Tietê-de-coroa (Calyptura cristata) é uma espécie de ave Passeriforme da família Platyrinchidae (antes dentre os Cotinginae, por isso declarada como Incertae sedis na falta de estudos mais aprofundados). É a única espécie do género Calyptura (táxon monotípico), sendo classificada por Louis Jean Pierre Vieillot, em 1818. É endémica da Mata Atlântica, na região Sudeste do Brasil, onde habita florestas de altitude.

Descrição e hábitos De acordo com Helmut Sick, este pássaro de 7.6 centímetros possui um bico curto e grosso, cauda bem curta e um topete vermelho (amarelado, na fêmea), ladeado de negro; com seu corpo apresentando principalmente um padrão de verde por cima e amarelo por baixo. Segundo Descourtilz (1854), sua vocalização consiste de um chamado breve, rouco e forte. Há relatos de que vive aos casais e que está sempre em movimento, mantendo-se à média altura, na mata, procurando bagas e insetos.

Raridade e avistamentos Por muito tempo esta espécie foi considerada extinta, pois não foi observada por quase todo o século XX, até ser avistada e reconhecida - no ano de 1985 - pelo observador de pássaros e pesquisador independente Marcelo Simas e Silva, que -após observar alguns indivíduos dessa espécie na encosta da Serra dos Órgãos (na Microrregião Serrana, em Teresópolis, Rio de Janeiro) publicou seu achado no boletim anual (v.22, 1987SILVA, Marcelo S. e . “A MATA DA SERRA DO SUBAIO” . Boletim FBCN/Fundação Brasileira para a a Conservação da Natureza -v. 22 (1987)-Rio de Janeiro: FBCN, 1987. ISSN 0101-2495) da Fundação Brasileira Para a Conservação da Natureza (FBCN) . Cerca de 10 anos depois, dois pássaros foram vistos, também na encosta da Serra dos Órgãos, inicialmente pelo biólogo Ricardo Parrini, em 27 de outubro de 1996, e sucessivamente, nas manhãs seguintes, por J.F. Pacheco, C.E.S, Carvalho, C. Bauer e F.B. Pontual. Desde essa observação nenhum relato foi confirmado, apesar de existir avistamento não confirmado perto da cidade de Ubatuba (em São Paulo) e entre Nova Friburgo e Sumidouro, no início do século XXI. Por sua extrema raridade, é classificada como criticamente em perigo pela IUCN.

Categoria:Tyranni Categoria:Aves descritas em 1818 Categoria:Aves da Mata Atlântica Categoria:Aves endêmicas do Brasil