of Zelda foi desenvolvido pela Nelsonic como parte de sua linha Game Watch. Este jogo era um relógio digital com jogabilidade primitiva baseada no Legend of Zelda de NES. Em 1992, a Epoch Co. desenvolveu o Zelda no Densetsu: Kamigami no Triforce para seu console Barcode Battler II.

Crossovers The Legend of Zelda fez sua aparição para outras franquias da Nintendo e de jogos terceiros, principalmente na série Super Smash Bros., jogos de luta publicada pela própria Nintendo.

Link aparece como um lutador em Super Smash Bros. para o Nintendo 64, a primeira aparição da série, e também faz parte de todos os jogos posteriores a esse. A Princesa Zelda (que também pode se transformar no personagem Sheik), Ganondorf e Young Link (a versão mais jovem de Link vista em Ocarina of Time) foram adicionados à lista de jogadores de Super Smash Bros. Melee, e apareceram em todos os outros jogos, exceto "Young Link", que mais tarde foi substituído por "Toon Link" de The Wind Waker, em versões posteriores. Em Super Smash Bros. Brawl e Super Smash Bros. para Nintendo 3DS e Wii U, no entanto, tanto Young Link e Toon Link tiveram participação. Outros elementos da série, como locais e itens, também estão são vistos em toda a série Smash Bros. Fora das franquias da Nintendo, o personagem teve uma aparição exclusiva no lançamento do jogo de luta Soulcalibur II, da Namco, no GameCube

Outras aparições

Link, com o design de Skyward Sword, é um personagem jogável em Mario Kart 8, através de um conteúdo para download (DLC), junto com uma pista denominada "Hyrule Circuit' totalmente tematizada com a série. Em Sonic Lost World, um estágio DLC baseado na série foi lançado em março de 2014, denominado "The Legend of Zelda Zone". Foi construído em torno da mecânica de jogo central do Sonic Lost World, com alguns elementos da série Zelda, incluindo um medidor de vitalidade de corações, coleção de ruppes e uma masmorra em miniatura para explorar.

História NES The Legend of Zelda, o primeiro capítulo da saga de Link, é lançado no Japão com o nome The Hyrule Fantasy: Zelda No Densetsu. O game não foi lançado em cartucho, e sim na forma de disquete, para rodar no Famicom Disk System, acessório do Famicom que foi lançado somente no Japão.

The Legend of Zelda foi lançado nos Estados Unidos para o console Nintendo Entertainment System (NES). Foi o primeiro game da Nintendo a ultrapassar a marca de um milhão de unidades vendidas na América (excetuando Super Mario Bros., que já vinha com o console), e o primeiro jogo da história a possuir chip interno para salvar jogos. O jogo foi lançado em duas versões de cartuchos: uma dourada e outra cinza. A dourada foi lançada com um número de cópias limitada. Chegou a vender mais de 6,5 milhões de unidades pelo mundo todo. O jogo vinha com um guia de ajuda, neste guia continha: parcialmente um mapa principal, mapas das seis primeiras dungeons, dicas e descrições dos monstros.

Em 1988, foi lançada a continuação, Zelda no Densetsu: Rinku no Bouken (Zelda II: The Adventure of Link), no Japão, também exclusivamente para o Famicom Disk System. O jogo mudava o esquema do jogo anterior, com visão lateral em vez de superior e elementos de jogo plataforma, apesar de desagradar alguns dos fãs do original, ultrapassou a marca de 4,3 milhões de unidades vendidas mundialmente.

A Nintendo proibiu as revistas de fazerem detonados por um determinado tempo, fazendo o jogo ficar mais desafiador.

Super Nintendo The Legend of Zelda: A Link to the Past (Zelda No Densetsu: Kamigami No Triforce), lançado em 1991, é um dos jogos mais populares do console. Esse foi também o primeiro jogo da série no qual havia 2 mundos diferentes (Dark World e Light World) e viajar entre eles era obrigatório para abrir passagens. O sistema de 2 mundos foi muito copiado em jogos como Metroid Prime 2: Echoes. Foi um dos títulos mais vendidos do SNES, com mais de 4,5 milhões de cartuchos pelo mundo.

Game Boy & Game Boy Advance The Legend of Zelda: Link's Awakening, primeiro game para Game Boy, é lançado no Japão e nos Estados Unidos em 1993. Mais tarde foi lançada para o Game Boy Color um jogo dividido em duas versões, intituladas Oracle of Ages e Oracle of Seasons (2001), em conjunto com a Capcom. Pretendia se fazer uma "Tri-Force Series", um conjunto de 3 jogos.