H.Stern é uma joalheria brasileira, dedicada ao desenho e confecção de suas próprias joias. Conta hoje com 70 lojas espalhadas por 30 países, das quais a maioria está concentrada no Brasil. É considerada uma das maiores joalherias do país e do mundo, com faturamento estimado em 400 milhões de reais. Possui cerca de 3 mil funcionários, entre artesãos, joalheiros e gemólogos.

História Início Em 1945, o judeu alemão, que fugindo do nazismo naturalizou-se brasileiro, Hans Stern fundou um pequeno negócio de compra e venda de pedras no Rio de Janeiro: nascia a H.Stern.Kalil, G. (2010). Fashion marketing: relação da moda com o mercado. (p. 56). Brasil: Senac. Crocitti, J. & Vallance, M. (2012). Brazil today: an encyclopedia of life in the Republic. (Vol. 4; p. 403). ABC-CLIO. Em 1969, a joalheria criou um certificado de garantia internacional, para atestar o valor de suas joias. Graças a esse certificado, pedras popularmente encontradas no Brasil, como a água-marinha, a ametista, o topázio e a turmalina são tão valorizadas hoje.

Foi também em 1969 que se abriu o primeiro ponto de venda da H.Stern, na Praça Mauá. Outra loja foi inaugurada logo depois, dentro do Hotel Quitandinha, em Petrópolis. Desde então, vieram as lojas instaladas em aeroportos e em vários outros hotéis.

Como Hans Stern não estava satisfeito com a qualidade das pedras que seus fornecedores lhe entregavam, ele decidiu que sua empresa deveria atuar em todas as etapas de produção, exceto o garimpo. Criou então o primeiro laboratório gemológico da América do Sul, para garantir que estava comprando as melhores pedras, além de oficinas dentro da H.Stern, com ourives e lapidários vindos da Europa para lapidar as pedras e criar joias. miniaturadaimagem|Loja H. Stern em Salvador Após a morte de Hans Stern, em 2007, coube aos seus herdeiros, Roberto Stern, atual presidente e Ronaldo Stern, vice-presidente, a continuação do império criado pelo seu pai.

Controversias O maior escândalo envolvendo a joalheria H.Stern ocorreu durante a Operação Lava Jato, quando executivos da empresa firmaram delação premiada ao admitirem o envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e a falsificação de certificados de garantia para o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Detalhes do escândalo: Lavagem de Dinheiro: A investigação revelou que o ex-governador e sua esposa, Adriana Ancelmo, compraram dezenas de joias de luxo utilizando dinheiro de propina. Ocultação e Adulteração: A direção da H.Stern admitiu em depoimento ao juiz Marcelo Bretas ter adulterado os certificados das peças e os sistemas internos para ocultar os nomes reais dos compradores e camuflar o patrimônio. Delação Premiada: Para evitar processos judiciais mais severos, o presidente Roberto Stern, o vice Ronaldo Stern e outros diretores fecharam um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), comprometendo-se a emitir as notas fiscais das peças e a pagar multas milionárias.

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